domingo, 4 de novembro de 2012

OS APAGÕES DO GOVERNO PT.

Governo teme falta de combustível no país ainda neste ano

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RENATA AGOSTINI
DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA
Algumas regiões do país estão sob ameaça de ficar sem combustível no fim deste ano.
Para evitar o desabastecimento, ou atenuá-lo, o governo federal já começou a traçar um plano de emergência, que envolve a ampliação da capacidade de transporte e de armazenamento.
As reuniões tiveram início em outubro, com técnicos do Ministério de Minas e Energia, Agência Nacional do Petróleo, Petrobras e representantes das distribuidoras e dos produtores de etanol.
"Há uma grande preocupação com o curto prazo. O governo já sabe que será preciso um forte ajuste entre Petrobras e distribuidoras para que não ocorram problemas no fim do ano", diz Antônio de Pádua Rodrigues, presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), que participa das reuniões.
Segundo avaliação do grupo, as regiões mais ameaçadas são o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste, além de Minas e Rio Grande do Sul.
A perspectiva de colapso se deve a três fatores: 1) o consumo recorde de gasolina, que, em 2012, pela primeira vez passará de 30 bilhões de litros; 2) a falta de capacidade interna de produção; e 3) problemas de infraestrutura de armazenagem e distribuição.
No fim do ano esse problema se agrava porque, historicamente, o consumo nos meses de novembro e dezembro é cerca de 10% superior à média registrada nos bimestres anteriores.
Para acompanhar a alta da demanda interna, a Petrobras vem importando cada vez mais gasolina. Até setembro, foram 2,4 bilhões de litros, quase o triplo do registrado no mesmo período de 2011, segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura.
A importação torna a distribuição mais complexa. O transporte da gasolina por navios, já sujeito a intempéries, sofre com a falta de infraestrutura dos portos, hoje sem espaço para atracação e armazenamentos.
Editoria de Arte/Folhapress
CRESCIMENTO DO CONSUMO Em 2011, a demanda por gasolina foi 18% superior a 2010; nos nove primeiros meses do ano, já cresceu 12%
PELO MAR
Pará, Amapá, Maranhão, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte são os Estados mais vulneráveis. Quase todo o combustível que abastece os consumidores desses locais chega pelo mar.
Em outubro, o Amapá ficou sem gasolina. O Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Pará relata que houve, também, problemas de abastecimento em Belém, além de cidades do Amazonas e do Piauí.
"A coisa está bem torta aqui", diz Eurico Santos, presidente da entidade.
Para o sindicato, o número de caminhões-tanque não deu conta do aumento rápido do consumo. Além disso, os terminais que recebem combustível reduziram investimentos em ampliação porque estão com contratos provisórios, o que dificulta o acesso ao crédito.
PRODUÇÃO
A Petrobras se empenha para produzir mais gasolina e amenizar o problema. Na apresentação dos resultados do terceiro trimestre, afirmou que suas refinarias já atingiram 98% da capacidade.
Em algumas regiões, no entanto, já há um esgotamento da capacidade de produção.
É o caso da Regap, refinaria em Betim (MG). Para abastecer os postos de parte de Minas Gerais e do Centro-Oeste, ela passou a redistribuir combustível de outras unidades. Atrasos e a falta de caminhões podem levar a interrupções da distribuição.
O mesmo acontece no Rio Grande do Sul, outro Estado que teve crise de abastecimento no mês passado. A refinaria Refap, em Canoas, está com problemas de produção para atender à gasolina demandada. Com isso, passou a buscar combustível no Paraná e parte precisou ser importada, entrando no país via porto do Rio Grande.
O Sindicom (Sindicato dos Distribuidores de Combustíveis), que tem assento nas reuniões com o governo federal, informou que o plano de contingência deverá ampliar o número de caminhões e a capacidade dos tanques de armazenagem.
Os encontros entre governo e o setor serão permanentes até o fim do ano. "Estamos nos empenhando para evitar os problemas", disse Alísio Vaz, presidente do Sindicom.
Procurada pela Folha, a Petrobras afirmou que não iria comentar a questão. O Ministério de Minas e Energia foi procurado no fim da tarde de quinta-feira e, até o fechamento desta edição, não havia dado resposta.
A HERANÇA DO MOLUSCO MENTIROSO (LULA).
A FOLHA DE SÃO PAULO

UM ÉPICO !


