đ❌Para quem tomou mais de uma dose de vacina contra COVIDđ❌
P O R A M O R A O P R Ă X I M O
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Se cada um enviar pra 30 contatos em segundos serĂŁo milhĂ”es de vidas salvas. Ă dessa solidariedade que a mĂdia paga, o STF e TSE tem medo, medo do povo brasileiro unido.
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1 – A IVERMECTINA evita os danos provocados pelas Vacinas RNA.
2 – A IVERMECTINA bloqueia a entrada da ProteĂna Spike para dentro das cĂ©lulas. EntĂŁo, se a pessoa foi vacinada, tem uma esperança, tem uma forma de se tratar atravĂ©s da Ivermectina.
3 – A IVERMECTINA faz tratamento pĂłs Covid e pĂłs vacinal, Ă© um medicamento eficaz em todas as fases da Covid 19, antes mesmo de entrar na cĂ©lula a IVERMECTINA jĂĄ destrĂłi o vĂrus no sangue. Ela sĂł tem efeitos benĂ©ficos e nenhum malĂ©fico no tratamento do coronavĂrus.
4 – A IVERMECTINA tem ação anti-inflamatĂłria muito potente no CoronavĂrus.
5 – A IVERMECTINA tem ação potente para lesĂ”es traumĂĄticas e ortopĂ©dicas, e sem os efeitos colaterais dos corticoides.
6 – A IVERMECTINA trata doenças autoimunes como: artrite reumatoide, espondilite anquilosante, fibromialgia, psorĂase, doença de Crohn, rinite alĂ©rgica.
7 – A IVERMECTINA reduz a frequĂȘncia de gripes e resfriados.
8 – A IVERMECTINA melhora a imunidade de pacientes cancerosos.
9 – A IVERMECTINA trata Herpes Simplex e Herpes Zoster.
10 – A IVERMECTINA reduz frequĂȘncia de sinusites e diverticulites.
11 – A IVERMECTINA protege o coração numa sobrecarga cardĂaca, numa embolia por exemplo ela evita a hipĂłxia cardĂaca porque ela estimula a produção de energia bĂĄsica para que o tecido nĂŁo seja destruĂdo e melhora assim a função cardĂaca.
12 – A IVERMECTINA Ă© antiparasitĂĄria.
13 – A IVERMECTINA Ă© antineoplĂĄsica (anticancerĂgena), suprime a proliferação e metĂĄstase das cĂ©lulas cancerosas matando apenas as cĂ©lulas cancerosas e preservando as cĂ©lulas sadias, melhorando a eficĂĄcia do tratamento quimioterĂĄpico, pois mata as cĂ©lulas cancerosas resistentes Ă quimioterapia, vencendo a resistĂȘncia a mĂșltiplos quimioterĂĄpicos que os tumores desenvolvem, e combinada com a quimioterapia e/ou anticancerĂgenos, ela proporciona o aumento da eficĂĄcia desses tratamentos.
14 – A IVERMECTINA Ă© antimicrobiana (bactĂ©rias e vĂrus), e aumenta a imunidade.
15 – A IVERMECTINA tem capacidade fantĂĄstica de regeneração dos nervos.
16 – A IVERMECTINA regula o metabolismo da glicose e da insulina.
17 – A IVERMECTINA regula o metabolismo do colesterol.
18 – A IVERMECTINA reduz gordura hepĂĄtica na esteatose.
19 – A IVERMECTINA protege o fĂgado exposto Ă inseticidas.
20 – A IVERMECTINA ataca o vĂrus em todos os lugares em que ele estiver, independente das mutaçÔes.
21 – A IVERMECTINA serve para a prevenção e para o tratamento do coronavĂrus, de forma surpreendente. EficĂĄcia nĂŁo comprovada nĂŁo Ă© da Ivermectina, e sim das vacinas.
22 – A IVERMECTINA, usada como agente profilĂĄtico, foi associada Ă redução significativa das taxas de infecção, hospitalização e mortalidade por COVID-19.
23 - A IVERMECTINA nĂŁo agride o fĂgado, pois nĂŁo Ă© metabolizada nele, e sim no intestino, pelo contrĂĄrio, ela protege o fĂgado.
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Como tomar a Ivermectina, de modo preventivo:
1 comprimido de 6mg para cada 30 kg de peso em dose Ășnica e repetir esta dose mensalmente. Agora se estiver sentindo algum sintoma, tome essa mesma dosagem diariamente, por 3 a 5 dias seguidos.
Tomar a Ivermectina após ingerir alimentos, pois aumenta em 2,5 vezes a sua absorção.
Ă um medicamento barato e foi retirado das farmĂĄcias na pandemia por governadores e prefeitos ladrĂ”es e assassinos interessados nas generosas propinas distribuĂdas pelos fabricantes das vacinas.
DIVULGUE. VAMOS SALVAR VIDAS!
POR AMOR AO PRĂXIMO; SEM ACEPĂĂO DE PESSOAS INCLUSIVE O "GOVERNO" PORQUE O AMOR NĂO TEM FRONTEIRAS
A S S U N T A B R A S I L !
O estudo foi publicado no Cureus Journal of Medical Science e pode ser checado no link abaixo:
https://www.cureus.com/articles/82162-ivermectin-prophylaxis-used-for-covid-19-a-citywide-prospective-observational-study-of-223128-subjects-using-propensity-score-matching
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Profilaxia com ivermectina usada para COVID-19: um estudo prospectivo e observacional em toda a cidade de 223.128 indivĂduos usando correspondĂȘncia de pontuação de propensĂŁo
Publicado: 15 de janeiro de 2022
DOI: 10.7759/cureus.21272 ![]()
Revisado por paresComo citar este artigo: Kerr L, Cadegiani FA, Baldi F, et al. (15 de janeiro de 2022) Profilaxia com ivermectina usada para COVID-19: um estudo observacional prospectivo em toda a cidade de 223.128 indivĂduos usando correspondĂȘncia de pontuação de propensĂŁo. Cureus 14(1): e21272. doi:10.7759/cureus.21272
Abstrato
Antecedentes: A ivermectina demonstrou diferentes mecanismos de ação que potencialmente protegem contra a infecção pela doença coronavĂrus 2019 (COVID-19) e comorbidades relacionadas ao COVID-19. Com base nos estudos que sugerem eficĂĄcia na profilaxia combinada com o perfil de segurança conhecido da ivermectina, um programa de prevenção municipal usando ivermectina para COVID-19 foi implementado em ItajaĂ, uma cidade do sul do Brasil, no estado de Santa Catarina. O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto do uso regular de ivermectina na infecção subsequente por COVID-19 e nas taxas de mortalidade.
