Renan Calheiros, um dos homens que lá atrás viabilizou a sacralização de Collor como presidente da República, tem hoje, nas gavetas do STF, 11 inquéritos aguardando que a Casa Suprema os libere para julgamento.
Enquanto isso não acontece, e parece não acontecer nunca, ele preside o Senado, e inferniza a vida dos homens de bem da República.
No momento deseja, por iniciativa pessoal, regular os poderes da Justiça, principalmente os dos procuradores do MPF, sim, porque o alvo é a Lava-Jato.
Quanta arrogância, quanta provocação, já que o alvo é o Juiz Sergio Moro, símbolo desse processo, ao “convidá-lo” a participar de uma audiência onde serão discutidas as premissas de seu projeto.
Vale, quem sabe, resgatar Cícero, no ano 63 A.C., no Senador romano, que, tal qual Pedro Simon, recentemente, dois mil anos antes espinafrou Catilina.
“Até quando, ó Renan, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda há-de zombar de nós essa tua loucura? A que extremos se há-de precipitar a tua audácia sem freio?
Nem a guarda dos homens de bem, nem as redes sociais do país, nem os temores do povo, nem o olhar e o aspecto destes senadores, nada disto conseguiu perturbar-te? Não sentes que os teus planos estão à vista de todos, e teus dias contados?
Não vês que a tua conspiração a têm já dominada todos estes que a conhecem?
Quem, de entre nós, pensas tu que ignora o que vens fazendo?
Oh tempos, oh costumes! “
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