Quem esperava que o Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha(PMDB/RJ) sucumbisse politicamente diante da denúncia apresentada, de forma açodada, pelo Procurador Geral da república, Rodrigo Janot, se enganou profundamente. - A Polícia Federal ainda não encerrou o inquérito e Janot se valeu de segmentos ainda não conclusos da investigação policial para denciar Cunha no STF - Eduardo Cunha só não enfrentou publicamente o Procurador Janot, como deu mostras de seu poder e de uma liderança "musculosa" ao receber apoio de centrais sindicais não atreladas ao PT, gestos de acolhimento dos pesos pesados da política paulista e, para culminar, deixou o PSOL e o PT falando sozinhos, ontem no seu retorno à Brasilia. Sua casa foi literalmente invadida por lideranças do PMDB, PSDB, PPS, PSD, PTB...
Como relata o site de notícias Diário do Poder, Cunha está mais forte politicamente que Dilma. Bastou pressionar Temer! Entre a Presidente da República e o Presidente da Câmara dos Deputados, o vice-Presidente da República "inteligentemente" preferiu ficar ao lado de Eduardo Cunha.
(Diário do Poder) - O deputado Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara, foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mas a situação política dele parece mais sólida do que a da presidente Dilma Rousseff, que não tem sido incomodada por investigações do Ministério Público Federal.
Na noite desta segunda-feira, ele foi alvo de significativo gesto político, com verdadeira "invasão" de líderes de vários partidos, à exceção do PT e do PSOL, inclusive integramtes da base de apoio ao governo Dilma. Eles estavam ansiosos para conversar com Cunha sobre o fato novo deste início de semana: a decisão do vice-presidente Michel Temer, de abandonar a articulação política do governo.
Os líderes acorreram à residência de Eduardo Cunha tão logo ele retornou de sua viagem a São Paulo, onde recebeu desagravo de sindicalistas aliados e parricipou de um encontro com presidentes das assembléias legislativas estaduais.
O gesto dos líderes de partidos como PMDB, PSDB, PSD, DEM, PTB, Solidariedade, PR, PHS etc foi interpretado como de reconhecimento de que, apesar da denúncia de que o deputado foi alvo no Supremo Tribunal Federal, ele continua com legitimidade para permanecer na presidência da Câmara
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