Materiais e mĂ©todos: Analisamos dados de um estudo prospectivo e observacional do programa municipal de prevenção da COVID-19 com ivermectina, realizado entre julho de 2020 e dezembro de 2020 em ItajaĂ, Brasil. O desenho do estudo, a aprovação do conselho de revisĂŁo institucional e a anĂĄlise dos dados de registro ocorreram apĂłs a conclusĂŁo do programa. O programa consistiu em convidar toda a população de ItajaĂ para uma consulta mĂ©dica para se inscrever no programa e compilar informaçÔes bĂĄsicas, pessoais, demogrĂĄficas e mĂ©dicas. Na ausĂȘncia de contraindicaçÔes, a ivermectina foi oferecida como tratamento opcional a ser tomada por dois dias consecutivos a cada 15 dias na dose de 0,2 mg/kg/dia. Nos casos em que um cidadĂŁo de ItajaĂ participante adoeceu com COVID-19, foi orientado a nĂŁo usar ivermectina ou qualquer outro medicamento no tratamento ambulatorial precoce. Os resultados clĂnicos de infecção, hospitalização e morte foram relatados automaticamente e inseridos no registro em tempo real. A anĂĄlise do estudo consistiu na comparação de usuĂĄrios de ivermectina com nĂŁo usuĂĄrios, usando coortes de escore de propensĂŁo de pacientes infectados, pareados por idade, sexo e comorbidades. As taxas de infecção e mortalidade por COVID-19 foram analisadas com e sem o uso do pareamento por escore de propensĂŁo (PSM).
Resultados: Dos 223.128 cidadĂŁos de ItajaĂ considerados para o estudo, foram incluĂdos na anĂĄlise um total de 159.561 sujeitos: 113.845 (71,3%) usuĂĄrios regulares de ivermectina e 45.716 (23,3%) nĂŁo usuĂĄrios. Destes, 4.311 usuĂĄrios de ivermectina foram infectados, sendo 4.197 procedentes da cidade de ItajaĂ (3,7% de taxa de infecção), e 3.034 nĂŁo usuĂĄrios (de ItajaĂ) foram infectados (6,6% de taxa de infecção), com redução de 44% na COVID -19 taxa de infecção (razĂŁo de risco [RR], 0,56; intervalo de confiança de 95% (IC 95%), 0,53-0,58; p < 0,0001). Usando PSM, foram comparadas duas coortes de 3.034 indivĂduos que sofrem de infecção por COVID-19. O uso regular de ivermectina levou a uma redução de 68% na mortalidade por COVID-19 (25 [0,8%] versus 79 [2,6%] entre nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina; RR, 0,32; IC 95%, 0,20-0,49; p < 0,0001) . Quando ajustado pelas variĂĄveis residuais, a redução na taxa de mortalidade foi de 70% (RR, 0,30; IC 95%, 0,19-0,46; p < 0,0001). Houve uma redução de 56% na taxa de hospitalização (44 versus 99 hospitalizaçÔes entre usuĂĄrios e nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina, respectivamente; RR, 0,44; IC 95%, 0,31-0,63; p < 0,0001). ApĂłs ajuste para variĂĄveis residuais, a redução na taxa de hospitalização foi de 67% (RR, 0,33; IC 95%, 023-0,66; p < 0,0001).
Conclusão: Neste grande estudo de PSM, o uso regular de ivermectina como agente profilåtico foi associado a taxas significativamente reduzidas de infecção, hospitalização e mortalidade por COVID-19.
Introdução
Foi demonstrado que a ivermectina tem nĂŁo apenas extensas açÔes antiparasitĂĄrias [1,2] , mas tambĂ©m propriedades antivirais, antibacterianas e antiprotozoĂĄrias. A ivermectina tem sido proposta hĂĄ muito tempo para uso como agente antiviral reaproveitado [3-6] . Na verdade, os efeitos antivirais da ivermectina foram relatados contra tipos de vĂrus de RNA e DNA, incluindo HIV-1, febre amarela, encefalite japonesa, encefalite transmitida por carrapatos, Nilo Ocidental, Zika, dengue, chikungunya, encefalite equina venezuelana e o vĂrus da pseudo-raiva [3,5,7,8] , alĂ©m de atuar na regulação de proteĂnas envolvidas nas respostas antivirais [8] .
As açÔes adicionais descritas da ivermectina incluem atividade de agonismo no receptor X do fĂgado (LXR) e no receptor X farnesĂłide (FXR), com mĂșltiplos benefĂcios metabĂłlicos potenciais [9,10] ; regeneração neuronal [11,12] , prevenção da hipĂłxia muscular [13] e açÔes em locais especĂficos, incluindo interferon (INF) [14] , fator nuclear-ÎșB (NF-ÎșB), lipopolissacarĂdeo (LPS) [15] e Janus quinase/transdutor de sinal e ativador de transcrição (JAK-STAT) e via PAI-1 [16,17] ; geração de quinase 1 ativada por P21 (PAK-1) [18,19] ; redução dos nĂveis de interleucina-6 (IL-6) [15] ; modulação alostĂ©rica do receptor P2X4 [20] ; inibição da caixa 1 do grupo de alta mobilidade (HMGB1) [21,22] ; e supressĂŁo da hipersecreção de muco, diminuição do recrutamento de cĂ©lulas imunes e produção de citocinas no pulmĂŁo [23] . A ivermectina tambĂ©m Ă© descrita como indutora de resposta imune do tipo T helper 1 (Th1) contra infecçÔes por protozoĂĄrios [24] e ação anticoagulante atravĂ©s da ligação Ă proteĂna S de alguns vĂrus [25] .
A hipĂłtese de que a ivermectina poderia ser protetora contra a doença do coronavĂrus 2019 (COVID-19) Ă© fundamentada por suas mĂșltiplas vias, efeitos antiinflamatĂłrios [15,26] e mecanismos multiantivirais. A patogĂȘnese da COVID-19 Ă© amplamente compreendida como uma infecção hemaglutinante mediada por inflamação que perturba os sistemas pulmonar, vascular e endotelial, levando a uma doença multissistĂȘmica. In vitro e in silico, a ivermectina demonstrou atividade anti-sĂndrome respiratĂłria aguda grave coronavĂrus 2 atravĂ©s de mais de 20 mecanismos diretos e indiretos [2,27,28] .
A ivermectina demonstrou efeitos protetores preliminares contra a infecção pelo coronavĂrus 2 da sĂndrome respiratĂłria aguda grave (SARS-CoV-2) em termos de redução do tempo de recuperação clĂnica e das taxas de progressĂŁo da doença e mortalidade [2,29,30] . No entanto, estudos mais robustos e com amostras maiores ainda sĂŁo recomendados para confirmar os possĂveis efeitos benĂ©ficos da ivermectina na COVID-19.
Desde o inĂcio da pandemia de COVID-19, o uso de opçÔes baratas baseadas em um sinal de eficĂĄcia consistentemente benĂ©fico, um perfil de segurança bem estabelecido e uma relação custo-efetividade favorĂĄvel, a ivermectina Ă© uma intervenção altamente atraente para a medicina centrada no paciente praticada por mĂ©dicos da linha de frente, com uso alinhado fortemente com os princĂpios bioĂ©ticos para a prĂĄtica mĂ©dica descritos no Artigo 36 da Declaração de Helsinque [31] .
No entanto, apesar deste perfil de risco/benefĂcio favorĂĄvel e da ausĂȘncia de alternativas terapĂȘuticas, a ivermectina ainda nĂŁo foi aprovada para profilaxia e tratamento da COVID-19 por agĂȘncias em todo o mundo, incluindo FDA (EUA), AgĂȘncia Europeia de Medicamentos (EMA; Europa), e ANVISA (AgĂȘncia Nacional de VigilĂąncia SanitĂĄria; Brasil).