'O Bem-Amado', primeira novela a cores, é relançada em DVD

por Ubiratan Brasil/O Estado de S.Paulo
Reprodução
Reprodução
Motivos não faltavam para se apostar no fracasso da novela O Bem-Amado, em sua estreia, em 1973. Afinal, tratava-se da primeira telenovela brasileira a ser produzida em cores – a experiência era totalmente nova para a equipe técnica, que enfrentava dificuldades para se adaptar ao novo equipamento e dominar uma linguagem ainda desconhecida.

A trama também não apontava para a tradicional dualidade entre bandido e mocinho entre os personagens principais: apesar de mau caráter, o prefeito Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo) logo se tornou uma figura adorável pela sua picardia. E o cangaceiro Zeca Diabo (Lima Duarte), em sua tentativa de se regenerar, transformou-se em uma doce figura aos olhos do público – ao menos, até o último capítulo, quando seu instinto matador se impõe.
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Escrita por Dias Gomes, que se inspirou em uma peça de sua autoria (Odorico, o Bem-Amado e os Mistérios do Amor e da Morte, de 1962), O Bem-Amado foi um enorme sucesso por fazer uma sátira política (ainda que velada) ao coronelismo da época e à ditadura militar. “E também por apresentar personagens fascinantes”, lembra-se Lima Duarte. Basta comprovar na versão lançada agora em DVD pela Globo Marcas, uma caixa de dez discos que totalizam cerca de 36 horas de novela.

A atração ocupou o horário das 22 horas, dedicado às produções mais adultas, entre 24 de janeiro e 9 de outubro de 1973. Dirigida por Régis Cardoso e com supervisão de Daniel Filho, O Bem-Amado sucedeu O Bofe, extraordinário folhetim de Bráulio Pedroso que, por conta de suas ousadias, provocou estranhamento no público – afinal, poucos aceitavam as estripulias de Ziembinski como uma velha sacudida, muito menos uma novela em que toda a trama se passava em apenas uma noite.

“A produção foi acidentada: doente, Bráulio foi substituído por Lauro César Muniz e eu fui convocado para assumir a direção, na vaga do Daniel Filho”, relembra Lima. A saída de Bráulio, aliás, descontentou o ator José Wilker, que pediu demissão – seu personagem, então, morreu de tanto rir.

“Com o fracasso, achei que seria demitido e fui salvo pelo Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, então principal executivo da Globo), que me escalou para a novela do Dias Gomes”, continua Lima Duarte.

Leia a reportagem completa no Caderno 2 deste domingo (4)

Canal do Otário: Net Vírtua - Internet Banda Larga Brasileira [Eng / Esp...

sábado, 3 de novembro de 2012

LEITORES DA FOLHA COMENTAM SOBRE MARCOS VALÉRIO


Para leitor, o operador do mensalão Marcos Valério está apavorado

Leitores comentam novo depoimento de Marcos Valério pós-julgamento do mensalão.
*
Tenho pena de Marcos Valério. Primeiro, a cúpula petista o abandonou e, agora, o execra ("Poder").
Sua vida não vale um vintém e, com razão, está apavorado, disposto a tudo para se livrar da cruel vingança dos implacáveis "guerrilheiros" democráticos. Será que vai conseguir? Ele sabe demais e, em troca da delação premiada, promete elucidar muita coisa.
HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES (Vila Velha, ES)
*
Apesar de o resultado do julgamento do mensalão parecer uma luz no fim do túnel, é notória a apatia da sociedade frente aos muitos eventos que nos assolam todos os dias, como a impunidade, a corrupção e a insegurança, para não falar de tantos outros.
MARCELO ROSA DE REZENDE (São Paulo, SP)
*
Assim é a vida: podemos sempre fazer tudo certo, mas um erro nos marca para sempre. É uma distorção enorme considerar José Dirceu ou qualquer outro alto membro do governo livre para corromper, desviar e lavar dinheiro, como se seu passado perdoasse seus atos errados.
RADOICO CÂMARA GUIMARÃES (São Paulo, SP)

Apesar do repúdio pela impunidade, pela maracutaia e até crime, tudo abafado pelos governantes petistas e aliados, não adianta, o povo fala e reclama mas na hora do vamos ver, vota no PT.
NÃO RECLAME, VOCÊ VOTOU NO PT !

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Dalva de Oliveira - Folha Morta (1955)

LULA, O SANTO FEITO DE PAU OCO.


