Lemos o seguinte no Estadão:
Relatório da Polícia Federal que embasou denúncia contra
Joesley e
Wesley Batista por uso de suas delações premiadas para obter vantagens indevidas no mercado financeiro dá conta de que, se não houvesse o impacto do vazamento do acordo de colaboração dos executivos nos dias 17 e 18 de maio de 2017, parte das operações de compra de dólares no mercado futuro efetuadas pela empresa teriam dado um prejuízo de
R$ 196 milhões.
Segundo o documento, com efeito de ‘bomba atômica’, os lucros com a manobra chegaram a
R$ 100 milhões no âmbito de compras de dólares no mercado futuro que chegaram a US$ 2,8 bilhões, entre 28 de abril e 17 de maio, um dia antes da
Operação Patmos.
Os procuradores da República Thaméa Danelon e Thiago Lacerda Nobre, do Ministério Público Federal, em São Paulo, denunciaram à 6.ª Vara Federal os irmãos Joesley e Wesley Batista, na
Operação Acerto de Contas, desdobramento da Tendão de Aquiles, por uso de informação privilegiada e manipulação do mercado.
Segundo o documento, com efeito de ‘bomba atômica’, os lucros com a manobra chegaram a
R$ 100 milhões no âmbito de compras de dólares no mercado futuro que chegaram a US$ 2,8 bilhões, entre 28 de abril e 17 de maio, um dia antes da
Operação Patmos.
Os procuradores da República Thaméa Danelon e Thiago Lacerda Nobre, do Ministério Público Federal, em São Paulo, denunciaram à 6.ª Vara Federal os irmãos Joesley e Wesley Batista, na
Operação Acerto de Contas, desdobramento da Tendão de Aquiles, por uso de informação privilegiada e manipulação do mercado.
Leia mais:
A Procuradoria ainda atribui a Wesley a aquisição de ‘contratos de dólares no valor nominal de USD 2.814.000.000 (dois bilhões e oitocentos e catorze milhões de dólares americanos) – Contratos Futuros de Dólar e Contratos a Termo de Dólar – obtendo uma lucratividade no mercado financeiro de aproximadamente R$ 100 milhões’.
Sigamos:
Segundo o documento da CVM, levando em consideração a alta do dólar em 18 de maio, um dia depois dos vazamentos e data da Operação Patmos, ‘foram recebidos pela JBS em ajustes diários um total de 99.791.694,00 (noventa e nove milhões, setecentos e noventa e um mil e seiscentos e noventa e quatro reais) exclusivamente pelos 9.480 contratos da série DOLM17 que se encontravam em aberto em nome da JBS’.
“Além disso, a JBS realizou uma operação de day-trade com 500 contratos da mesma série DOLM17, e para essas operações recebeu 1(71.067.000,00 (um milhão e sessenta e sete mil reais) em ajustes positivos – vide Figura VIII.”, diz o documento.
A PF lembra que a análise da CVM "reforça a tese de uso indevido de informação privilegiada no mercado de capitais para obtenção de vantagem indevida, dados esses que mudaram o comportamento dos investimentos da empresa conforme se avançavam as negociações da Colaboração premiada, especificamente entre os meses de abril e maio do corrente ano, culminando numa atuação sui generis nas últimas horas que antecederam ao vazamento das informações na imprensa".
A perícia criminal da PF conclui que somente "os contratos a termo adquiridos em 5 e 9 de maio no montante de US$ 1,910 bilhões possuíam taxa futura de câmbio para 01/06 pactuada na ordem de R$3,20 por dólar e que com a redução da taxa de câmbio observada ao longo do més até o dia 17 (em torno de R$ 3,10) e sem eventos que pudessem mudar esta trajetória de queda, tais operações resultariam em prejuízos à empresa".
Segundo o relatório, "isto evidencia ainda mais que houve o uso de informação privilegiada’"
"Considerando-se a hipótese de não divulgação do vazamento de delações ou gravações em maio, bem como a manutenção do cenário e da taxa de câmbio de 17/05 constante até o final do mês, os contratos de NDFs da JBS resultariam em prejuízo de R$ 196 milhões, contra um lucro realizado calculado em R$ 92 milhões”, concluiu a perícia.
Agora só falta saber o que Janot tem a dizer de todo esse prejuízo causado ao Brasil. Eles só puderam fazer isso enquanto vigorava o acordo de total impunidade, determinado por Janot.
Ele está muito sumido, não?
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