6 de abril de 2026Trump e Irã trocam ofensas e deboche Foto: Alex Brandon/POOL/AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escalou as ameaças contra o Irã usando xingamentos e alertando para possíveis ações militares severas caso Teerã não feche um acordo ou reabra o Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o transporte de petróleo. Em postagem no Truth Social, Trump anunciou que terça-feira “será o Dia de Usinas e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual!” e ameaçou: “Abram a porra do estreito, seus bastardos malucos, ou vocês viverão no inferno — é só observar!”. Enquanto o impasse segue, o mercado global sofre: o bloqueio da via, por onde passam 20% do petróleo mundial, já provoca uma escalada nos preços dos combustíveis e pressiona a inflação global. (Wall Street Journal) Teerã reagiu à grosseria de Trump à base de deboche e bombas, com embaixadas iranianas em diversos países fazendo publicações irônicas nas redes. “Xingar é como maus perdedores se comportam. Tome vergonha, velhote”, postou a embaixada na Índia. Já a representação no Reino Unido apelou para uma citação do escritor americano Mark Twain (1835-1910): “É melhor ficar de boca fechada e deixar as pessoas acharem que você é um idiota do que abrir a boca e fazê-las terem certeza”. (CNN) Enquanto trocam ofensas, Estados Unidos e Teerã teriam recebido, segundo fontes, os planos de um cessar-fogo imediato elaborado pelo Paquistão, com a reabertura do Estreito de Ormuz. A proposta, que não é confirmada por nenhum dos lados, envolveria uma trégua de 45 dias e negociações para acabar de vez com a guerra. (Reuters) Duas pessoas morreram, nove ficaram feridas e duas ainda estão desaparecidas após um míssil iraniano atingir no domingo um prédio residencial de sete andares na cidade de Haifa, a terceira maior de Israel. As equipes de bombeiros ainda buscam outros moradores do prédio debaixo dos escombros. Em retaliação, Israel afirma ter matado Majid Khademi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária iraniana. (Times of Israel)  
Pelo menos 114 deputados federais mudaram de partido no prazo final para as eleições de 2026. O encerramento da janela partidária, na última sexta, mostrou que o PL recuperou sua bancada e agora tem 96 parlamentares, enquanto a base do governo Lula se manteve estável, com 82 deputados da aliança. O Podemos atraiu 10 parlamentares dos 22% que trocaram de legenda, chegando a uma bancada de 26 integrantes, acima do PSDB, que conta com 17 representantes na Câmara. (Folha) A ex-ministra Marina Silva, que deixou o Ministério do Meio Ambiente na semana passada, anunciou neste sábado que vai permanecer na Rede Sustentabilidade e será candidata ao Senado por São Paulo. “Expresso profunda gratidão pelos convites recebidos e pelos diálogos realizados com PT, PSB, PDT, PV, PCdoB e PSOL. Sigo em conjunto com o projeto pela reeleição do presidente Lula e pela vitória importante para São Paulo de Fernando Haddad”, declarou Marina. Com isso, o governo Lula tem dois nomes à disposição para o Senado em São Paulo: Simone Tebet (PSB) e Marina Silva. (Metrópoles)  
O Avante lançou neste domingo o escritor Augusto Cury como pré-candidato à Presidência da República. Segundo o partido, a candidatura do autor, conhecido por best-sellers de autoajuda, buscará fortalecer o “equilíbrio emocional, a educação e a gestão humanizada no Brasil”. (UOL) O ex-deputado federal Cabo Daciolo anunciou neste sábado que é pré-candidato à Presidência pelo Mobiliza, antigo Partido da Mobilização Nacional (PMN). Com isso, Daciolo não concorrerá mais ao Senado da República, anúncio que havia feito no fim do mês passado. Nas eleições presidenciais de 2018, quando concorreu pelo Patriota, Cabo Daciolo ficou em 6º lugar, à frente de nomes como Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e Alvaro Dias (Podemos). (g1)  