A capacidade de prescrever ivermectina ou qualquer outro medicamento off-label para a COVID-19 estĂĄ hĂĄ muito tempo a critĂ©rio dos mĂ©dicos da linha de frente, uma vez que todos os riscos, incertezas, benefĂcios potenciais e direitos dos pacientes sejam expostos e o consentimento informado tenha sido obtido. Vale ressaltar que, no Brasil, isso segue a autonomia mĂ©dica para determinar as melhores estratĂ©gias terapĂȘuticas para os indivĂduos, conforme o CĂłdigo de Ătica MĂ©dica do Conselho MĂ©dico Brasileiro, do Conselho Federal de Medicina - Conselho Federal de Medicina (CFM), que determina as obrigaçÔes e direitos dos mĂ©dicos no Brasil [32] .
Como as vacinas para a COVID-19 nĂŁo estavam disponĂveis no Brasil atĂ© 2021, e devido Ă falta de alternativas profilĂĄticas na ausĂȘncia de vacinas, ItajaĂ, uma cidade no estado de Santa Catarina, no sul do Brasil, iniciou um programa governamental para toda a população contra a COVID -19 profilaxia. Os parĂąmetros de decisĂŁo com foco mĂ©dico estabelecidos baseiam-se na distribuição de ivermectina para populaçÔes inteiras em diferentes paĂses. Para garantir a segurança da população, foi desenvolvido um programa de computador bem controlado para compilar e manter todos os dados demogrĂĄficos e clĂnicos relevantes (detalhados na seção Materiais e MĂ©todos). O uso de ivermectina foi opcional e baseado nas preferĂȘncias dos pacientes, visto que seus benefĂcios como agente preventivo nĂŁo foram comprovados.
O objetivo deste estudo Ă© avaliar o impacto em resultados clĂnicos importantes quando a ivermectina Ă© usada como profilaxia para COVID-19. O programa de profilaxia ocorreu em complemento Ă s estratĂ©gias nĂŁo farmacolĂłgicas padrĂŁo de mascaramento e distanciamento social, como parte de um programa municipal realizado em regime ambulatorial.
Materiais e Métodos
População do estudo
Este foi um estudo prospectivo e observacional. Embora o desenho do estudo, a aprovação do conselho de revisĂŁo institucional (IRB) e a anĂĄlise de dados tenham ocorrido apĂłs a conclusĂŁo do programa de profilaxia voluntĂĄria, todos os dados foram coletados prospectivamente em tempo real, com notificação obrigatĂłria ao registro de todos os eventos que ocorreram durante a pandemia governamental de COVID-19 em toda a cidade. 19 programa de prevenção com ivermectina, de julho de 2020 a dezembro de 2020, desenvolvido na cidade de ItajaĂ, no estado de Santa Catarina, Brasil. Os dados demogrĂĄficos e clĂnicos foram relatados a partir de prontuĂĄrios de pacientes acompanhados em um ambulatĂłrio de grande porte (um ambulatĂłrio provisĂłrio instalado no Centro de ConvençÔes de ItajaĂ) e em diversos ambulatĂłrios secundĂĄrios, como parte do Sistema Ănico de SaĂșde (SUS). ]).
O objetivo foi determinar o nĂșmero de pacientes afetados por COVID-19 (taxa de positividade da reação em cadeia da polimerase com transcrição reversa [RT-PCR] para SARS-CoV-2), risco de morte por COVID-19 (infectados ou nĂŁo ) e taxa de mortalidade por COVID-19 (risco de morte por COVID-19) daqueles que usaram e nĂŁo usaram ivermectina profilaticamente para COVID-19. Esses dados foram estratificados por idade, sexo, presença de comorbidades e caracterĂsticas demogrĂĄficas correlacionadas.
A presente anĂĄlise retrospectiva dos dados coletados prospectivamente foi aprovada pelo Conselho Nacional de Ătica em Pesquisa (CONEP) sob o nĂșmero 4.821.082 com o nĂșmero do projeto CAAE: 47124221.2.0000.5485. Embora o desenho do estudo, a aprovação do IRB e a anĂĄlise de dados tenham ocorrido apĂłs a conclusĂŁo do programa de profilaxia voluntĂĄria, todos os dados foram coletados prospectivamente em tempo real, com notificação obrigatĂłria ao registro de todos os eventos que ocorreram durante a prevenção governamental da COVID-19 em toda a cidade com ivermectina programa, de 7 de julho de 2020 a 2 de dezembro de 2020, desenvolvido na cidade de ItajaĂ, no estado de Santa Catarina, Brasil.
Procedimentos de estudo e coleta de dados
O uso profilĂĄtico opcional e voluntĂĄrio de ivermectina foi oferecido aos pacientes durante consultas mĂ©dicas regulares entre 7 de julho de 2020 e 2 de dezembro de 2020, em 35 locais diferentes, incluindo 34 centros de saĂșde locais do SUS e um grande ambiente temporĂĄrio para pacientes, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os mĂ©dicos que trabalhavam nesses locais eram livres para prescrever ivermectina profilaticamente. Os indivĂduos que nĂŁo usaram ivermectina recusaram ou seus mĂ©dicos de atenção primĂĄria optaram por nĂŁo oferecer ivermectina.
Para evitar subnotificação de dados, foi seguido um sequenciamento rigoroso de procedimentos: (1) registro e registro dos dados do paciente, documentados pelos auxiliares; (2) pesagem dos sujeitos (o peso do sujeito foi essencial para calcular a dose adequada de ivermectina); (3) breve avaliação mĂ©dica da histĂłria mĂ©dica pregressa, comorbidades, uso de medicamentos e contraindicaçÔes a medicamentos; e (4) prescrição mĂ©dica com doses profilĂĄticas de ivermectina (dentro das doses usuais e seguras recomendadas de ivermectina), de acordo com o julgamento mĂ©dico e seguindo o consentimento informado do sujeito relacionado aos potenciais benefĂcios, riscos e efeitos colaterais. Todos os detalhes deste programa e campanha municipal foram previamente acordados entre o departamento local do Sistema Ănico de SaĂșde (SUS), o prefeito da cidade e os promotores pĂșblicos locais.
Em relação Ă s interaçÔes medicamentosas com ivermectina, o uso de varfarina foi contraindicação para profilaxia com ivermectina devido Ă s interaçÔes medicamentosas. IndivĂduos sob uso crĂŽnico de glicocorticĂłides, inibidores de protease e antiepilĂ©pticos foram recomendados a agendar consultas mĂ©dicas regulares a cada seis a oito semanas. Foi recomendado aos indivĂduos que informassem os mĂ©dicos sobre o uso de ivermectina, caso um ou mais dos seguintes medicamentos fossem prescritos: varfarina, azitromicina, dexametasona, prednisona ou prednisolona (hidrocortisona ou cortisona nĂŁo estĂŁo disponĂveis comercialmente em farmĂĄcias regulares no Brasil).
Foram analisadas as seguintes variåveis: (1) idade, (2) sexo, (3) doenças prévias (infarto do miocårdio [IM] e acidente vascular cerebral), (4) comorbidades pré-existentes (diabetes tipo 2 [DT2], asma, obstrução crÎnica doença pulmonar [DPOC], hipertensão, dislipidemia, doenças cardiovasculares [DCV], cùncer [qualquer tipo] e outras doenças pulmonares) e (5) tabagismo. As variåveis foram ajustadas como fatores de confusão e utilizadas como variåveis para balanceamento e pareamento de grupos para pareamento por escore de propensão (PSM).
