O maior bloco da Câmara, liderado pelo PTB, fechou com a candidatura do líder do PSD, Rogério Rosso, para presidir a Casa. Afilhado de Cunha e integrante do centrão, ele teria a maioria do PMDB ao seu lado e a simpatia do Planalto. Para impedir que Rosso assuma, formou-se uma aliança informal e furtiva entre PSDB, PT, PSB, PSOL e satélites, para encontrarem um candidato de consenso.
O resultado seria a implosão definitiva da imagem tucana.
Para os petistas, os tucanos são apenas alvos a serem desconstruídos na tática de guerra de destruição. Ou seja, eles são adversários contra os quais não há limites éticos a serem estabelecidos. Enquanto isso, uma boa parte dos republicanos já desconfia que os tucanos agem como "oposição de fachada" ao PT. Os petistas jamais considerariam os tucanos como seus aliados, principalmente por terem investido tanto esforço mental na desconstrução do partido de FHC. Assim, caso se aliem mesmo ao PT, não ganharão nenhum ponto entre os petistas. Mas jogarão fora todo o restinho de sua imagem perante os opositores do PT.
A pergunta é: se uma possível aliança com o PT é uma bomba relógio para destruir o partido tucano, quem está por trás de uma ideia tão sabotadora? Uma resposta à essa pergunta só pode ser obtida a partir da única linguagem que esse pessoal entende: a da pressão.
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