Petistas pediram dinheiro a Valério para calar empresário do caso Celso Daniel, diz revista

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DE SÃO PAULO
Reportagem da revista "Veja" desta semana informa que o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza revelou em depoimento ao Ministério Público Federal ter detalhes envolvendo o PT no assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em janeiro de 2002. Valério, apontado como o operador do mensalão, foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a mais de 40 anos de prisão por crimes cometidos no mensalão.
Segundo a reportagem, Valério disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, estavam sendo extorquidos por figuras ligadas ao crime de Santo André.
Ronan Maria Pinto, que é apontado pelo Ministério Público como integrante de um esquema de cobrança de propina na prefeitura, seria um dos suspeitos de chantagear Lula e Carvalho.
Marcelo Prates -2.dez.2011/Hoje em Dia/Folhapress
O empresário Marcos Valério, réu no processo do mensalão
O empresário Marcos Valério, réu no processo do mensalão
A revista diz que Valério foi procurado por petistas para pagar o dinheiro da chantagem, mas que ele teria se recusado. Segundo ele, quem teria ficado com a missão seria um amigo pessoal de Lula, que utilizou um banco não citado no mensalão.
O depoimento de Valério à Procuradoria foi dado na tentativa de conseguir uma delação premiada, mecanismo jurídico no qual alguém que é investigado pode se beneficiar colaborando com a Justiça.
Esse depoimento, segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", foi dado no fim de setembro. Nele, Valério teria citado Lula e o ex-ministro Antonio Palocci.
Segundo o jornal, o empresário mencionou outras remessas de recursos para o exterior, além das que foram feitas para o publicitário Duda Mendonça, que trabalhou na campanha de Lula em 2002 e foi absolvido pelo Supremo no processo do mensalão.
PT
A cúpula do PT procurou ontem desqualificar o novo depoimento que o empresário Marcos Valério teria prestado à Procuradoria-Geral da República sobre o esquema.
Saindo em defesa de Lula, os petistas disseram que Valério está tentando se livrar da pena imposta pelo STF e por isso não merece credibilidade.
O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse duvidar que Valério tenha algo a acrescentar ao que já foi dito no julgamento do mensalão e ironizou o novo depoimento: "Se eu fosse condenado a 40 anos de prisão também estaria me mexendo".
A FOLHA

NÃO ADIANTA RECLAMAR. VOCÊS VOTARAM NO "PT".


Com Dilma, indústria brasileira fica na lanterna entre 26 países emergentes

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ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO
A indústria brasileira deve encerrar a primeira metade do governo de Dilma Rousseff com o pior desempenho entre 26 países emergentes. Projeções da consultoria britânica EIU (Economist Intelligence Unit) indicam uma expansão média de 1% em 2011 e 2012.
Isso deixa o país atrás de gigantes como China (9,1%) e Índia (3%), de vizinhos latino-americanos como Peru (5,1%) e México (3,5%), e até de nações emergentes europeias, que enfrentam a grave crise que afeta o continente.
Robert Wood, analista da EIU, diz que o resultado do setor (que inclui indústria de transformação, extrativa mineral, construção civil e serviços industriais de utilidade pública) no biênio poderá ser ainda pior. Segundo ele, a projeção de crescimento de 0,5% da indústria brasileira em 2012 (em 2011 houve expansão de 1,6%) corre o risco de ser reduzida.
Isso porque dados divulgados ontem pelo IBGE revelaram um desempenho da produção industrial em setembro pior do que o esperado por analistas.
"Fatores estruturais, como o real forte, e cíclicos, como a crise externa, causaram essa crise da indústria que perdura desde 2011", diz Wood.
Apesar do resultado fraco da indústria em setembro, economistas esperam que o setor retome a trajetória de recuperação que havia iniciado em junho.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), que tenta prever o comportamento do setor com base em informações como nível de estoques, ritmo de novas encomendas e contratações, indicou modesta expansão da indústria brasileira em outubro.
Editoria de Arte/Folhapress
CRESCIMENTO TÍMIDO Pesquisa mostra que a indústria brasileira deverá ter expansão menor entre os emergentes
CRESCIMENTO TÍMIDO Pesquisa mostra que a indústria brasileira deverá ter expansão menor entre os emergentes
O indicador, que é calculado pela consultoria Markit e pelo HSBC, revelou tendência parecida para outros emergentes, como a China, cujo setor industrial vinha patinando nos últimos meses.
"Essa aparente recuperação da China tende a beneficiar o Brasil", diz Wood.
Outros fatores como o enfraquecimento do real (que torna as mercadorias produzidas pelo Brasil mais baratas no exterior) e o maior otimismo dos consumidores e dos empresários brasileiros também são citados como motivos para uma possível retomada do setor industrial.
A grande dúvida entre analistas é o quão forte tende a ser essa recuperação.
Os dados divulgados ontem pelo IBGE revelaram recuo na produção de bens de capital (como máquinas) pelo segundo mês consecutivo. Isso pode indicar continuação de investimentos baixos.
"A retomada dos investimentos é fundamental para melhorar a capacidade de competição da indústria", diz Júlio Gomes de Almeida, professor da Unicamp.
Almeida afirma que a lenta retomada da economia mundial também tende a continuar limitando o crescimento da indústria nacional.
Apesar de indicar expansão da indústria de forma geral em outubro, o PMI divulgado ontem revelou que novos pedidos para exportação caíram pelo 19º mês seguido.
A FOLHA

