terça-feira, 8 de novembro de 2016

Falência do Rio: processo histórico

 Edilson Martins

Falência do Rio: processo histórico

by edilsonrmartins
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(...)O Estado do Rio tem mais servidores inativos (246,7 mil) do que em atividade (223,6 mil). Sua folha salarial espelha a devastação administrativa executada por sucessivos governos, por interesses políticos e corporativos.
Há aposentadorias de até R$ 75,5 mil no antigo Departamento de Estradas de Rodagem e de R$ 53,4 mil na Fazenda estadual — mostram dados da Secretaria de Planejamento.
Entre servidores ativos, existem remunerações de até R$ 48,7 mil na Defensoria Pública; de R$ 47,2 mil na Fazenda; de R$ 41,9 mil no Detran; de R$ 39 mil na Procuradoria-Geral, e, de R$ 38,2 mil no Corpo de Bombeiros.
Em setembro, o sistema de pagamentos do funcionalismo registrou nada menos que 312 tipos de vantagens, gratificações, auxílios, adicionais e abonos à margem da remuneração convencional. Contam-se, por exemplo, 188 variedades de gratificações e 42 auxílios.
Premia-se por “assiduidade” quem comparece ao trabalho. Gratifica-se por “produtividade”, “desempenho”, “aproveitamento”, “responsabilidade técnica”, “qualificação”, “habilitação”, “titulação” e “conhecimento”. Paga-se por “produção”, “resultados” e até por “quebra de caixa” — aparentemente, quando o saldo é positivo. Tem até uma gratificação “extraordinária de Natal”.
José Casado é, com certeza, um dos melhores repórteres da imprensa brasileira.Sua coluna de hoje, n´O Globo, é uma leitura obrigatória, para quem tem a curiosidade de entender porque houve a ruína, a falência, do estado do Rio de Janeiro.
Há mais; Cabral, com sua aliança com o Lulopetismo pode ter agravado, mas o processo é histórico, como de resto acontece em praticamente todos os outros estados do país.

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