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) protagonizaram um bate-boca nas redes sociais neste sábado, expondo fissuras na raiz do bolsonarismo. A briga teve início após um comentário irônico de Nikolas em uma publicação de Eduardo no X, que reagiu classificando o parlamentar mineiro como uma “versão caricata” de si mesmo. “Risinho de deboche para mim, @nikolas_dm?”, respondeu Eduardo. O estopim foi, ironicamente, um post de Nikolas em apoio a Jair Bolsonaro, em que compartilhou um vídeo do perfil Space Liberdade para reforçar a tese de que o Pix foi criado na gestão anterior, rebatendo falas de Lula. O problema? Horas antes, Eduardo havia declarado guerra aberta ao mesmo perfil, acusando-o de ser parte de uma ala da direita que trabalha contra o clã Bolsonaro. No desabafo, o filho do ex-presidente acusou Nikolas de desrespeito à sua família, de manipular algoritmos para conferir visibilidade a opositores e de não apoiar a campanha do irmão, Flávio. (Globo)  
O desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), proferiu uma decisão favorável ao advogado Kevin Marques, filho do ministro do STF Kassio Nunes Marques, em dezembro passado. A questão é que a liminar, que suspendeu um processo administrativo na Agência Nacional do Petróleo (ANP) envolvendo a refinaria Refit, foi assinada um mês após Ramos e Nunes Marques viajarem juntos para Maceió num voo custeado pela esposa do desembargador, conforme revelou reportagem do Estadão. Kevin Marques, de 25 anos, registrou em seu site oficial a gestão de mil processos no seu primeiro ano de advocacia. Entre os seus clientes consta uma consultoria tributária que recebeu R$ 18 milhões do Banco Master e da JBS. O advogado nega pagamentos diretos destas empresas. Paralelamente, registros indicam que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli também voaram em aeronaves operadas pelo grupo Prime, o mesmo utilizado por Nunes Marques em viagens realizadas em 2025. (Estadão)  
Meio em vídeo. No Diálogos com a Inteligência desta semana, Christian Lynch conversa com o cientista político e professor da UFMG Leonardo Avritzer. Com base em seu novo livro, O golpe bateu na trave: Democracia, ordem e desordem no Brasil, Avritzer analisa a mecânica do golpismo político e a fragilidade da democracia contemporânea. (YouTube)  
Vai, Pix!
 
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 ViverA NASA divulgou neste domingo uma imagem da Lua registrada pelos astronautas da missão Artemis II que revela parte da bacia Oriental. O registro é um feito inédito para a observação humana, pois a região só havia sido fotografada por equipamentos robóticos até agora. Durante a missão, o astronauta Victor Glover confirmou a captura de imagens detalhadas da enorme cratera de impacto formada por um antigo choque de asteroide. A tripulação relatou que a Lua domina o campo de visão da cápsula Orion à medida que a espaçonave se aproxima para o sobrevoo lunar previsto para esta segunda-feira. (g1) A Artemis II deve chegar à Lua às 14h45 (horário de Brasília), quando os astronautas farão análises científicas e imagens. A aproximação máxima acontece por volta das 19h02, a 6.544 km da superfície, permitindo visão do disco lunar completo. A operação prevê um blecaute na comunicação por 40 minutos durante a passagem pela face oculta da Lua, quando os sinais ficam bloqueados. (BBC)  
Uma ingestão elevada de bebida alcoólica em momentos pontuais, como fins de semana, pode aumentar significativamente o risco de lesões no fígado, segundo um estudo da Universidade do Sul da Califórnia. De acordo com os pesquisadores, pessoas que concentram muitas doses de bebida em um único dia têm até três vezes mais chances de desenvolver fibrose hepática avançada. A equipe analisou dados de mais de 8 mil adultos entre 2017 e 2023, a partir de um levantamento nacional de saúde dos Estados Unidos. O estudo mostra que a ingestão ao longo da semana é menos prejudicial do que concentrar grandes quantidades em pouco tempo. (g1)  
Meio em vídeo. Comentários, confusão e um tema que muita gente prefere simplificar. No De Tédio a Gente Não Morre, Mariliz Pereira Jorge responde ponto a ponto as críticas sobre a “lei da misoginia” e explica por que transformar tudo em gritaria só atrapalha uma discussão que deveria ser levada a sério. (YouTube)  