O PASSADO ESTA DE VOLTA EM GRANDE ESTILO.


Seu computador ainda terá um gravador cassete

Com informações da New Scientist - 24/10/2012
Seu computador ainda terá um gravador cassete
A nova fita é o primeiro protótipo fabricado usando a ferrita de bário (BaFe) desenvolvida pela equipe, com uma densidade de 29,5 bilhões de bits por polegada quadrada. [Imagem: IBM Research]
Avalanche de dados
As fitas cassete estão para voltar aos palcos em uma reestreia triunfante.
Dados dos grandes telescópios e radiotelescópios, os resultados de colisores de partículas como o LHC, ou mesmo coisas mais corriqueiras, como os comentários de um bilhão de usuários do Facebook, estão entre as realidades que exigem novas formas de armazenamento de dados.
E parece que essa sede sem precedentes pelo registro de dados não conseguirá suporte dos discos rígidos, que não têm crescido no mesmo ritmo que os zeros e uns que eles devem guardar.
Mas o futuro do armazenamento de dados pode não estar nos discos, mas nas fitas.
Armazenamento em fitas magnéticas
Pesquisadores da Fuji Film e da IBM construíram um protótipo de uma fita magnética capaz de armazenar 35 terabytes de dados em um único cartucho.
O último grande avanço na área, relatado em 2006 pela mesma equipe, conseguiu colocar 8 terabytes de dados em um único cartucho magnético.
No final de 2010, a parceria IBM/Fuji desenvolveu um novo material, chamado ferrita de bário (BaFe), que oferece uma densidade de armazenamento de dados de 29,5 bilhões de bits por polegada quadrada.
A nova fita é o primeiro protótipo fabricado usando este novo material - o cartucho mede 10 x 10 x 2 centímetros.
Seu computador ainda terá um gravador cassete
A nanotecnologia está permitindo que a densidade de dados das fitas magnéticas avance muito à frente dos discos rígidos. [Imagem: FujiFilm]
Apenas 30 das novas fitas seriam suficientes para armazenar os dados que serão produzidos em um dia pelo Square Kilometre Array (SKA), o maior radiotelescópio do mundo, que está sendo construído na Austrália - dentre os vários desafios de engenharia a serem vencidos na sua construção está uma forma para armazenar o 1 petabyte de dados diários.
Evangelos Eleftheriou, da IBM, afirma que, quando o SKA estiver pronto, a nova fita cassete que ele e seu grupo estão desenvolvendo já deverá armazenar 100 terabytes de dados.
Economia de energia e durabilidade
O uso de fitas magnéticas, em lugar dos discos rígidos, poderá também ter um grande impacto no consumo de energia das centrais de dados.
Estudos indicam que data-centers de fitas magnéticas consumirão 200 vezes menos energia do que data-centers que usam discos rígidos, simplesmente porque as fitas cassete não precisam ficar girando o tempo todo, mesmo quando não são usadas.
Por outro lado, as fitas, que são largamente utilizadas em sistemas de backup de bancos e grandes empresas, têm um tempo de acesso mais lento do que os discos rígidos porque elas dependem de sistemas robóticos que precisam pegar a fita em um prateleira e colocá-la no leitor quando seu dado é necessário.
Mas Eleftheriou garante que o Sistema Linear de Arquivos em Fitas que ele e seus colegas estão desenvolvendo deverá ter um tempo de acesso comparável ao dos discos rígidos.
Outra vantagem é a durabilidade.
Enquanto a memória eterna não chega, uma fita magnética pode guardar seus dados com segurança por um século - um disco rígido não garante mais do que uma década.
IT