Foram excluĂdos da amostra pacientes que apresentaram sinais ou diagnĂłstico de COVID-19 antes de 7 de julho de 2020. Outros critĂ©rios de exclusĂŁo foram contraindicaçÔes Ă ivermectina e indivĂduos com idade inferior a 18 anos. A dose e frequĂȘncia do tratamento com ivermectina foi de 0,2 mg/kg/dia; ou seja, administrar um comprimido de 6 mg para cada 30 kg durante dois dias consecutivos a cada 15 dias.
Durante o estudo, os indivĂduos que foram diagnosticados com COVID-19 foram submetidos a uma consulta mĂ©dica especĂfica para avaliar as manifestaçÔes clĂnicas e a gravidade da COVID-19. Todos os indivĂduos foram recomendados a nĂŁo usar ivermectina, nitazoxanida, hidroxicloroquina, espironolactona ou qualquer outro medicamento considerado eficaz contra a COVID-19. A cidade nĂŁo forneceu nem apoiou nenhum tratamento farmacolĂłgico ambulatorial especĂfico para indivĂduos infectados com COVID-19.
Eles foram questionados quanto Ă presença de sintomas comuns de COVID-19. Estes incluĂram calafrios, febre alta, tosse, mialgia, fadiga, anosmia, ageusia, dor de garganta, dor de cabeça, congestĂŁo nasal, espirros, coriza, hemoptise, nĂĄuseas, vĂŽmitos, dor abdominal, diarrĂ©ia, erupção cutĂąnea, artralgia, dor no peito. , dor ocular e conjuntivite e presença de sinais de alerta, incluindo falta de ar, sinais de hipĂłxia, sinais de anormalidades de coagulação e alteração do nĂvel de consciĂȘncia. Foram medidas pressĂŁo arterial sistĂłlica e diastĂłlica, frequĂȘncia cardĂaca, frequĂȘncia respiratĂłria, saturação de oxigĂȘnio e temperatura axilar. Os mesmos sinais e sintomas e sinais vitais foram coletados em cada consulta mĂ©dica seguinte durante a COVID-19. Os dados individuais foram compilados e revisados pelos pesquisadores.
Foram revisados os dados cadastrais de todos os prontuĂĄrios de pacientes da cidade de ItajaĂ entre 7 de julho de 2020 e 2 de dezembro de 2020, incluindo aqueles que usaram ivermectina e nĂŁo usaram ivermectina. Foram considerados para esta anĂĄlise todos os sujeitos que testaram positivo para COVID-19 na cidade de ItajaĂ durante o estudo. Dos indivĂduos infectados, foram considerados dois grupos: indivĂduos que usaram ivermectina profilaticamente (grupo tratado) e indivĂduos que nĂŁo usaram ivermectina profilaticamente (grupo nĂŁo tratado). Os dados faltantes dos pacientes foram esclarecidos diretamente com os pacientes ou familiares, por telefone ou pessoalmente, pelos investigadores. Por se tratar de um programa municipal, todos os dados registrados devem corresponder ao nĂșmero exato de casos e mortes de COVID-19 na cidade. Este intervalo estrito evita diferenças em termos de perĂodos de exposição.
Devido Ă incerteza da reinfecção com COVID-19, indivĂduos com histĂłrico de COVID-19 anterior nĂŁo participaram do programa, embora ainda tivessem permissĂŁo para usar ivermectina profilaticamente. Os parĂąmetros limitantes do sistema governamental permitiram o registro apenas de um primeiro episĂłdio de infecção por COVID-19. IndivĂduos com menos de 18 anos e indivĂduos com diagnĂłstico de COVID-19 antes de 7 de julho de 2020 foram excluĂdos de todos os conjuntos de dados e anĂĄlises.
Do cadastro da população do municĂpio (223.128 habitantes), foram retirados os menores de 18 anos (61.583 sujeitos). Dos 161.545 sujeitos acima de 18 anos da cidade de ItajaĂ, removemos os 1.984 casos de COVID-19 ocorridos antes de 7 de julho de 2020, restando 159.561 sujeitos. Foram considerados indivĂduos maiores de 18 anos aqueles que nasceram antes de 30 de junho de 2002.
Um total de 147.223 indivĂduos participaram do programa de profilaxia com ivermectina utilizado para COVID-19. Destes, 24.304 indivĂduos tinham menos de 18 anos. Dos 122.919 usuĂĄrios de ivermectina acima de 18 anos, 8.346 eram de outras cidades e 728 tiveram COVID-19 antes de 7 de julho de 2020, embora tenham usado ivermectina posteriormente. No total, 113.845 sujeitos que participaram do programa permaneceram no conjunto de dados. Os 45.716 nĂŁo participantes, restantes sujeitos entre os 159.561 sujeitos, foram considerados como nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina.
Por fim, as taxas de hospitalização e mortalidade por COVID-19 em toda a cidade de ItajaĂ foram comparadas entre o perĂodo antes do programa (antes de 7 de julho de 2020) e durante o programa (entre 7 de julho de 2020 e 2 de dezembro de 2020) com o objetivo de avaliar se um programa da profilaxia com ivermectina para COVID-19 causaria impacto positivo nos nĂșmeros gerais da cidade, apesar da adoção apenas parcial. As chances de morte por COVID-19 na população geral, de acordo com o uso ou nĂŁo de ivermectina (independentemente da infecção por COVID-19), foram calculadas apenas antes da comparação. Por outro lado, a taxa de mortalidade entre aqueles que foram infectados pelo SARS-CoV-2 foi calculada para coortes prĂ© e pĂłs-pareadas.
As taxas de hospitalização e mortalidade antes dos grupos correspondentes, a taxa de mortalidade em subpopulaçÔes antes e depois do PSM e a lista de verificação de Fortalecimento do RelatĂłrio de Estudos Observacionais em Epidemiologia (STROBE) sĂŁo apresentadas no ApĂȘndice.
AnĂĄlise estatĂstica
Os dados completos subjacentes Ă presente anĂĄlise foram analisados por dois estatĂsticos independentes e as discrepĂąncias foram avaliadas por um terceiro especialista em estatĂstica. Neste estudo ambulatorial daqueles que testaram positivo para SARS-CoV-2, a taxa de mortalidade foi avaliada de acordo com cada parĂąmetro que foi ajustado contra outras variĂĄveis (para anĂĄlise de regressĂŁo multivariada) e utilizado para balanceamento e pareamento de grupos, incluindo intervalos de idade, sexo , histĂłria de tabagismo, uso profilĂĄtico de ivermectina, DM2, asma, DPOC, doenças cardiovasculares e outras doenças pulmonares, hipertensĂŁo, cĂąncer atual (qualquer tipo) e histĂłria de acidente vascular cerebral e/ou infarto do miocĂĄrdio.
Antes do emparelhamento, foi empregado um modelo linear misto generalizado, assumindo a distribuição binomial para os resĂduos e incluindo os efeitos classificatĂłrios fixos de cada um desses parĂąmetros. Os intervalos de idade foram ajustados para avaliação do uso profilĂĄtico de ivermectina como preditor independente de morte por COVID-19. Foram fornecidas probabilidades nĂŁo ajustadas e multivariadas ajustadas por Poisson de sobreviver Ă COVID-19 (valor de p), de acordo com cada parĂąmetro.
