terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Kim na Folha e a ira da extrema-esquerda… e de uma parte da direita

 Ceticismo Político

Kim na Folha e a ira da extrema-esquerda… e de uma parte da direita

by lucianohenrique
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O totalitarismo de extrema-esquerda tem sempre um efeito previsto: o surgimento de uma parcela autoritária ou ao menos desfocada da direita. Sejam eles intervencionistas ou pertençam a outras formas de direitismo purista, desde uns meses atrás tem tomado corpo um movimento de ódio ao MBL. Talvez uma das ideias mais irracionais ou em alguns casos até desonestas já surgidas na direita, boa parte deste movimento se baseia em implodir chances de sucesso no impeachment.
Para este fim, acusam os membros do MBL de serem “vendidos aos tucanos” e estes últimos de serem “vendidos aos petistas”. O engraçado é que certo dia um desses direitistas mais puristas foi atacado por um movimento intervencionista, o qual dizia que “se pediu impeachment ou revolução civil então é um farsante”. O divertido do purismo é que sempre aparece um mais purista para chamar um outro purista de “poser”.
Alheio ao mundo do purismo, e focado em um pragmatismo de direita que pode efetivamente dar resultados, Kim Kataguiri, um dos coordenadores do MBL, tem feito sua voz ser ouvida a cada dia que passa. Agora ele é o novo colunista da Folha, jornal que mistura esquerdistas de discurso violentíssimo como Guilherme Boulos, Vladimir Satafle e Gregório Duvivier com mentes direitistas civilizadas como Reinaldo Azevedo e Luis Felipe Pondé.
Ao saber da contratação de Kim como colunista, a BLOSTA berrou forte. Para Alex Solnick, a Folha “presta um desserviço ao país”. Paulo Nogueira disse: “Kim Kataguiri na Folha é mais numa longa lista de nulidades.” O duro é explicar como uma nulidade influencia tanto rancor. A Revista Forum escreveu: “Resta saber se o jornal será responsabilizado pelo que for escrito no espaço, uma vez que Kim é conhecido pelo discurso inflamado contra seus desafetos.” Se bem que perto dos discursos de estímulos ao vandalismo de Boulos, Kim é um lorde inglês. Opa, japonês.
E enquanto a extrema-esquerda relincha, uma parte da direita também esbraveja, o que é imperdoável.
Eu discordo de algumas abordagens do Reinaldo Azevedo, por exemplo. Quando ele escreve que Dilma é “desastrada” ou que o STF “cometeu um erro” isto soa como se fosse um giz riscando a lousa. Na verdade, Dilma criou nossa crise de caso pensado, e o STF aparelhado cometeu tudo, menos um erro. Cometeu, isso sim, um golpe. Mas não é por causa dessas discordâncias – nos colocando talvez em pólos opostos em uma perspectiva de análise sobre a extrema-esquerda – que serei contra sua presença na Folha e na Veja.
Ao discordarem da perspectiva de direita de Kim Kataguiri, alguns direitistas se irritaram ao vê-lo adquirir espaço para sua voz. Nisto, protestaram em linha com a extrema-esquerda. No mínimo, irônico.
Ao Kim, desejo merecido sucesso.
lucianohenrique | 19 de janeiro de 2016 às 5:49 pm | Tags: bolivarianismodireitaguerra política,jogos políticoskim kataguiriliberalismoMBL | Categorias: Uncategorized | URL:http://wp.me/pUgsw-b8d

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