domingo, 1 de junho de 2014

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Espaço

Brasil busca parcerias para enviar sonda a asteroide

Com informações da AEB - 29/05/2014
Brasil busca parcerias para enviar sonda a asteroide
A sonda Aster usará motores iônicos desenvolvidos no Brasil. [Imagem: Missão Aster/Divulgação]
Missão Brasileira de Espaço Profundo - Aster
A Agência Espacial Brasileira (AEB) está patrocinando um esforço para buscar suporte para a 1ª Missão Brasileira de Espaço Profundo (Aster).
O projeto multi-institucional tem como objetivo construir e lançar uma sonda espacial para explorar o asteroide triplo 2001SN263, descoberto em 2008 na região entre Marte e Júpiter.
A AEB apresentou detalhes técnicos e científicos da Missão Aster a pesquisadores de várias instituições, além de buscar apoio financeiro entre as instituições de fomento.
"Nossa intenção é unir esforços para apoiar iniciativas como esta, que elevam os níveis de excelência e tecnologia no País", disse o presidente da AEB, José Raimundo Coelho.
Segundo o pesquisador Haroldo de Campos Velho, do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a proposta é conseguir suporte técnico e financeiro para aquisição e montagem dos equipamentos que comporão a sonda espacial, como a plataforma, subsistemas, reforço na integração, na carga útil, bem como no rastreio, na guiagem e controle da sonda.
Na opinião do pesquisador, um dos destaques da sonda Aster será a utilização de propulsores iônicos desenvolvidos no Brasil.
Sonda em asteroide triplo
O asteroide triplo 2001SN263 é formado por um corpo central, com 2,8 quilômetros de diâmetro, e outros dois menores, com 1,1 quilômetro e 400 metros de diâmetro.
A principal meta científica da missão é a obtenção de dados físicos e dinâmicos dos três objetos, incluindo a determinação de seu tamanho, massa, volume, campo gravitacional e a velocidade de rotação de cada um deles.
Além disso, os cientistas esperam identificar a composição mineral dos asteroides.
A missão deverá ainda estimar a distribuição de massa do trio para entender as propriedades dinâmicas e orbitais de cada um deles e buscar indícios sobre como esse sistema triplo pode ter sido formado.
Além do INPE, já estão envolvidas no projeto as universidades Estadual de São Paulo (Unesp), de Brasília (UnB), Federal do ABC, Federal do Paraná (UFPR), Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Estadual de Feira de Santana (UEFS), de São Paulo (USP), o Observatório Nacional (ON) e os institutos Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e Mauá de Tecnologia (IMT).

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