A filosofia já foi considerada, no passado, o aprendizado da morte. Desde Sócrates, filósofo era aquele que sabia morrer.
A razão de ser da filosofia seria preparar-nos para uma “boa morte”, e o termo grego genérico, no caso, era mesmo “eutanásia”.
Supunha-se que aquele que sabe morrer, o faz porque aprendeu a viver, e assim vida e morte iluminavam-se reciprocamente.
No século XIX, época dos grandes sistemas, a morte saiu da temática central dos textos filosóficos, e foi talvez Kierkegaard que descreveu a morte como algo que para cada um de nós é certo, mas cuja hora é bem incerta.
Toda essa gororoba para perguntar: até quando o PT, Dilma e Lula vão resistir? Sim, porque na política há hora para nascer e hora para morrer.
Será que percebem que estão morrendo?
Será que Lula está se preparando para morrer, já que na política se morre muitas vezes?
E, no entanto, é preciso saber a hora exata para receber a mais temida, a mais rejeitada, a mais insolente.
Um grande partido lembra um grande jornal. Leva décadas para morrer. Vai definhando aos poucos, lenta, mas visivelmente.
Lula, queiramos ou não, lenda ontem, hoje, a cada dia, vai derretendo, asfixiado por denúncias e erros históricos.
Se não souber morrer, certamente fica provado que não soube viver. Pelo menos é o que nos ensinam os filósofos, os pesquisadores da alma do homo sapiens.
Isto quer dizer que entre as diversas possibilidades há uma que representa “a possibilidade da impossibilidade”, ou seja, quando esta ocorre, todas as demais ficam excluídas.
O mais delicado é que todos, que amaram e apostaram em Lula e no PT, não veem, vamos supor, os não fanáticos, claro, nenhuma luz que lhes devolvam a esperança perdida.
PS - exatamente há um ano, este texto foi postado. Desconfio que não caducou muito.
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