sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

2024 será marcado como o maior ano eleitoral da história.

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Qui, 18/01/2024 09:50
Nossa curadoria de conteúdos semanais: artigos, reflexões, entrevistas e análises sobre a democracia e o trabalho da sociedade civil.

2024 será marcado como o maior ano eleitoral da história. Mais de oitenta países - representando mais de metade da população mundial - terão eleições em 2024. Países como Estados Unidos, Rússia, índia, México e Venezuela terão pleitos importantes que devem decidir sobre o futuro da democracia nos países, como explica este vídeo. No Brasil, cerca de 152 milhões de eleitores devem ir às urnas na maior eleição municipal da história. + Veja o perfil do eleitorado em 2024, pela Agência Lupa. 

Preparações para eleições no Brasil. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está com um  processo de consulta em andamento até esta sexta-feira (19), buscando sugestões para aprimorar as eleições de 2024. Além disso, na próxima semana, serão realizadas Audiências Públicas para discutir as questões como financiamento de campanha, prestação de contas e outros temas. As informações podem ser encontradas aqui. O tribunal está também explorando a possibilidade de implementar medidas mais rigorosas para penalizar partidos que apresentem candidatas laranjas, visando evitar a obstrução e desvio de recursos destinados às candidatas mulheres nestas eleições. + Saiba mais na coluna de Carolina Brigido no UOL.Primárias norte-americanas têm início e a inelegibilidade de Donald Trump por atentar contra a democracia não é descartada. A temporada de primárias nos Estados Unidos teve início oficialmente nesta segunda-feira (15), marcando a escolha, por meio do voto, dos indicados a representar os partidos Republicano e Democrata na próxima eleição presidencial, marcada para 5 de novembro deste ano. Embora Donald Trump seja o favorito pelo Partido Republicano, existe a possibilidade do pré-candidato ser considerado inelegível. Se isso ocorrer, o segundo colocado nas primárias poderá assumir seu posto e representar o partido. O estado de Iowa foi o primeiro a iniciar as primárias, utilizando um sistema de votação por “caucus", explicado nesta reportagem + Esta análise publicada no New York Times, e traduzida para o português, trata sobre a vitória de Trump em Iowa.Disputa de narrativas sobre a invasão do Capitólio e o 8 de janeiro no Brasil. O atual presidente estadunidense, Joe Biden, iniciou sua campanha eleitoral para 2024, pelo Partido Democrata, com um discurso contundente no último dia 6 de janeiro,  data em que aconteceram os ataques ao Capitólio em 2021. A data tem sido objeto de disputa nos Estados Unidos, assim como no Brasil sobre o 8 de janeiro, em que extremistas tentam construir uma narrativa que não evidencia o seu teor golpista e antidemocrático. + Sobre isso, Natália Viana escreve em texto publicado na newsletter da Agência Pública, onde ressalta a tentativa de ressignificação da tentativa de golpe em ambos os países.Preocupação com o extremismo para além das redes sociais. Assim como nos Estados Unidos, o extremismo golpista encontrou meios de proliferação nas redes sociais. Contudo, a regulação dessas plataformas não é suficiente para contê-lo globalmente. Este é o ponto discutido no artigo da professora Maria Hermínia Tavares, publicado na Folha de São Paulo. Ela enfatiza que o foco nas redes sociais, evidenciado pelos presidentes dos poderes durante o evento que marcou o primeiro aniversário de 8 de janeiro de 2023 em Brasília, deve se ampliar para um olhar que englobe também a vida social dos brasileiros.

Contribua com sua visão sobre o Museu da Democracia. No contexto dos eventos simbólicos relacionados ao primeiro aniversário dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, foi anunciada a criação de um Museu da Democracia no Brasil e, para dar início a esses esforços, o Ministério da Cultura e o Instituto Brasileiro de Museus estabeleceram um repositório digital. Este site centraliza campanhas, iniciativas digitais e disponibiliza um questionário para a participação da sociedade civil, buscando entender as expectativas das pessoas em relação ao Museu da Democracia.

Justa. A organização divulgou uma pesquisa, com base nos orçamentos de 12 estados brasileiros, que investiga a distribuição dos recursos públicos entre as distintas forças policiais e identifica a atual concentração que se destaca, principalmente, no policiamento ostensivo. O estudo completo pode ser acessado no link.Instituto Socioambiental. Em matéria publicada no Sumaúma, o geógrafo e pesquisador do Instituto Socioambiental, Estevão Benfica, apresentou uma análise da atual situação dos povos Yanomami e um balanço das ações do governo federal ao longo do último ano.AzMina. A revista está promovendo um espaço seguro para mulheres compartilharem suas histórias de superação após serem vítimas de violência doméstica. O objetivo é inspirar outras vítimas por meio de conteúdos desenvolvidos pela revista. Os relatos podem ser feitos de forma anônima. Para mais informações, confira o link.

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