domingo, 6 de maio de 2018

Remédios comprados de Cuba foram superfaturados pelo PT, durante 12 anos República de Curitiba Editora

Remédios comprados de Cuba foram superfaturados pelo PT, durante 12 anos


 República de Curitiba Editora

O Brasil comprou de Cuba, ao longo de 12 anos, um medicamento conhecido com alfaepoetina, uma substância indicada para o tratamento de pessoas com problema renal crônico.
O acordo para a compra do tal medicamento foi realizado em 2003, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e previa também a transferência da tecnologia de Cuba para o Brasil, da produção do produto.
O Ministério da Saúde acaba de concluir que além do absurdo superfaturamento nos preços, a tecnologia prometida, contratada e paga, não foi repassada pelos cubanos.
Veja abaixo a conclusão que chegou sobre o assunto a equipe da área de ciência e tecnologia do Ministério da Saúde:
“Após 14 anos da formalização do Termo de Cooperação [Brasil-Cuba], Bio-Manguinhos apenas realiza o envasamento dos produtos importados de Cuba, sem nenhuma demonstração de transferência de tecnologia”, afirmou a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do ministério ao TCU, em documento de 16 de fevereiro. “Resta claro o superfaturamento de preços por parte de Bio-Manguinhos/Fiocruz ao longo dos anos.”
O atual governo rompeu o acordo com os cubanos e resolveu comprar o medicamento no mercado privado. Atualmente o frasco da alfaepoetina está sendo adquirido por R$ 11,50. Em 2016, o medicamento vinha sendo oferecido ao Brasil pelo governo cubano pela bagatela de R$ 23,86, ou seja, mais do que o dobro do valor de mercado.
Para encurtar a conversa, a conclusão é de que o Ministério da Saúde pagou para Cuba, ao longo de 12 anos, R$ 1,85 bilhão para adquirir R$ 102,1 milhões de frascos do medicamento.
Com informações do Jornal da Cidade Online

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