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Gravação de reunião em outubro do ano passado mostra conselheiros acusando Guido Mantega, e a ex-presidente da estatal Graça Foster de agir para segurar a demissão do então presidente da Transpetro, Sérgio Machado, apadrinhado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL)
Por Andreza Matais, Fabio Fabrini, Daniel Carvalho e João Villaverde, de Brasília
Gravações de reuniões do Conselho de Administração da Petrobrás, obtidas peloEstado, revelam o clima tenso entre os integrantes do colegiado por causa da suposta interferência política do governo nas decisões.
Num encontro de mais de três horas, em 31 de outubro do ano passado, conselheiros acusaram o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a ex-presidente da estatal Graça Foster de agir para segurar a demissão de um apadrinhado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), suspeito de envolvimento no esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato.
Na ocasião, a PriceWaterhouseCoopers (PwC), auditora dos resultados financeiros da Petrobrás, se recusava a aprovar o balanço do terceiro trimestre da companhia e exigia providências da petroleira em relação aos desvios. Uma delas era o afastamento do então presidente da Transpetro, Sérgio Machado, indicado por Calheiros, aliado do Planalto.
Em depoimento à Justiça Federal, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa afirmara que recebeu de Machado R$ 500 mil em propina, mas ele permanecia no cargo. Nessa condição, seria um dos signatários do balanço, embora acusado de corrupção.
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