PSM foi realizado para risco de mortalidade entre usuĂĄrios de ivermectina e nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina. A taxa de infecção por COVID-19 e o risco de morrer tambĂ©m foram calculados para as variĂĄveis. ApĂłs o PSM, foi realizado um segundo ajuste (“duplo ajuste”) com regressĂŁo linear multivariada para variĂĄveis residuais [33,34] .
NĂŁo houve dados faltantes, uma vez que o desenho do sistema de registro exigia que todas as variĂĄveis de dados fossem preenchidas para serem formalmente incluĂdas no registro. Apenas dados inseridos erroneamente (ilĂłgicos) foram encontrados. Nesses casos, uma revisĂŁo do prontuĂĄrio mĂ©dico foi realizada para obter dados precisos. O programa utilizado para a anĂĄlise foi o Statistical Analysis Software (SAS/STAT) (SAS Institute Inc., Cary, NC). Por razĂ”es de transparĂȘncia, dois conjuntos de dados dos 7.345 casos de COVID-19 e dos 113.845 sujeitos participantes considerados para a presente anĂĄlise serĂŁo tornados pĂșblicos apĂłs publicação revisada por pares.
Resultados
Uma descrição detalhada dos dados considerados para a presente anĂĄlise Ă© ilustrada na Figura 1 . Dos 220.517 itajaĂs sem COVID-19 atĂ© 7 de julho de 2020, 159.561 tinham mais de 18 anos. Dos 159.561 cidadĂŁos acima de 18 anos sem COVID-19 atĂ© 7 de julho de 2020, 113.845 (71,3% da população acima de 18 anos) receberam ivermectina antes de serem infectados pela COVID-19. Um total de 45.716 cidadĂŁos (28,7%) nĂŁo receberam ou nĂŁo quiseram receber ivermectina durante o programa, inclusive como profilĂĄtico ou como tratamento apĂłs contrair COVID-19.
Dos 113.845 indivĂduos profilaxados da cidade de ItajaĂ, 4.197 tiveram RT-PCR SARS-CoV-2 positivo (3,7% de taxa de infecção), enquanto 3.034 dos 37.027 indivĂduos nĂŁo tratados tiveram RT-PCR SARS-CoV-2 positivo (6,6% taxa de infecção), uma redução de 44% na taxa de infecção por COVID-19 (taxa de risco [RR], 0,56; intervalo de confiança de 95% (IC 95%), 0,53-0,58; p < 0,0001). Outros 114 indivĂduos que usaram ivermectina e foram infectados eram originĂĄrios de outras cidades, mas foram cadastrados no programa, totalizando 4.311 casos positivos entre usuĂĄrios de ivermectina. Para a presente anĂĄlise foram considerados os 4.311 casos positivos entre indivĂduos que usaram ivermectina e 3.034 casos entre indivĂduos que nĂŁo usaram ivermectina. ApĂłs o PSM, foram criadas duas coortes de 3.034 sujeitos.
As caracterĂsticas iniciais dos 7.345 indivĂduos incluĂdos antes do PSM e as caracterĂsticas iniciais dos 6.068 indivĂduos nos grupos correspondentes sĂŁo mostradas na Tabela 1 . Antes do PSM, os usuĂĄrios de ivermectina apresentavam maior percentual de indivĂduos com mais de 50 anos (p < 0,0001), maior prevalĂȘncia de DM2 (p = 0,0004), hipertensĂŁo (p < 0,0001) e DCV (p = 0,03) e maior percentual de caucasianos (p = 0,004), do que nĂŁo usuĂĄrios. ApĂłs PSM, todos os parĂąmetros basais foram semelhantes entre os grupos. A Figura 2 resume os principais achados deste estudo.
Taxas de hospitalização e mortalidade em usuårios e não usuårios de ivermectina em anålise pareada por escore de propensão
Conforme descrito na Tabela 2 , apĂłs o emprego do PSM, dos 6.068 indivĂduos (3.034 em cada grupo), houve 44 hospitalizaçÔes entre usuĂĄrios de ivermectina (taxa de hospitalização de 1,6%) e 99 hospitalizaçÔes (taxa de hospitalização de 3,3%) entre nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina, um Redução de 56% na taxa de hospitalização (RR, 0,44; IC 95%, 0,31-0,63). Quando o ajuste pelas variĂĄveis foi empregado, a redução na taxa de hospitalização foi de 67% (RR, 0,33; IC 95%, 023-0,66; p < 0,0001).
Houve 25 mortes entre usuårios de ivermectina (taxa de mortalidade de 0,8%) e 79 mortes entre não usuårios de ivermectina (taxa de mortalidade de 2,6%), uma redução de 68% na taxa de mortalidade (RR, 0,32; IC 95%, 0,20-0,49). Quando o PSM foi ajustado, a redução na taxa de mortalidade foi de 70% (RR, 0,30; IC 95%, 0,19-0,46; p < 0,0001).
Determinantes da mortalidade por COVID-19 por meio de anĂĄlise pareada por escore de propensĂŁo
A Tabela 3 descreve os fatores de risco resultantes para a morte por COVID-19 na população em geral atravĂ©s da anĂĄlise do PSM. Os fatores de risco para mortalidade em COVID-19 incluĂram envelhecimento (p < 0,0001), sexo masculino (p = 0,015), DM2 (p < 0,0001), hipertensĂŁo (p < 0,0001), asma (p = 0,011), DPOC (p < 0,0001). ), outras doenças pulmonares (p = 0,048), histĂłria de IM (p = 0,034) e histĂłria de acidente vascular cerebral (p < 0,0001). Para detectar fatores de risco independentes, o ajuste pĂłs-PSM para variĂĄveis mostrou que a ivermectina (p < 0,0001; redução de 70% no risco de mortalidade) e o sexo feminino (p = 0,022; redução de 38% no risco de mortalidade) eram protetores, enquanto DM2 (p = 0,041; aumento de 79% no risco de mortalidade), hipertensĂŁo (p = 0,008; aumento de 98% no risco de mortalidade) e, marginalmente, outras doenças pulmonares (p = 0,061; aumento de 468% no risco de mortalidade) e histĂłria de acidente vascular cerebral (p = 0,054; aumento de 97% no risco de mortalidade) foram identificados como fatores de risco independentes.
Em uma comparação das taxas de hospitalização por COVID-19 em toda a cidade antes e durante o programa, a mortalidade por COVID-19 diminuiu de 6,8% antes do programa com uso profilĂĄtico de ivermectina para 1,8% apĂłs seu inĂcio (RR, 0,27; IC 95%, 0,21 -0,33; p < 0,0001) e na taxa de mortalidade por COVID-19, de 3,4% a 1,4% (RR, 0,41; IC 95%, 0,31-0,55; p < 0,0001) (Tabela 4 ) .
DiscussĂŁo
Este programa prospectivo de profilaxia com ivermectina para COVID-19 em toda a cidade resultou em reduçÔes significativas nas infecçÔes, hospitalizaçÔes e mortes por COVID-19. Os nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina tinham duas vezes mais probabilidade de morrer de COVID-19 do que os usuĂĄrios de ivermectina na anĂĄlise da população geral. Como os grupos foram comparados quanto Ă exposição durante o mesmo perĂodo, de maneira paralela, as mudanças nas taxas de transmissĂŁo afetariam igualmente usuĂĄrios e nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina.
