Os ruins eu não sei, mas os bons gestores estão bem animados.
Quanto aos investimentos em ativos brasileiros para os próximos 12 meses, 79,3 por cento estão otimistas, 20,7 por cento estão neutros e nenhum está pessimista.
Sobre a economia brasileira, 82,8 por cento dizem estar confiantes. E nenhum deles discorda que o crescimento vai ser mais forte nos próximos 12 meses.
E os juros?
82,8 por cento dos melhores gestores brasileiros esperam que a meta para a Selic esteja abaixo de 10,5 por cento ao fim deste ano, patamar apontado pela pesquisa Focus de 16 de dezembro, a mais recente quando começamos a pesquisa.
Nenhum dos 30 acredita que a meta para os juros básicos vá estar acima de 10,5 por cento. Uma boa gordura para queimar – ainda estamos em 13,75 por cento.
O movimento deve render ganhos aos títulos prefixados que 41,4 por cento dizem ter no portfólio. Eles têm dado preferência ao papel em detrimento das NTN-Bs, que estão na carteira de 17,2 por cento dos que responderam à pesquisa. Para esses, os vencimentos mais longos e a parte intermediária da curva são os mais desejados.
A preferência pelos prefixados, que pegam na veia a queda de juros, pode ter a ver com a resposta a outra pergunta. A inflação, que faz parte do ganho das NTN-Bs, não é uma preocupação para 93,1 por cento dos ouvidos.
E que tal a bolsa?
89,6 por cento estão com caixa no nível histórico ou abaixo. Somente 10,3 por cento têm mais dinheiro parado em CDI do que o normal, o que sinalizaria uma falta de oportunidades.
Lucros corporativos? 57,1 por cento acreditam que vão subir até 10 por cento em 2017; 39,3 por cento que vão crescer de 10 a 20 por cento. Ou seja, somente 3,6 por cento acham que os lucros podem cair ou passar de 20 por cento.
As empresas com maior peso nos portfólios são as defensivas domésticas, como concessionárias; e cíclicas domésticas, como varejistas.
E os ventos externos?
Trump te preocupa? 75,9 por cento dos melhores gestores brasileiros acham que a economia americana ou não terá impacto sobre a brasileira ou que ele será positivo.
Ah, é a Europa que te tira o sono? 72,4 por cento discordam sobre um impacto negativo.
A China é a que mais assusta: 37,9 por cento veem risco de impacto negativo.
Ninguém se entende sobre o câmbio, só para variar: 4 gestores ouvidos estão comprados em dólar contra real, 2 em dólar contra outras moedas, 7 vendidos em dólar, 16 preferem não se posicionar na moeda no momento e 1 não quis responder essa pergunta.
A pesquisa foi feita entre os dias 24 de dezembro e 3 de janeiro.
Confesso que fiquei surpresa com um cenário tão otimista. De fato, os melhores gestores do país têm uma opinião bem diferente da que temos visto nos jornais.
Que bom! É preciso que a massa venda para quem está otimista comprar barato.
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