Segundo o jornal "O Globo", diretor do Ministério das Relações Exteriores quer reclassificar informações como 'secretas' para que não sejam entregues a ÉPOCA
REDAÇÃO ÉPOCA - 12/06/2015 - 14h08 - Atualizado 12/06/2015 15h16

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Itamaraty tenta reclassificar documentos hoje "reservados" como "secretos". Isso faria com que o tempo que a lei estabelece como sigiloso aumente de cinco para 15 anos. Assim, os papéis só poderiam ser expostos ao público daqui a dez anos. O departamento responsável pelos materiais entregues via Lei de Acesso à Informação já tinha separado e imprimido o material para entregar ao jornalista. O pedido do DCD interrompeu o processo.
O memorando de Costa à Subsecretaria-Geral da América do Sul, Central e Caribe foi enviado após Filipe Coutinho, repórter de
ÉPOCA, solicitar todos os telegramas e despachos reservados que citam a Odebrecht. A esta altura, todos já deveriam ser públicos. Não há referência a
Lula no pedido, mas Costa menciona o ex-presidente na justificativa para pedir a reanálise dos documentos antes que fosse decidido o que seria entregue ao jornalista.
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Itamaraty negou,
ao jornal O Globo, ter orientado a reclassificação de documentos relacionados a alguma empresa que tenha sido vinculada a alguma autoridade ou ex-autoridade, como
Lula. O ministério defendeu que, para documentos "reservados" produzidos entre 2003 e 2010, "a orientação geral é a de que pedidos de informação que tratem de matéria cuja divulgação possa ainda prejudicar os interesses externos do país sejam reavaliadas".
O ministério também afirmou que "cumpre rigorosamente os dispositivos estabelecidos pela Lei de Acesso à Informação no que diz respeito às normas de classificação da informação oficial". De 85.992 documentos produzidos desde 1983, 32.485 foram desclassificados desde a edição da lei, segundo o
Itamaraty. A reclassificação de documentos é feita para que não possam "prejudicar ou por em risco a condução de negociações ou as relações internacionais do país, ou as que tenham sido fornecidas em caráter sigiloso por outros estados e organismos internacionais".
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