A cidade de ItajaĂ, no estado de Santa Catarina, Brasil, iniciou um programa municipal de profilaxia com ivermectina em julho de 2020 como parte de diversas iniciativas para reduzir a carga da COVID-19. O uso da ivermectina baseou-se na literatura existente na Ă©poca e na virtual ausĂȘncia de riscos. O funcionamento do Sistema Ănico de SaĂșde (SUS) como suporte integral Ă saĂșde de toda a população permitiu Ă cidade estabelecer um programa populacional irrestrito. Esse programa contou com uma estrutura de apoio composta por um grande ambulatĂłrio localizado no Centro de ConvençÔes de ItajaĂ. Este ambulatĂłrio tornou-se o principal local de atendimento aos pacientes com COVID-19, apoiado por vĂĄrios serviços pĂșblicos onde mĂ©dicos de clĂnica geral atendiam regularmente os pacientes.
O uso de ivermectina foi opcional, salvo contraindicação e a critĂ©rio mĂ©dico. Um programa estruturado de base mĂ©dica com consulta mĂ©dica e avaliação de caracterĂsticas demogrĂĄficas bĂĄsicas e comorbidades ofereceu ivermectina como profilaxia opcional para aqueles que concordaram em participar deste programa de tratamento preventivo. O estado de saĂșde foi avaliado e os dados foram inseridos prospectivamente ao longo do perĂodo do programa, em sistema totalmente digitalizado disponibilizado pelo Sistema Ănico de SaĂșde (SUS). Como o sistema existia antes da pandemia, um nĂșmero significativo da população jĂĄ estava cadastrado com informaçÔes de saĂșde, incluindo doenças passadas e atuais, uso de medicamentos e outras caracterĂsticas. As adaptaçÔes feitas no SUS para a preparação para a pandemia, antes do inĂcio deste programa ambulatorial de ivermectina, permitiram uma coleta estruturada e bem organizada dos dados que monitoraram quaisquer valores faltantes, reforçando a confiabilidade dos resultados.
Um importante viĂ©s conservador estava presente. Os principais fatores de risco para COVID-19 grave e mortalidade devido a COVID-19, incluindo envelhecimento, diabetes e hipertensĂŁo, estavam mais presentes entre os usuĂĄrios de ivermectina, o que pode ter subestimado os benefĂcios da ivermectina, uma vez que foi demonstrado ser particularmente eficaz em indivĂduos acima 49 anos em termos de redução do risco absoluto, que corresponde ao grupo de maior risco para COVID-19. Isto permite compreender que o uso profilĂĄtico de ivermectina pode ser particularmente impactante em idosos. AlĂ©m disso, a ivermectina pareceu reduzir o risco excessivo de hipertensĂŁo, DM2 e outras doenças.
De acordo com a literatura, indivĂduos com maior idade, diabetes e sexo masculino tiveram menor probabilidade de sobreviver (p < 0,05 para todos), e apenas o envelhecimento permaneceu como fator de risco independente apĂłs PSM (p < 0,0001). No entanto, o uso profilĂĄtico de ivermectina parece mitigar o risco adicional de morte por COVID-19 devido a DM2, hipertensĂŁo e doenças cardiovasculares.
A narrativa de que a utilização de terapias preventivas e de tratamento precoce farĂĄ com que as pessoas relaxem a sua cautela de permanecer social e fisicamente distanciadas para permitir mais infecçÔes relacionadas com a COVID-19 nĂŁo Ă© apoiada aqui. Os dados deste estudo demonstram que o uso preventivo de ivermectina reduz significativamente a taxa de infecção e que os benefĂcios superam o especulado aumento do risco de mudanças nos comportamentos sociais. Assim, podemos especular que o uso profilĂĄtico de ivermectina poderia desempenhar um papel importante na redução da carga pandĂ©mica.
Mesmo apĂłs ajustes para mensurar as variĂĄveis mais relevantes que poderiam influenciar os desfechos relacionados Ă COVID-19, incluindo idade, sexo, comorbidades e hĂĄbitos, visando evitar superestimação dos efeitos da ivermectina e assemelhar-se a um ensaio clĂnico randomizado, a ivermectina profilĂĄtica provou ser eficaz. ser protetor para a população em geral, com redução de 68% na taxa de mortalidade e p < 0,0001 apĂłs emprego do PSM.
A proteção conferida pela ivermectina quando usada profilaticamente para a COVID-19 pode ter refletido na redução das taxas de hospitalização e mortalidade por COVID-19 observadas em nĂvel populacional. Em comparação com antes do inĂcio do programa, as taxas de hospitalização e mortalidade por COVID-19 foram reduzidas em 73% e 59%, respectivamente (p < 0,0001 para ambas). Essas reduçÔes foram obtidas quando se considerou a população geral e o nĂșmero de casos, internaçÔes e Ăłbitos por COVID-19 na cidade de ItajaĂ, independentemente do percentual de pacientes em uso profilĂĄtico de ivermectina. NĂŁo houve alteraçÔes nas variantes, infecciosidade e patogenicidade do SARS-CoV-2 antes e durante o programa.
Quando comparada com todas as outras grandes cidades do estado de Santa Catarina, as diferenças na taxa de mortalidade por COVID-19 antes de 7 de julho de 2020 e entre 7 de julho de 2020 e 21 de dezembro de 2020, ItajaĂ ficou em primeiro lugar [35 ] . Estes resultados indicam que a prescrição mĂ©dica opcional e a ivermectina coberta em toda a cidade podem ter um impacto positivo no sistema de saĂșde. No entanto, os presentes resultados nĂŁo fornecem suporte suficiente para a hipĂłtese de que a ivermectina possa ser uma alternativa Ă s vacinas contra a COVID-19.
Devido ao grande nĂșmero de participantes, este programa municipal nĂŁo foi capaz de supervisionar se os usuĂĄrios de ivermectina estavam usando ivermectina regularmente, embora o nĂșmero acumulado de comprimidos de ivermectina fosse estritamente controlado. Isto ocorreu como um potencial viĂ©s conservador, uma vez que os efeitos da ivermectina na profilaxia poderiam ser subestimados devido Ă adesĂŁo Ă frequĂȘncia recomendada de uso de ivermectina.
Embora a ivermectina seja um medicamento multialvo [36] , seus benefĂcios mĂĄximos ocorrem quando estĂĄ presente em uma concentração mĂnima em uma ampla variedade de locais para inibir mĂșltiplas vias metabĂłlicas e inflamatĂłrias. PorĂ©m, embora a dose de ivermectina empregada no programa tenha sido menor que o mĂnimo para atingir a concentração necessĂĄria para atuar nesses mĂșltiplos locais, a redução da infecção, da mortalidade e das taxas de mortalidade no grupo infectado que utilizou ivermectina profilaticamente foi surpreendentemente menor. A ivermectina acumulada ou de longo prazo tambĂ©m pode desempenhar um papel crĂtico na sua proteção a longo prazo contra a COVID-19.
