domingo, 17 de janeiro de 2016

Lola Aronovich faz crítica machista de filme de Quentin Tarantino

 Ceticismo Político

Lola Aronovich faz crítica machista de filme de Quentin Tarantino

by lucianohenrique
os8odiados
Cara eu não gosto das posições dela, mas existem umas pessoas que fazem blogs fakes dela e postam coisas absurdas como se fosse ela e não são. Já teve até gente sendo preso pela Polícia Federal por isso. Tem como você colocar a fonte do texto pra gente saber se é do blog oficial dela ou do fake?
Nada mais justo! Eis o link.
Aproveito também para avaliar o machismo assustador demonstrado por Lola em sua "crítica cinematográfica" do ótimo filme Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino.
Sua reclamação principal é que a personagem Daisy (interpretada por Jennifer Jason Leigh) apanha o filme inteiro. Ela reclama: "Na primeira cena que a vemos, ela jé tem um olho roxo."
Ela comenta as diversas surras tomadas pela personagem, com esta afirmação:
Pode ser uma denúncia contra a misoginia, o que certamente não é o caso em 8 Odiados. Daisy passa grande parte do filme com o rosto coberto de sangue. E sorri. Uma crítica vê seu sorriso como um "triunfo" contra a violência que sofre. Outras veem como uma mulher que aprendeu a aceitar a violência contra ela. Concordo com a segunda análise.
Taranta poderia ter feito um filme só com homens, como ele fez em Cães de Aluguel (e foi duramente criticado por isso). O personagem de Daisy poderia ter sido escrito para ser um homem. Creio que incomodaria também ver um cara (que, apesar de odioso, não vemos cometer crime algum, nem em flashback) sendo levado algemado e espancado o tempo todo, mas não dá pra comparar.
Mais um detalhe. Ela comenta: "Tudo que faltou foi Daisy ser estuprada."
Só temos um detalhe: em todos os filmes de Tarantino, como neste, pessoas são vitimadas por extrema violência. Em sua maior parte, as vítimas são homens. Em Pulp Fiction, o personagem Marcellus - interpretado por Ving Rhames - é estuprado. EmCães de Aluguel, um policial tem sua orelha decepada enquanto está amordaçado. EmKill Bill e À Prova de Morte, mulheres são submetidas à violência e retribuem em dobro conta homens. E um detalhe adicional: no próprio Os Oito Odiados várias mulheres são assassinadas por uma gangue... chefiada por Daisy.
Quer dizer, a violência nos filmes de Tarantino não é misógina, racista ou coisas do tipo. Tem sofrimento para todo mundo. Ele é um esteta da violência como era Sam Peckinpah.
Se ela reclamasse da violência em geral, teria um argumento em mãos, mesmo que contestável, até por tratarmos de uma obra de arte. Mas ela reclama porque a vítima da violência, neste caso, é uma mulher. Todavia, esta mulher, Daisy, é uma assassina barra pesadíssima. Se fosse um homem, para Lola não havia problema ver um personagem sofrer toda essa violência. Mas se for mulher, aí não pode. Se isso não é busca de um tratamento diferenciado, nada mais é.
Num mundo não machista, é justo que mulheres inocentes de crimes sejam tratadas com mais gentileza. Mas no momento em que quebram a lei, devem ser tratadas igualitariamente por pessoas precisando defender suas vidas. Mulheres não merecem penas menores. Decerto em nosso mundo civilizado, podemos reclamar da violência contra prisioneiros, mas somente se esta crítica for isonômica: contra a violência lançada tanto sobre homens como mulheres.
A maior proteção às mulheres em uma sociedade civilizada é justa pois fisicamente elas são mais frágeis. A coisa muda quando falamos de predadores, sejam homens ou mulheres. Surpreende também que Lola se importou tanto com as porradas tomadas por Daisy, mas ignorou a morte de mulheres inocentes. Este era o problema real: a violência lançada contra essas mulheres (e homens) inocentes. Mas era tudo um filme.
No fim das contas, o filme é ótimo a crítica de Lola fica...abaixo da crítica. Deve ser deprimente ser uma feminista, incapaz até mesmo de apreciar um belo trabalho de roteiro, fotografia, direção e trilha sonora.
Em tempo: junto com Mad Max - A Estrada da FúriaOs Oito Odiados é um dos grandes filmes do ano. Na obra de George Miller, Charlize Theron dominou a cena dando o tom da ação. No filme de Tarantino, Jennifer Jason Leigh interpretou um monstro em forma feminina. É só isso. O resto é mimimi patético e machista.

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