 CulturaA HBO Max lançou neste domingo À Procura de Harry: A Arte por Trás da Magia (trailer), um documentário sobre os bastidores da série Harry Potter e a Pedra Filosofal, que tem estreia no streaming prevista para o Natal deste ano. Narrado por Nick Frost, o especial apresenta entrevistas com membros das equipes de elenco, direção de arte, figurino e efeitos especiais, além de participações de atores como John Lithgow, Janet McTeer e Paapa Essiedu. O trailer da primeira temporada se tornou o mais assistido da história da HBO, chegando a 277 milhões de visualizações em todas as plataformas em 48 horas. (Deadline)  
John Travolta vai debutar como diretor na 79ª edição do Festival de Cannes com o filme Propeller One-Way Night Coach, uma adaptação de seu livro infantil publicado em 1997. O longa será exibido na mostra não competitiva Cannes Premiere, antes de sua estreia mundial pela Apple TV em 29 de maio. Com a produção, Travolta retorna a Cannes, onde esteve como ator apresentando Pulp Fiction, Loucos de Amor e Segredos do Poder. O novo filme se passa na era de ouro da aviação, quando o jovem entusiasta de aviões Jeff (Clark Shotwell) e sua mãe (Kelly Eviston-Quinnett) embarcam em uma odisseia sem volta rumo a Hollywood. (Variety)  
O número de salas de cinema ativas no Brasil recuou para 3.538 em março e registrou a primeira queda desde a pandemia. O movimento acompanha uma redução de 10% no público em 2025, quando a venda de ingressos baixou para 113 milhões, enquanto o fomento estatal à produção subiu para R$ 1,41 bilhão. O desequilíbrio entre o volume de filmes produzidos e a ocupação das salas motivou uma ação de um grupo de exibidores em Salvador, que solicitou ao Ministério da Cultura a destinação de 10% do orçamento anual do audiovisual para políticas de acesso e um aporte emergencial de R$ 120 milhões. Entre as reivindicações está a garantia de uma janela de 180 dias de exclusividade para a exibição nos cinemas antes da migração das obras para o streaming. (Folha)  
 Cotidiano DigitalDocumentos internos da Meta revelam que a empresa monitorava o uso compulsivo de suas redes no Brasil e nos EUA desde 2019, admitindo o impacto negativo no bem-estar dos usuários. Esses registros foram centrais para a condenação da companhia e do YouTube, no mês passado, por danos à saúde mental de adolescentes. E-mails de 2016 mostram que Mark Zuckerberg estabeleceu o crescimento entre jovens como prioridade máxima, orientando mudanças em algoritmos para viciar o público nessa faixa etária. O relatório associa o uso problemático a distúrbios do sono e perda de produtividade, definindo a compulsão não pelo tempo total gasto, mas pelo número excessivo de conexões diárias às plataformas. (Folha)  
OpenAI, Anthropic e Google começaram a integrar em seus chatbots uma tecnologia da startup ThroughLine, da Nova Zelândia, desenhada para identificar e intervir em casos de extremismo ou situações de crise, como automutilação, violência doméstica ou transtorno alimentar. O sistema monitora sinais de radicalização e, em vez de apenas bloquear o usuário, utiliza um modelo híbrido para redirecionar a pessoa a serviços de desradicalização e apoio psicológico operados por humanos. A iniciativa é uma resposta direta à pressão de governos após falhas de segurança em que plataformas baniram potenciais criminosos sem alertar as autoridades, o que frequentemente empurra esses indivíduos para redes menos regulamentadas como o Telegram. (Reuters)  
O Google anunciou que os usuários do Gmail agora podem alterar seus endereços de e-mail sem precisar criar uma conta do zero ou perder o acesso às mensagens antigas. A mudança resolve um problema histórico de usuários que criaram nomes informais há duas décadas e precisavam migrar dados manualmente para novos perfis. Segundo as novas regras, a alteração pode ser feita apenas uma vez a cada 12 meses, e o endereço antigo continuará funcionando como uma conta alternativa vinculada ao mesmo login para garantir o recebimento de mensagens enviadas ao remetente original. A ferramenta está sendo lançada gradualmente e ainda não tem uma data para chegar a todos os usuários brasileiros. (Globo)  

Você já tentou ver um filme e… Acabou no celular? Ou começou a ler algo e, quando viu, já estava em outra aba? Na Edição de Sábado, Adriano Oliveira investiga a microatenção — esse estado em que tudo disputa seu foco ao mesmo tempo — e como isso já está afetando aprendizado, trabalho e até decisões importantes. Vale a leitura.  
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