LimitaçÔes
Sendo um estudo observacional prospectivo que permitiu aos indivĂduos auto-selecionarem entre tratamento e nĂŁo tratamento, em vez de confiar na randomização, fatores de confusĂŁo importantes podem ter estado diferencialmente presentes, o que poderia explicar as diferenças observadas. Dado que os benefĂcios medidos ocorreram apesar dos factores de risco negativos estarem mais presentes no grupo de tratamento, isto sugere que os benefĂcios sĂŁo provavelmente precisos e imparciais. AlĂ©m disso, estudos que se baseiam em tĂ©cnicas de PSM demonstraram concordar consistentemente com aqueles que empregam a randomização [37,38] , apoiando novamente a probabilidade de que os benefĂcios medidos sejam precisos. O tipo de SARS-CoV-2 predominante na cidade era desconhecido devido Ă falta de vigilĂąncia da genotipagem durante o perĂodo do programa. NĂŁo estĂĄ claro se a profilaxia proposta neste programa seria tĂŁo eficaz em outras variantes do SARS-CoV-2. AlĂ©m disso, nĂŁo houve controle rigoroso sobre se os indivĂduos infectados usaram algum medicamento especĂfico em caso de infecção por COVID-19, e isso permite a possibilidade de que as diferenças possam ser explicadas por diferenças no uso de ivermectina ou outros medicamentos como tratamento.
DiscussĂŁo final
Neste programa de profilaxia com ivermectina em toda a cidade, foi observada uma diminuição grande e estatisticamente significativa na taxa de mortalidade apĂłs o inĂcio do programa entre toda a população de residentes da cidade. Ao comparar indivĂduos que usaram ivermectina regularmente, os nĂŁo usuĂĄrios tiveram duas vezes mais probabilidade de morrer de COVID-19, enquanto os usuĂĄrios de ivermectina tiveram 7% menos probabilidade de serem infectados pelo SARS-CoV-2 (p = 0,003).
Embora este estudo nĂŁo seja um ensaio clĂnico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, os dados foram coletados prospectivamente e resultaram em uma amostra massiva do estudo que permitiu o ajuste para vĂĄrios fatores de confusĂŁo, fortalecendo assim os achados do presente estudo.
Devido ao perfil de segurança bem estabelecido e de longo prazo da ivermectina, com efeitos adversos raros, Ă ausĂȘncia de opçÔes terapĂȘuticas comprovadas para prevenir a morte causada por COVID-19 e Ă falta de eficĂĄcia das vacinas em anĂĄlises reais de mortalidade por todas as causas atĂ© Ă data, recomendamos que a ivermectina seja considerada como uma estratĂ©gia preventiva, em particular para aqueles com maior risco de complicaçÔes da COVID-19 ou com maior risco de contrair a doença, nĂŁo como um substituto das vacinas contra a COVID-19, mas como um ferramenta adicional, especialmente durante perĂodos de altas taxas de transmissĂŁo.
ConclusÔes
Em um programa de ivermectina em toda a cidade com uso profilåtico e opcional de ivermectina para COVID-19, a ivermectina foi associada a taxas significativamente reduzidas de infecção, hospitalização e mortalidade por COVID-19.
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ApĂȘndices
Ăndice
Lista de verificação STROBE…………………………………………………………………………
AnĂĄlise incomparĂĄvel de pacientes infectados…………………….………………………………
Determinantes da mortalidade por COVID-19 antes da correspondĂȘncia…………………………………
UsuĂĄrios de ivermectina versus nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina em subpopulaçÔes……………….……………
AnĂĄlise incomparĂĄvel.................................................................................................
AnĂĄlise de correspondĂȘncia de pontuação de propensĂŁo………………………………………….………….
Modificação do protocolo para cĂĄlculo das taxas de infecção…………………………….
Lista de verificação STROBE
A Tabela 5 descreve a lista de verificação STROBE (Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology) deste estudo.
AnĂĄlise incomparĂĄvel de pacientes infectados
A Tabela 6 compara as taxas de hospitalização e mortalidade de pacientes infectados por COVID-19 entre usuĂĄrios e nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina. Dos 7.345 indivĂduos com COVID-19, ocorreram 185 internaçÔes (taxa de internação de 2,52%) entre os nĂŁo usuĂĄrios. Dos 4.311 usuĂĄrios de ivermectina, ocorreram 86 internaçÔes (taxa de internação de 2,0%), enquanto entre os 3.034 nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina, ocorreram 99 internaçÔes (taxa de internação de 3,3%), com redução da taxa de internação por COVID-19 de 39. % (RR, 0,61; IC 95%, 0,46-0,81; p = 0,0007). ApĂłs ajuste pelas variĂĄveis, a redução na taxa de internação foi de 59% (RR < 0,41; IC 95%, 0,31-0,55; p < 0,0001).
Entre os 7.345 indivĂduos de ambos os grupos com COVID-19, ocorreram 141 mortes (taxa de mortalidade de 1,9%). Entre os 4.311 usuĂĄrios de ivermectina, ocorreram 62 mortes (taxa de mortalidade de 1,4%), enquanto entre os 3.034 indivĂduos que nĂŁo usaram ivermectina profilaticamente, ocorreram 79 mortes (taxa de mortalidade de 2,6%), com redução na taxa de mortalidade de 45% ( RR, 0,55; IC 95%, 0,40-0,77; p = 0,0004). Quando ajustada para variĂĄveis residuais, a redução na taxa de mortalidade por COVID-19 foi de 57% (RR, 0,43; IC 95%, 0,32-0,59; p < 0,0001).
Determinantes da mortalidade por COVID-19 antes da correspondĂȘncia
A Tabela 7 descreve os fatores de risco associados Ă morte na população geral antes do PSM. Em anĂĄlise sem correspondĂȘncia, os fatores de risco nĂŁo ajustados para COVID-19 entre todos os participantes incluĂram nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina (p = 0,0004), idade (p < 0,0001), sexo (p = 0,014), DM2 (p < 0,0001), hipertensĂŁo (p < 0,0001), hipertensĂŁo (p < 0,0001). 0,0001), asma (p = 0,041), DPOC (p < 0,0001), cĂąncer (geral) (p = 0,004), DCV (p < 0,0001), outras doenças pulmonares alĂ©m de asma e DPOC (p = 0,003) e histĂłria de acidente vascular cerebral (p < 0,0001). ApĂłs ajuste pelas variĂĄveis, nĂŁo usuĂĄrias de ivermectina (p < 0,0001), idade (p < 0,0001), sexo (p = 0,002), raça (p = 0,052), DT2 (p = 0,008) e outras doenças pulmonares alĂ©m de asma e A DPOC (p = 0,024) demonstrou ser fator de risco.
Usuårios de ivermectina versus não usuårios de ivermectina em subpopulaçÔes
As Tabelas 8 , 9 retratam as diferenças na taxa de mortalidade em diferentes subpopulaçÔes de usuĂĄrios de ivermectina e nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina, e comparam as taxas de mortalidade em cada subpopulação entre usuĂĄrios e nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina, antes e depois da correspondĂȘncia, respectivamente.
