O “golpismo” de R$ 500 segundo Alexandre de Moraes
11.04.2026
O “golpismo” de R$ 500 segundo Alexandre de Moraes
Empresário catarinense fez pix de R$ 500 para ajudar no transporte de manifestantes até Brasília e foi condenado por golpe de Estado. (Foto: Imagem criada utilizando ChatGPT/Gazeta do Povo)
Olá. Tudo bem?
O que são R$ 500? O valor representa 1,25% do custo de um voo em jatinho particular; ou 0,097% do preço da garrafa mais cara de uísque Macallan; ou 0,002% da evolução patrimonial de certo ministro do Supremo Tribunal Federal desde que ele assumiu sua cadeira; ou 0,00039% do montante total de um certo contrato entre um banco e um escritório de advocacia que, coincidência ou não, é tocado pela esposa desse mesmo ministro.
Mas a mesma quantia, irrelevante diante dessas outras, cresce em importância quando se trata de justificativa para que alguém seja condenado a 14 anos na prisão, em regime fechado – é o caso do empresário catarinense Alcides Hahn, 71 anos, o mais novo condenado do 8 de janeiro, fazendo crescer a já extensa lista de abusos cometidos por Alexandre de Moraes.
Esse é o valor que consta em relatórios enviados pela Receita Federal e pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) à CPI do Crime Organizado. O montante representaria uma série de pagamentos realizados pelo Banco Master a políticos, ex-autoridades e a comunicadores a partir de empresas a eles vinculadas. Qual desses nomes não aparece na lista de beneficiários?
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