Jan 18, 04:55PM
218 HOSPITAIS FILANTRÓPICOS FECHARAM AS PORTAS EM 2015
Se em 2015 o setor de saúde sofreu com a falta de recursos, em 2016 a situação pode ficar ainda pior, avalia o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS). Citando dados da Confederação das Misericórdias do Brasil (CMB), 218 hospitais filantrópicos fecharam as portas em todo o País.
No ano que passou, o que representou a redução de onze mil leitos. Além disso, dos 450 mil trabalhadores de santas casas e hospitais filantrópicos, 39 mil perderam o emprego.
Para Perondi, o governo federal é o maior responsável por esta crise.
Segundo Darcísio Perondi, todo ano a história se repete no setor, com desassistência e falta de dinheiro, principalmente na área médico-hospitalar, por conta de um Estado incapaz e que não encara a saúde como prioridade. “A situação é grave e vai piorar. O governo é gastador, não prioriza a saúde. No Brasil se gasta mais dinheiro privado, do bolso do cidadão, do que dinheiro público. O brasileiro paga muitos impostos e os governos precisam oferecer um serviço de qualidade”, afirmou.
Um dos indícios de má gestão, segundo Perondi, é que o governo só vai pagar agora em janeiro as contas de novembro do Ministério da Saúde. E, para piorar, o País passa por uma epidemia do Zika Vírus, causador da microcefalia, que está atingindo bebês recém-nascidos em todo o País, principalmente na Região Nordeste. “Poderemos ter a maior epidemia de saúde pública dos últimos 50 anos e que deve atingir mais de 100 mil crianças nos próximos dois anos.
É uma tragédia, graças a este governo que não enfrenta a corrupção e prefere gastar dinheiro com estrada, pontes e prédios. Aí falta dinheiro para cuidar da saúde e da educação dos brasileiros”, afirmou Perondi, que vê uma perspectiva muito ruim para a saúde em 2016.
Além dos hospitais filantrópicos, os hospitais universitários também estão à míngua, exauridos e sem condições de honrar os compromissos, com greve de servidores, falta de material e medicamentos, sucateamento físico e tecnológico, como acontece no Rio de Janeiro.
O setor sem fins lucrativos é responsável por mais de 50% das internações de média e alta complexidade do SUS e por mais de 60% dos transplantes e tratamentos de câncer realizados no país. Além disso, representam a única opção de atendimento hospitalar na maioria dos municípios com menos de 30 mil habitantes.

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