AnĂĄlise incomparĂĄvel
Antes do pareamento (Tabela 8 ), os valores não ajustados mostraram que os fatores de risco para usuårios e não usuårios de ivermectina eram envelhecimento (p < 0,0001 para ambos), DM2 (p < 0,0001 para ambos), hipertensão (p < 0,0001 para ambos), DCV (p = 0,003 e p = 0,012, respectivamente), DPOC (p < 0,0001 e p = 0,042, respectivamente), outras doenças pulmonares (p = 0,041 e p = 0,009, respectivamente) e história de acidente vascular cerebral (p = 0,0001 e p < 0,0001, respectivamente). Sexo masculino e cùncer foram fatores de risco para usuårios de ivermectina (p = 0,044 e p = 0,22, respectivamente). História de IM foi fator de risco para não usuårios de ivermectina (p = 0,009).
ApĂłs ajuste para variĂĄveis, os fatores de risco independentes restantes incluem envelhecimento para usuĂĄrios de ivermectina (p < 0,0001) e nĂŁo usuĂĄrios (p < 0,0001), sexo masculino para nĂŁo usuĂĄrios (p = 0,012) e DM2 para nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina ( p = 0,024).
As taxas de mortalidade entre usuĂĄrios de ivermectina foram estatisticamente menores do que entre os nĂŁo usuĂĄrios nos seguintes grupos: entre 31 e 49 anos (RR, 0,15; IC 95%, 0,03-0,68; p = 0,014), acima de 50 anos (RR, 0,41; IC 95%, 0,30-0,57; p < 0,0001), sexo masculino (RR, 0,60; IC 95%, 0,39-0,94; p = 0,024), sexo feminino (RR, 0,50; IC 95%, 0,30-0,82; p = 0,006), caucasianos (RR, 0,52; IC 95%, 0,36-0,76; p = 0,0007), indivĂduos com DM2 (RR, 0,29; IC 95%, 0,14-0,58; p = 0,0006), com hipertensĂŁo (RR, 0,33; IC 95%, 0,19-0,57; p = 0,0001), e indivĂduos sem hipertensĂŁo, DM2, DPOC, asma, outras doenças pulmonares, DCV, histĂłria de infarto do miocĂĄrdio, histĂłria de acidente vascular cerebral e nĂŁo fumantes (RR, 0,54-0,61; 95 IC %, 0,19-0,91; p = 0,0003 a 0,017).
A redução relativa da taxa de risco de mortalidade com o uso de ivermectina foi mais substancial naqueles com grandes comorbidades comuns, incluindo DT2 (redução de 71% entre indivĂduos com DT2 versus redução de 42% entre indivĂduos sem DT2), hipertensĂŁo (redução de 67% na mortalidade por COVID-19). taxa entre indivĂduos com hipertensĂŁo versus redução de 39% entre indivĂduos sem hipertensĂŁo), asma (redução de 70% na taxa de mortalidade por COVID-19 entre indivĂduos com asma versus 45% entre indivĂduos sem asma) e histĂłria de IM (redução de 86% na Taxa de mortalidade por COVID-19 entre indivĂduos com histĂłrico de IM versus 44% entre indivĂduos sem histĂłrico de IM). A redução do risco de morte foi maior em mulheres (50%) do que em homens (40%), em caucasianos (48%) do que em mestiços (37%) e afro-brasileiros (31%), e entre 30 e 50 anos. anos (85%) do que acima de 50 anos (59%). No entanto, a redução absoluta do risco foi maior entre aqueles com mais de 50 anos (6,6 pontos percentuais [pp]) do que aqueles entre 30 e 50 anos (0,5 pp) e abaixo de 30 anos (0,1 pp).
Anålise correspondente à pontuação de propensão
A Tabela 9 descreve as taxas de mortalidade correspondentes ao escore de propensĂŁo em subpopulaçÔes de usuĂĄrios de ivermectina e nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina e, em seguida, compara usuĂĄrios e nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina para cada caracterĂstica. A Figura 3 ilustra as taxas de mortalidade por COVID-19 em subpopulaçÔes apĂłs correspondĂȘncia. As taxas de mortalidade pĂłs-correspondĂȘncia, as razĂ”es de risco e os valores de p entre os nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina permaneceram os mesmos de antes da correspondĂȘncia. Entre os usuĂĄrios de ivermectina, os valores foram os seguintes: idade avançada (p < 0,0001), sexo masculino (p = 0,017), DT2 (p = 0,0002), hipertensĂŁo (p < 0,0001), DCV (p = 0,0001), asma (p = 0,026), DPOC (p = 0,0001) e histĂłria de acidente vascular cerebral (p < 0,0001). NĂŁo houve mortes em usuĂĄrios de ivermectina com outras doenças pulmonares, cĂąncer e histĂłrico de infarto do miocĂĄrdio.
ApĂłs o PSM, a razĂŁo entre as taxas de mortalidade de usuĂĄrios de ivermectina e nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina mostrou redução estatĂstica na taxa de mortalidade com o uso de ivermectina em indivĂduos acima de 30 anos (30-50 anos; RR, 0,20; IC 95%, 0,04-0,91; p = 0,037; >50 anos; RR, 0,33; IC 95%, 0,21-0,53; p < 0,0001), em ambos os sexos (sexo masculino; RR, 0,41; IC 95%, 0,24-0,71; p = 0,001; feminino sexo; RR, 0,29; IC 95%, 0,18-0,46; p < 0,0001), caucasianos (RR, 0,28; IC 95%, 0,16-0,46; p < 0,0001), indivĂduos com DM2 (RR, 0,21; IC 95%, 0,07-0,59; p = 0,003), com hipertensĂŁo (RR, 0,28; IC 95%, 0,13-0,61; p = 0,001) e indivĂduos sem hipertensĂŁo, DT2, DPOC, asma, outras doenças pulmonares, DCV, histĂłria de IM, histĂłria de acidente vascular cerebral e nĂŁo fumantes (RR, 0,30-0,32; IC 95%, 0,19-0,58; p < 0,0001 para todos, exceto sem diabetes, p = 0,098).
ApĂłs o emparelhamento, as reduçÔes relativas no risco de mortalidade com o uso de ivermectina foram ligeiramente maiores em indivĂduos com DM2 (redução de 79% e 67% entre indivĂduos com DM2 e sem DM2, respectivamente) e hipertensĂŁo (redução de 72% e 67% na COVID-19). taxa de mortalidade em indivĂduos com e sem hipertensĂŁo, respectivamente), mas nĂŁo com outras comorbidades. A redução absoluta do risco foi maior entre aqueles com mais de 50 anos, de 75 indivĂduos salvos para cada 1.000 indivĂduos infectados com COVID-19 (7,5 pp) do que aqueles entre 30 e 50 anos (0,5 pp; cinco indivĂduos salvos para cada 1.000 indivĂduos com COVID-19). 19 casos) e menores de 30 anos (0,1 pp; um sujeito salvo para cada 1.000 casos de COVID-19).
Modificação do protocolo para cålculo das taxas de infecção
Anteriormente, havĂamos considerado toda a população de ItajaĂ como fonte para o cĂĄlculo dos nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina, o que elevou falsamente o nĂșmero de nĂŁo usuĂĄrios e, consequentemente, reduziu falsamente a taxa de infecção entre os nĂŁo usuĂĄrios de ivermectina. TambĂ©m foram excluĂdos sujeitos menores de 18 anos e participantes de outras cidades, uma vez que seus desfechos nĂŁo seriam contabilizados nas estatĂsticas da cidade de ItajaĂ. A Figura 4 resume as modificaçÔes.




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