PARABÉNS À COPPE


Fábrica de nanopolímeros é inaugurada no Rio

Com informações da Coppe - 30/10/2012
Fábrica de nanopolímeros é inaugurada no Rio
Os nanopolímeros têm uma vasta gama de aplicações, estando entre as principais o acondicionamento de medicamentos. [Imagem: Coppe]
Nanopartículas de polímeros
A Coppe/UFRJ inaugurou a primeira planta-piloto do país capaz de escalonar tecnologias para a produção de micros e nanopartículas poliméricas com aplicações nas áreas médica, biotecnológica e farmacêutica.
A fábrica-piloto é um projeto que conta com financiamento do BNDES e da Finep, no valor total de 11 milhões de reais, e engloba uma área construída de 740 m2, que inclui a planta industrial, um conjunto de seis laboratórios e os equipamentos mais modernos da área.
Medicamento para esquistossomose
O primeiro produto da nanofábrica será um polímero em escala que armazenará o praziquantel, um medicamento usado no tratamento da esquistossomose, doença que atinge 200 milhões de pessoas em todo o mundo e 8 milhões no Brasil - este projeto está sendo desenvolvido por meio de uma parceria com a Fiocruz.
Segundo o professor José Carlos Pinto, o praziquantel nanoencapsulado apresenta vantagens em relação aos remédios tradicionais.
Entre elas estão a possibilidade de melhor aproveitamento do fármaco, reduzindo a perda no sistema gastrointestinal, e a facilidade de ingestão, principalmente por parte das crianças, que costumam rejeitar o gosto amargo do remédio, prejudicando a eficácia no tratamento.
Protetores solares com nanotecnologia
A fábrica de nanopolímeros poderá também viabilizar a produção de protetores solares avançados, que até hoje não são comercializados por não poderem ser aplicados diretamente na pele.
Neste caso, as nanopartículas de polímero funcionarão como uma espécie de filme, que aprisiona o filtro solar encapsulado, possibilitando a proteção aos raios solares sem prejudicar o organismo.
Pesquisadores da Coppe também passarão a produzir em escala industrial micropartículas de polímeros desenvolvidos no próprio laboratório para serem utilizados no tratamento do câncer, por meio da técnica de embolização.
A tecnologia, que já teve sua patente depositada, vem sendo testada com sucesso.
IT

UMA BOA NOTÍCIA, ENFIM.


