O Ministro do STF Gilmar Mendes, na manhã desta segunda, 14 de setembro, em meio a palestra patrocinada pela OAB/São Paulo, onde foi um dos painelistas, escancarou seu desprezo ao artigo publicado pelo jornal A Folha de São Paulo, ontem, domingo, dia 13 de setembro o qual é assinado pelo Presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que tenta “colocar rédeas” na magistratura brasileira. Com uma resposta muito dura, Gilmar Mendes aproveitou para ficar ao lado dos juízes, lembrando que é necessário que os julgadores tenham liberdade e responsabilidade no desempenho das suas funções, pois é mínimo que o país espera da Suprema Corte até seu mais jovem juiz de primeiro grau. Não se sentido em nada atingido pelo “pito escrito por Lewandowiski” , Gilmar Mendes fez uma forte manifestação política e foi direto e objetivo ao afirmar: "O governo está em xeque de novo e se fala em necessidade de reforma política. Não vamos fazer reformas mais profundas neste contexto de crise", disse o ministro do STF no Seminário Saídas para a Crise, em um painel que discute política e os rumos das mudanças”.
Gilmar Mendes aproveitou para lembrar que: "Estamos diante de uma situação delicada, com adensamento crise econômica, e para enfrentá-la é preciso um consenso político básico que ainda não existe. Se não há credibilidade para conduzir conversas entre contrários, não se avança sobre a grave crise econômica"... "Como falar em aumento de impostos neste contexto geral? Como pedir sacrifícios às pessoas quando elas estão indignadas com a corrupção?"
O ministro também criticou a crescente onda de corrupção no País que vem sendo desvendada pela Operação Lava Jato. Segundo ele, a Lava Jato deixou claro que se criou no País uma "forma corrupta em toda a sua extensão". E sem citar especificamente a gestão petista que comanda o País há cerca de 13 anos, defendeu que "isso precisa ser encerrado". Ele destacou que a política foi contaminada e estruturou-se no País um modo de fazer política corrupta.
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