Pode parecer absurdo, mas é um fato: até hoje, em pleno 2017, há gente da direita que acredita que a esquerda preza mais a igualdade do que eles. Tanto que não é raro observarmos teóricos dizendo "eu, por ser de direita, prezo a liberdade, enquanto ele, de esquerda, preza a igualdade".
Na verdade a pessoa de direita até preza mesmo mais liberdade, mas também, neste caso, preza "fazer papel de tonto nas mãos do esquerdista, que morre de rir quando o vê acreditar na tese de que esquerdistas defendem a igualdade".
Vamos crescer, gente...
Seja lá como for, um estudo científico mostrou que tudo o que os petistas - que são da extrema esquerda - te disseram sobre "redução da desigualdade entre 2003 e 2014" nunca passou de mentira deslavada.
Segundo a Folha, o World Wealth and Income Database, instituto de pesquisa comandado pelo economista Thomas Piketty, disse que entre 2001 e 2015 os 10% mais ricos da população brasileira conseguiram aumentar 1% na sua fatia de renda nacional, subindo de 54% para 55%. Já os 50% mais pobres do país aumentaram sua participação de 11% a 12% no período. O crescimento ocorreu às custas da queda de participação de dois pontos percentuais dos 40% que estão entre os dois extremos (de 34% para 32%).
“Em resumo, a desigualdade total de renda no Brasil parece ser muito resiliente à mudança, ao menos no médio prazo, principalmente em razão da extrema concentração de capital e seus fluxos de renda”, conclui o estudo.
O crescimento ocorrido no país durante o período de governo dos dois presidentes petistas teve pouco impacto na redução da desigualdade porque os que mais se beneficiaram foram os 10% mais ricos do país que captaram 61% do impacto econômico e não os mais pobres, como pregam os petistas. Os pobres se beneficiaram com apenas 18% dos ganhos.
Este resultados estão de acordo com os observados pelos pesquisadores Marcelo Medeiros, Pedro Souza e Fábio de Castro, da Universidade de Brasília, que identificaram uma estabilidade no nível de desigualdade entre 2006 e 2012.
“A redistribuição que houve nos anos 2000 foi sobretudo na base da pirâmide, pelo aumento do salário dos trabalhadores menos qualificado por meio da valorização do salário mínimo e demanda maior por esses trabalhadores nos setores de serviços e construção naqueles anos”, diz a economista da USP e colunista da Folha Laura Carvalho.
“Os mais ricos continuaram se apropriando de uma parcela muitíssimo elevada da renda, que pode ser explicada pela alta concentração de riqueza financeira e não financeira no Brasil, além dos juros altos”, completa.
E lá se vai mais uma narrativa...
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