Brasil terá navio para pesquisar minerais no fundo do mar

Com informações do MCTI e Agência Brasil - 23/10/2012
Pesquisas minerais
O Brasil contará, a partir do próximo ano, com um dos mais modernos navios de pesquisas oceanográficas do mundo.
Com a embarcação, avaliada em R$ 162 milhões, será possível aumentar o volume de informações sobre recursos minerais e biológicos na chamada Amazônia Azul, como é conhecida a zona econômica exclusiva do mar brasileiro, com 3,6 milhões de quilômetros quadrados.
Com a aquisição do novo navio, o país contará com três navios oceanográficos de grande porte.
A embarcação terá 78 metros de comprimento, autonomia de 60 dias no mar, acomodará 146 pessoas, sendo 40 a 60 pesquisadores, e contará com três laboratórios.
A embarcação contará ainda com um robô submarino, com capacidade de coletar amostras no fundo marinho, podendo operar a até 5 mil metros de profundidade.
O novo navio de pesquisas, cujo nome ainda não está definido, deverá ser entregue em Setembro de 2013.
O custo do navio será dividido entre os quatro parceiros: MCTI, R$ 27 milhões, Marinha, R$ 27 milhões, Vale, R$ 38 milhões, e Petrobras, R$ 70 milhões.
Minerais no fundo do mar
O novo navio de pesquisas terá como focos principais de atuação o levantamento de recursos minerais e a bioprospecção.
"É uma plataforma científica e tecnológica importante para fazer levantamento, explorar, ter conhecimento sobre o mar e a geologia do fundo do mar. Exploração mineral, de petróleo, tudo sob o desafio da sustentabilidade, sem destruir os recursos naturais. Para termos sucesso como potência ambiental, só poderemos fazer isso com conhecimento," disse o ministro Marco Antonio Raupp.
Ele considerou que o interesse das empresas em investir no navio se justifica pelas possíveis novas descobertas de metais preciosos a serem explorados no leito do oceano, o que poderá ser a nova fronteira econômica do país neste século.
"As empresas também reconhecem que sem ciência e tecnologia não têm futuro e, por isso, estão investindo. Várias empresas estão buscando minérios no fundo do mar e o mesmo querem fazer aqui. Temos que ter meios de reconhecer [as potencialidades] para ter capacidade regulatória de como utilizar esses recursos."
Exploração Marítima
"O modelo de parceria é totalmente inovador, em que você junta os interesses do governo e da iniciativa privada," disse Janice Trotte, do MCTI. "É um navio de última geração, está entre os cinco melhores do mundo, confere condições de trabalho à nossa comunidade oceanográfica ainda não experimentadas, em termos de conforto e na capacidade de gerar conhecimento."
Janice disse que atualmente pesquisadores brasileiros precisam atuar em navios estrangeiros no Atlântico Sul, pela ausência de uma plataforma de pesquisa adequada, o que deverá mudar com a entrada em operação da nova embarcação.
Segundo ela, ainda serão necessários novos navios para atender à demanda na região.
Atualmente, em termos de embarcações de grande alcance, o Brasil conta com onavio Cruzeiro do Sul, vinculado à Marinha, e o Alpha Crucis, da Universidade de São Paulo (USP).
O novo navio de pesquisas vai permitir que o país faça explorações mais aprofundadas do leito oceânico, em busca de metais e materiais preciosos.
"Nos mantínhamos em um patamar atrás por não dispor de plataforma de infraestrutura embarcada para chegar a esse tipo de exploração. Já temos conhecimento de rochas cobaltíferas e fosforitas e diversos outros recursos minerais muito valorizados no mercado internacional. Temos esta fronteira a desbravar, jamais desenvolvida em nosso país", disse a coordenadora.
IT

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

MENSALÃO DO MOLUSCO.


Mensalao

Valério cita Lula e Palocci em novo depoimento ao MPF sobre o mensalão

Empresário formaliza pedido para sua inclusão no programa de testemunhas enviando fax ao STF

01 de novembro de 2012 | 2h 05

Ricardo Brito e Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo
Empresário condenado como o operador do mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza prestou depoimento ao Ministério Público Federal no fim de setembro. Espontaneamente, marcou uma audiência com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Fez relatos novos e afirmou que, se for incluído no programa de proteção à testemunha - o que o livraria da cadeia -, poderá dar mais detalhes das acusações.
Valério formalizou o pedido para sua inclusão no programa de testemunhas enviando um fax ao Supremo - Dida Sampaio/AE
Dida Sampaio/AE
Valério formalizou o pedido para sua inclusão no programa de testemunhas enviando um fax ao Supremo
Dias depois do novo depoimento, Valério formalizou o pedido para sua inclusão no programa de testemunhas enviando um fax ao Supremo Tribunal Federal. O depoimento é mantido sob sigilo. Segundo investigadores, há menção ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao ex-ministro Antonio Palocci e a outras remessas de recursos para o exterior além da julgada pelo Supremo no mensalão - o tribunal analisou o caso do dinheiro enviado a Duda Mendonça em Miami e acabou absolvendo o publicitário.
Ainda no recente depoimento à Procuradoria, Valério disse já ter sido ameaçado de morte e falou sobre um assunto com o qual parecia não ter intimidade: o assassinato em 2002 do então prefeito de Santo André, Celso Daniel.
A "troca" proposta pelo empresário mineiro, se concretizada, poderá livrá-lo da prisão porque as testemunhas incluídas no programa de proteção acabam mudando de nome e passam a viver em local sigiloso tentando ter uma vida normal. No caso da condenação do mensalão, Valério será punido com regime fechado de detenção. A pena ultrapassou 40 anos - o tempo da punição ainda poderá sofrer alterações no processo de dosimetria. O empresário ainda responde a pelo menos outras dez ações criminais, entre elas a do mensalão mineiro.
Ressalvas. Os detalhes do depoimento, assinado por Valério e pelo criminalista Marcelo Leonardo, seu advogado, são tratados com reserva pelo Ministério Público. O empresário sempre foi visto por procuradores da República como um "jogador". Anteriormente, chegou a propor um acordo de delação perante o ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza - autor da denúncia contra o mensalão -, mas, sem apresentar novidades, o pedido foi recusado.
O novo depoimento pode ser, na avaliação de procuradores, mais uma manobra estratégica a fim de ele tentar se livrar da severa punição imposta pelo STF.
Por isso, as informações e novas acusações estão sob segredo.
O Ministério Público analisará se abre ou não novo processo para investigar a veracidade dos dados. Gurgel ainda avalia se aceita ou não incluir Valério no programa de proteção a testemunhas.
O advogado de Valério não quis comentar o assunto num primeiro momento. Depois, disse: "Se essa matéria for publicada e o meu cliente for assassinado terei que dizer que ele foi assassinado por causa dessa matéria. Não tenho outra opção".
O envio do fax ao STF com o pedido de proteção foi confirmado na terça-feira passada, pelo presidente da Corte, ministro Carlos Ayres Britto. "Chegou um fax. Não posso dizer o conteúdo porque está sob sigilo."
O pedido foi destinado ao gabinete do relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, e encaminhado para análise da Procuradoria-Geral.
Os novos relatos feitos por Valério não terão efeito imediato na ação do mensalão. As penas continuarão a ser aplicadas. Eventualmente, caso haja um acordo de delação premiada num novo processo, o cumprimento da pena pode ser revisto e até diminuído, a depender da Justiça.
O ESTADÃO

