Igualar agressor e agredido é um dos truques mais sórdidos da extrema-esquerda. O jornalista Ilimar Franco se apresenta como um dos prodígios na execução do estratagema.
Segundo ele diz
em seu blog no Globo, o “confronto entre manifestantes pró e anti-Lula, ocorrido ontem em São Paulo, já era previsto por analistas políticos desde o ano passado”.
Ilimar alega:
[...] o embate foi semelhante aos de torcidas de times de futebol. Insultos, pedradas, garrafadas, feridos, prisões, cassetetes, bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral. O ringue foi armado em torno de um depoimento de Lula no Ministério Público.
O incauto normalmente cairia no truque, mas Ilimar distorce os fatos conscientemente. Ele não está enganado. Ele é desonesto.
Quando uma mulher está sendo estuprada não temos um confronto entre duas pessoas, mas a agressão de um bandido contra uma vítima indefesa. Tratar um caso de estupro da forma que se trata uma relação consensual selvagem entre duas partes é imoral até a medula. Igualmente quando um assassino está matando uma vítima em um assalto feito durante uma parada no farol, não está ocorrendo um “duelo” entre duas partes. Tratar um assassinato de uma vítima indefesa da forma que se trata um duelo combinado entre duas partes é igualmente monstruoso.
Pois é exatamente isso que Ilimar faz em seu amontoado de embustes. Ele tem ciência de seu objetivo: a ideia é praticar a equivalência moral. Da mesma forma que poderia usar o engodo para inocentar um estuprador ou assaltante homicida, ele o faz para inocentar as milícias violentas, tribais, antisociais, psicopáticas e ainda por cima muitas vezes bancadas com dinheiro público.
Não existiu nenhum “confronto” e nenhum “ringue”. Um lado animalesco, composto por petistas, agrediu pessoas que manifestavam pacificamente.
Como sabemos que Ilimar mentiu deslavadamente, e com uma crueldade assustadora – pois isso só serve para validar mais violência covarde praticada pelos bolivarianos -, a melhor coisa a fazer é que os grupos agredidos processem este sujeito, exigindo que o jornalista funcionário de uma empresa apoiadora de ditaduras – a Globo – comprove que a agressão partiu do lado democrático.
Observem que Ilimar não apenas distorceu a realidade em nome do totalitarismo petista. Ele mentiu a respeito das ações de pessoas agredidas, lançando calúnias e difamação, afim de vender uma ficção feita para validar a violência praticada contra cidadãos civilizados.
A esse estágio de perversidade chegou o jornalismo global, especialmente por causa das torrenciais quantidades de verbas estatais de anúncios.
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