segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Está na hora de tirarmos o ursinho de pelúcia da FÉ CEGA NA CRENÇA de muitos direitistas

Ceticismo Político

Está na hora de tirarmos o ursinho de pelúcia da FÉ CEGA NA CRENÇA de muitos direitistas

by lucianohenrique
ursinho
Leio o seguinte na página de Rodrigo Constantino, que merece muita admiração, mas também não pode ficar ileso de críticas:
Fui ver o Super Bowl 50 na casa do meu simpático vizinho, que é de El Salvador. Foi uma grande festa latino-americana, com cubanos, venezuelanos, colombianos. Tinha até americano! Só não tinha argentino. E quando a conversa se encaminhou na direção de criticar "los hermanos", porque acham que são europeus, tive que lembrar de Mauricio Macri. Disse para maneirarmos nos ataques, pois eles ao menos tinham um presidente decente e liberal agora, enquanto nós tínhamos trastes. Foi quando perguntaram: "Como uma mulher tão estúpida, aliás, foi parar no poder no Brasil?" Sim, estávamos todos espantados, e eles mais ainda, pois simplesmente não acreditavam nas besteiras que viam saindo da boca de Dilma. Como já disse, que vergonha de ser brasileiro nessas horas. Que época terrível para ser brasileiro. Mudei logo de assunto, e passei a falar de Peyton Manning...
Como já disse, respeito muito o trabalho de Rodrigo Constantino, e entendo que a maioria de seus leitores são pessoas civilizadas e compreendem a noção de que a divergência em argumentos é saudável. Aqui vemos que hoje podemos criar uma contestação sadia. Assim como em um certo período histórico desenvolveu-se o ateísmo, criticando a crença em Deus (e isso não implica a inexistência de crentes, que hoje são a maioria), precisamos desenvolver na direita a crítica à FÉ CEGA NA CRENÇA. (E quem sabe podemos torcer para que esses últimos crentes sejam uma minoria no futuro?)
Aqui fica a percepção de que ele acredita mais na "incompetência" do governo petista, do que nas más intenções (embora as evidências completas apontem para o último caso, mas jamais para sua hipótese), e daí cria-se aquilo que podemos observar: a crítica não consegue ser assertiva, mas uma mistura de compaixão com suporte, misturada a um pouco de sátira e um tanto de criticismo diluído. O inimigo real - ou seja, o totalitário que tem um projeto de poder que o satisfaz plenamente - não é mais percebido. E nem combatido adequadamente. 
 
Ele ainda comenta se envergonhar das "besteiras" que Dilma tem dito, mas sabemos que não são besteiras, mas simulações de falsa incompetência. Igualmente são planejadas para fazer as pessoas misturarem compaixão com sátira e leve criticismo na hora da crítica, mas jamais conseguirem precaução e a assertividade suficientes para lidar com uma totalitária.
 
Em suma, Dilma é espertíssima e está passando o rodo em muita gente (assim como Lula fez). Assim como Maduro faz e Cristina Kirchner fez. Aproveitaram-se do poder como nenhum outro. Conquistaram um poder que muitos daqueles que os acham "coitadinhos enganados" jamais conquistarão. E, em troca, muitos adeptos da FÉ CEGA NA CRENÇA os presentearão com expressões absurdas como "oh, como ele é incompetente" ou "oh, como ele fala besteira".
 
Há 300 anos os iluministas não tiveram medo de desafiar a crença em Deus. Hoje vivemos em um estado laico. Precisamos agora desafiar várias fés políticas, mas uma das mais perigosas é a FÉ CEGA NA CRENÇA. Alias, se alguns conservadores true (não são todos os conservadores) ficaram meio bravos comigo, já digo: a FÉ CEGA NA CRENÇA acomete mais os liberais que os conservadores.
 
Está na hora de tirar esse ursinho de pelúcia da mão dos liberais a partir da crítica assertiva, embora respeitosa. Pode até ser reconfortante achar que seus totalitários são "um bando de desastrados que só falam besteiras". Reconfortante mas inútil. E falso. 
lucianohenrique | 8 de fevereiro de 2016 às 1:30 pm | Tags: extrema-esquerdaguerra política,marxismopetralhasPTsocialismototalitarismo | Categorias: Uncategorized | URL:http://wp.me/pUgsw-boz

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