O MENSALÃO DO LULA.

Valério ‘depõe’ à Procuradoria e menciona Lula


A língua de Marcos Valério amolece na proporção direta da aproximação da cana dura. O operador do mensalão prestou depoimento à Procuradoria da República, informam os repórteres Ricardo Brito e Fausto Macedo. Deu-se em setembro, numa audiência com o procurador-geral da República Roberto Gurgel.
Valério informou que tem o que dizer. Em troca de proteção, ele se dispõe a colaborar. Tomado pelos nomes que levou à mesa, o provedor das arcas do mensalão é portador de segredos insondáveis. Citou Lula e o ex-ministro Antonio Palocci, dois nomes que não constam do processo sob julgamento no STF.
Contou que fez outras remessas de dinheiro ao exterior além daquelas que foram parar na conta de Duda Mendonça, o marqueteiro da campanha de Lula em 2002. Informou que foi ameaçado de morte. E insinuou que dispõe de informações sobre outro caso: o assassinato do ex-prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, morto em 2002.
Para prover os detalhes, Valério pede para ser incluído no programa de proteção a testemunhas. Algo que, no limite, poderia livrá-lo da cadeia. Após avistar-se com o procurador-geral, formalizou o pedido em fax enviado ao STF, algo já noticiado no início da semana.
Destinatário do documento, o ministro Carlos Ayres Britto, presidente do Supremo, definiu-o como “hiperlacônico”. Disse ter remetido a peça ao relator do mensalão, Joaquim Barbosa. Determinou que fosse analisada sob sigilo. Por isso, absteve-se de dar detalhes.
Um eventual depoimento de Valério já não teria o condão de alterar os rumos do julgamento do STF. Ele já foi conenado a mais de 40 anos de prisão. Porém, suas revelações poderiam ter serventia em processos que ainda aguardam julgamento no próprio STF e na primeira instância do Judiciário. São desdobramentos do inquérito do mensalão. Há, de resto, o caso do mensalão do PSDB de Minas Gerais –uma parte corre no STF e outra na Justiça Federal, em Belo Horizonte.
Na hipótese de Valério ser levado a sério, ele seria incluído no programa de ‘assistência a vítimas e a testemunhas ameaçadas’. Previsto em lei, assegura proteção do Estado. O ex-parceiro de Delúbio Soares teria de ser enviado a um local desconhecido. Na prática, a proteção evitaria o cumprimento da pena de cadeia.
Dependendo do que Valério disser, a troca pode ser justificável. Primeiro porque o degredo não deixa de ser um castigo. Depois, poque o país tem o direito de conhecer os detalhes de tudo o que se passou no assombroso período de 2002 a 2005. Também merece conhecer os meandros do caixa clandestino que besuntou a malograda campanha reeleitoral do tucano Eduardo Azeredo ao governo mineiro.
Eu sempre disse que o Lula era e é o chefe do mensalão!