sexta-feira, 19 de junho de 2020

Sobre a saída de Weintraub: O começo de tudo.

Sobre a saída de Weintraub:
O começo de tudo.

Toda a indisposição contra o ministro da Weintraub, que acabou de sair do governo, começou por motivos óbvios: ferir interesses de grandes corruptos que infelizmente ainda mandam no Brasil. Um deles é o porco roliço que preside a Câmara, Rodrigo Maia.

Tudo começou quando um pouco antes do Natal de 2019, o ministro Weintraub removeu alguns ladrões de cargos importantes dentro do Ministério da Educação. Dentre eles o lacaio do Rodrigo Maia, um tal de Rodrigo Sérgio Dias, da presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). E Rodrigo Dias foi substituído justamente pela pessoa que desejava exonerar, Karine Silva dos Santos. O FNDE é uma autarquia federal que administra um orçamento médio de 60 bilhões, 80% de todo dinheiro destinado á educação, e é cobiçado por todos os bandidos que orbitam Brasília.

O demitido Rodrigo Dias é primo do ex-deputado federal e ex-ministro das Cidades no governo Temer, Alexandre Baldy (PP-GO) que, por sua vez, é amigo fraternal de Rodrigo Maia. Baldy comanda a Secretaria de Transportes do Estado de São Paulo, ou seja, além da proximidade com Maia e da filiação ao PP, principal legenda do centrão, o primo do demitido integra o gabinete do governador paulista João Doria, inimigo declarado do presidente Jair Bolsonaro. Estão percebendo as ligações? Dória, por sua vez, mexeu seus pauzinhos com alguns ministros do Supremo, lacaios do PSDB, e a máquina para triturar Weintraub estava em marcha. A imprensa prostituta, que trabalha para os corruptos e para a esquerda, também corrupta, fez a sua parte e passou a detonar o ministro diariamente em inúmeros veículos.

Desde dezembro passado, Rodrigo Maia falava mal do ministro Weintraub e sua atuação no MEC mesmo quando não era perguntado. Maia articulou com vários políticos de esquerda, com quem mantem vários esquemas sujos (como garantir 500 milhões por ano ao PCdoB), que também criticassem Weintraub sempre que pudessem. Até mesmo durante evento promovido pelo banco Credit Suisse, um evento em que não se discutiu educação, Rodrigo Maia não perdeu a oportunidade de esculhambar Weintraub dizendo: “Como que faz para o investidor olhar que o Brasil tem um ministro da Educação desse?”...“Nosso país não tem futuro, né? Não tem futuro. Parece um passado ruim, porque conseguiu fazer de um cara desse o ministro da Educação… que construção que nós tivemos”. Como podem notar, críticas vazias, idiotas e grosseiras. Numa outra ocasião falou: “O ministro da Educação atrapalha o Brasil, atrapalha o futuro das nossas crianças, está comprometendo o futuro de muitas gerações.” E em outro evento, promovido por um banco em São Paulo, disse: “Cada ano que se perde com a ineficiência, com um discurso ideológico de péssima qualidade na administração, acaba prejudicando os anos seguintes. Mas quem demite e quem nomeia ministro é o presidente.”

Algumas vezes, para não chamar atenção das razões de suas desavenças com Weintraub, Rodrigo Maia também atacava o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmando que ele perdeu “as condições de ser o interlocutor” do governo na área, sem nunca explicitar as razões da crítica.

Resumindo, o recordista no uso abusivo de jatos da FAB, foi a primeira e principal causa da saída do ministro Weintraub que agora parte para uma nova empreitada no Banco Mundial. Como era de se esperar, a mídia prostituta já está criticando a sua nova indicação e montando falsas reportagens onde “um ex-integrante do alto escalão do Banco Mundial, que pediu para não ser identificado, disse que” ou ainda “integrantes do Banco Mundial dizem estar 'chocados' com nomeação de Weintraub”. É a mesma história de sempre, ainda bem que a grande maioria dos bolsonaristas já não empresta nenhum crédito a esses vagabundos da grande mídia.

Weintraub foi indicado à cadeira na diretoria liderada pelo Brasil, a qual representa Colômbia, Equador, Trinidad e Tobago, Filipinas, Suriname, Haiti, República Dominicana e Panamá. Com mais de 20 anos de atuação como executivo no mercado financeiro, Weintraub foi economista-chefe e diretor do Banco Votorantim, além de CEO da Votorantim Corretora no Brasil e da Votorantim Securities nos Estados Unidos e na Inglaterra. E apesar da indicação ainda ter que ser aprovada por outros países, a avaliação é que se trata de um procedimento pro forma e que não haveria chances de a indicação ser rejeitada, já que o Brasil tem mais de 50% de poder de voto.

(Texto M. M. Erthal)

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