quinta-feira, 3 de março de 2016

Kenny revela os golpes do PT para contra-atacar Delcídio. Mas agora a coisa complicou

 Ceticismo Político

Kenny revela os golpes do PT para contra-atacar Delcídio. Mas agora a coisa complicou…

by lucianohenrique
delcidio
Bastou que surgisse a notícia da delação de Delcídio do Amaral envolvendo Lula e Dilma em diversos escândalos que a mídia de submundo começou a tática da negação. Sempre em estilo tosco, José Eduardo Cardozo partiu para desqualificar o delator. O passador geral de régua do PT, Rodrigo Janot, disse que "não sabia" da delação. O senador do PDT - linha auxiliar do PT - Telmário Mota andou dizendo que o delator iria se dar mal: "Se ele fez a delação premiada, é réu confesso".
Enfim, tínhamos de tudo. Jogos de ameaças, de negação e até o tradicional "nem doeu, nem doeu", estilo Chapolin Colorado. Mas o fato é que o governo está desesperado, como lemos em texto de nosso amigo petista Kenny (Kennedy Alencar):
Além do que foi publicado hoje pela revista “IstoÉ”, há no termo de delação do senador Delcídio do Amaral citações a senadores do PT e do PMDB. Não interessa ao senador que essa delação venha à tona agora. Há um bastidor de que Delcídio deverá negar as informações. Isso faz parte de uma estratégia para tentar preservar seu mandato, pois, ao citar colegas, os ânimos se acirram contra ele no Senado.
O que há de concreto até o momento é que existe um termo de delação que ainda não foi homologado e que acabou vazando. Esta informação já é de conhecimento do Palácio do Planalto. A presidente Dilma Rousseff sabia que havia um termo de delação no qual ela seria citada por Delcídio.
Ao dizer que não tem conhecimento do termo, o procurador-geral da república, Rodrigo Janot, faz o papel dele, porque a Procuradoria só confirma uma delação depois que ela é homologada e que o sigilo é levantado. Neste caso, ainda não ocorreu nenhuma das duas coisas.
As acusações são graves. Delação exige provas. Se Delcídio mentir ou se a delação for rejeitada é porque haveria uma avaliação de que os indícios do que ele diz não têm validade.
O ministro José Eduardo Cardozo, que assumiu hoje Advocacia Geral da União, disse que Delcídio não tem credibilidade, que ameaçava retaliar. A tentativa de desqualificar o senador é previsível. Neste momento, o governo vai negar a tentativa de interferência na Lava Jato.
Mas é preciso lembrar que Delcídio do Amaral presidiu a CPI dos Correios, foi líder do governo no Senado, tinha uma boa relação pessoal com a presidente Dilma e com o ex-presidente Lula. E a reportagem da revista está bem detalhada, baseada em documentos.
Vem aí uma onda de novas delações. O fato do Supremo Tribunal Federal ter decidido que a partir de uma condenação em segunda instância um condenado já pode começar a cumprir pena assustou muita gente. Isso estimulou a leva de delações dos 11 executivos da Andrade Gutierrez e a possibilidade de delação de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS.
No Palácio do Planalto, há um temor muito grande em relação a essas novas delações. É um governo fraco, incapaz de criar confiança na economia. No Congresso, Eduardo Cunha já dizia hoje para alguns aliados que, se a delação de Delcídio for confirmada, poderia justificar um novo pedido de impeachment da presidente Dilma.
Kenny ainda sugere que o impeachment volta a bombar, propondo que o governo passe a "responder com firmeza". Vão começar um novo show de baixaria, evidentemente, mas com as evidências avolumando-se em tal escala contra os petistas parece que agora o caldo vai entornar.
A delação de Delcídio é mais combustível para o impeachment. Todos para a rua em 13/3!

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