00:11 - Dia de compradores
O dia é positivo para nossa Bolsa: percepção de que política monetária dos Estados Unidos será mais gradual do que o anteriormente imaginado alimenta a tomada de ativos de risco mundo afora.
Após movimento de alta expressivo na tarde de ontem, juros longos voltam a cair moderadamente.
Menores estoques de petróleo e melhores preços para metais impulsionam o complexo de commodities na sessão. No noticiário global, ganham destaques novamente os esforços do governo chinês na sustentação de sua moeda.
01:25 - Consistentemente inconsistentes
Lembra quando, dias após o último Fed, torcemos o nariz por aqui para a possibilidade de ocorrerem três altas de juros nos EUA em 2017?
Ata do Fed, divulgada na tarde de ontem, voltou a confundir o mercado. Em uma leitura cínica, dá a entender que “pode ser que sim, pode ser que não”. O motivo é elementar: não conseguem antever que impactos eventuais guinadas de política econômica após a posse de Trump podem produzir.
Já há, de novo, quem assuma que o Fed só elevará juros uma vez neste ano, lá nos princípios do segundo semestre.
As previsões do Fed seguem consistentemente inconsistentes.
02:16 - Zero vírgula nada
Veio fraco o dado de produção industrial de novembro. As apostas eram relativamente dispersas, indo de queda a alta de pouco menos de 3 por cento. Acabou vindo alta de zero vírgula nada.
Nada surpreendente, entretanto, se considerarmos que a atividade econômica seguia (como ainda parece seguir) em compasso de espera.
Estão tendendo a zero-nada, também, as apostas de uma tesourada de 75 pontos-base na Selic semana que vem. Dado de inflação da Fipe um pouco acima do esperado, bem como expectativa de alta de combustíveis, contribuem para que a aposta seja deixada de lado. Por aqui continuamos nos 50, como sempre estivemos.
03:08 - Ninguém quer deixar pior
Meirelles sofreu novo revés em sua queda-de-braço com governadores: Cármen Lúcia voltou a impedir que a União se apossasse de 181 milhões das contas do Estado do Rio. Decisão similar já havia impedido o bloqueio de quase 200 milhões dos espaçosos cofres fluminenses.
Cármem Lúcia suspendeu a possibilidade de a União sacar 181 milhões dos cofres fluminenses — antes, já havia impedido o bloqueio de 193 milhões.
Sejamos sinceros: pode ser ruim para a Fazenda, mas nenhum juiz decidiria diferente. Com Estados em calamidade, ninguém se disporia a contribuir para deixar situação ainda pior.
Vai ter que ser de outro jeito, e dificilmente será possível fazer algo antes do retorno do Legislativo.
04:02 - Super Trunfo
A produção brasileira de veículos automotores em dezembro ficou em pouco mais de 200 mil unidades — alta de 40 por cento na comparação anual. Quem vê a variação corre o risco de se impressionar, mas alto lá: é a base de comparação, de dezembro de 2015, que é fraca mesmo.
No acumulado do ano, tudo como esperado, com queda de pouco mais de 11 por cento ante 2015. E o setor encerra o ano com ociosidade considerável: s egundo o presidente da Anfavea, mais da metade da capacidade instalada está parada. Considerando o tanto que foi ampliada nos últimos anos, não é de surpreender.
Não há mal que para sempre dure nem bem que nunca se acabe. O desafio é se ajustar. Quem participa do setor com mais flexibilidade tende a conseguir fazê-lo primeiro, e nesse quesito é um trunfo para Tegma (TGMA3) a base de ativos leve.
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário