Páginas

sábado, 8 de julho de 2017

Lançado primeiro satélite que não vai virar lixo espacial Redação do Site Inovação Tecnológica

Lançado primeiro satélite que não vai virar lixo espacial

Lançado primeiro satélite que não vai virar lixo espacial
O D-Sat tem seu próprio sistema de desativação, devendo reentrar de forma segura na atmosfera. [Imagem: D-Sat Project/Divulgação]
Satélite que se autodestrói
Foi lançado o primeiro satélite artificial totalmente equipado para reentrar de forma programada e segura na atmosfera terrestre ao final de sua vida útil, queimando-se em vez de se tornar mais um lixo espacial.
O D-Sat (Decommissioning Satellite, ou satélite desativável, em tradução livre), está equipado com um sistema de desativação desenvolvido pelo projeto D3 (D-Orbit), financiado pela Comissão Europeia.
Reentrada programada
O D-Sat é na verdade um satélite de demonstração da tecnologia de descomissionamento, que é como os engenheiros chamam o processo de tirar um equipamento de operação. Já em sua órbita polar a 500 km de altitude, o D-Sat tornou-se também o cubesat a ir mais fundo no espaço até agora.
O equipamento fará três testes consecutivos de desativação para testar seus sistemas de controle, direção e propulsão. Finalmente, no último deles, ele irá até o final, reentrando na atmosfera, o que deverá acontecer no final do mês de Agosto.
O sistema de navegação e propulsão são independentes dos circuitos principais do satélite, permitindo que a reentrada se realize mesmo que o satélite propriamente dito pife completamente. A rota de reentrada e o ponto da queda podem ser programados durante qualquer parte da vida útil do satélite.
"Graças ao sistema de propulsão independente [desenvolvido pelo projeto] D3, o D-Sat realizará uma manobra precisa de descomissionamento que fará com que o satélite volte a entrar na atmosfera da Terra apenas 30 minutos depois do momento da ignição, mesmo que os sistemas principais se tornem inoperantes," afirmou em nota a equipe do projeto.
Lançado primeiro satélite que não vai virar lixo espacial
O pequeno nanossatélite foi aonde nenhum cubesat jamais foi antes. [Imagem: D-Sat Project/Divulgação]
Lixo Espacial
Os detritos espaciais são um problema crescente. A observação da terra, a previsão do tempo, a navegação global, a prevenção de desastres, a agricultura de alta precisão e os carros autônomos são todas aplicações que exigem recursos baseados no espaço.

Nossa dependência dessas tecnologias está aumentando, assim como o número de objetos artificiais em órbita da Terra que não estão mais em serviço - dos aproximadamente 6.000 satélites lançados desde o início da era espacial, apenas 1.300 continuam operacionais. Isto sem contar os estágios superiores dos foguetes e outros objetos soltos no espaço durante as missões espaciais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário