
Na tentativa de
segurar a inflação, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou nesta quinta-feira (18) um aumento no piso do Imposto de Renda.
A partir de 1º de março, só pagarão a alíquota aqueles que receberem mais de 30 mil pesos (cerca de R$ 8.000) por mês –antes, o mínimo era de 15 mil pesos (cerca de R$ 4.000). A mudança é retroativa a 1º de janeiro. Apenas 10% da população tem hoje um salário superior aos 15 mil pesos.
"Alguém que tinha um salário líquido de 21.300 pesos passará a ganhar 26.600 pesos", exemplificou o presidente no anúncio na Casa Rosada, onde estavam presentes também governadores e dirigentes sindicais.
A alteração era uma promessa de campanha e vinha sendo planejada há algum tempo, mas foi antecipada devido às dificuldades que o governo enfrenta na negociação dos reajustes salariais.
Com a alta do piso do IR, Macri espera que os trabalhadores reduzam os pedidos de aumentos. Sindicatos defendem um incremento salarial de pelo menos 32%, o que impactaria na inflação do país.
A meta do governo é ter uma inflação menor de 25% neste ano. Em 2015, apenas na cidade de Buenos Aires, os preços avançaram 26,9%.
Os detalhes da mudança (que podem beneficiar uma parte maior da população) ainda não foram divulgados.
Interessantemente, o Instituto Liberal de São Paulo
questiona:
Enquanto o governo brasileiro não reajustou a tabela do imposto de renda de acordo com a inflação e fará os brasileiros pagarem 60% mais imposto de renda este ano, Macri de uma tacada só praticamente extingue o imposto de renda na Argentina.
Alguém tem alguma dúvida de qual modelo dará certo no médio/longo prazo?
Resposta: ambos.
Para avaliar isso é preciso estudar os objetivos. Como o objetivo do PT é obter o poder totalitário, o modelo petista passa a ser o mais capaz de dar certo tanto em médio como longo prazo. Serve para afugentar investidores e gerar dependência estatal, além de aumentar as oportunidades de aparelhamento. Assim, o modelo do PT é melhor para os projetos petistas.
Já como Macri não tem intenções de criar um totalitarismo, para ele é importante aquecer a economia e combater a inflação. Mas essa avaliação só pode ser feita levando em conta a construção de uma sociedade democrática e mais liberal. Neste caso, aí o modelo de Macri dará mais certo.
Eis a forma como deveríamos avaliar o esquerdismo. Não por visões unilaterais da realidade onde projetamos nossas intenções nos outros, mas com base em uma percepção de uma realidade onde os seres humanos possuem diferentes intenções.
Pode ser duro reconhecer que as políticas de Dilma e Macri estão indo bem, mas é por possuírem objetivos diferentes. Para Dilma, o que vale é o poder totalitário. Para Macri, o que vale é arrumar a economia.
Se conseguirmos começar a pensar em nossos adversários como eles realmente são, teremos enfim o real potencial de previsão a respeito de seus próximos passos.
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