Falemos agora do caso envolvendo a apresentadora de TV Doaa Salah, que foi multada e condenada à prisão por “ameaçar o tecido da vida egípcia” ao usar seu espaço na emissora Al-Nahar para discutir sexo e gravidez fora do casamento. Ela foi sentenciada a três anos de detenção, mais multa de 10 mil libras egípcias, cerca de R$ 1,8 mil, mas ainda pode recorrer da decisão, disse a BBC. As informações estão numa matéria do Globo.
Claudia Wild escreve:
Doaa, em um de seus programas, resolveu falar sobre casos de gravidez fora do casamento, sobre o divórcio e a inseminação artificial no mundo ocidental.
Por tal programa ela foi processada criminalmente e condenada a três anos de prisão e ao pagamento de uma multa, “por propagar imoralidades e tentar corromper a sociedade egípcia através da televisão”.
O Egito é tido como um país de islã “ moderado”. Eis a prova inequívoca desta moderação.
Vamos aguardar a manifestação das nossas queridas feministas! Vamos ver o que elas farão por esta mulher muçulmana.
De fato a Globo tocou no assunto. Outras mídias o fizeram. Mas apenas de maneira breve, sem qualquer polêmica ou campanha por Doaa Salah. Os movimentos feministas estão bastante silenciosos diante de um caso de extremo machismo.
Alguma surpresa?
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