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sábado, 10 de junho de 2017

Plano de ação definirá esforços do Brasil em pesquisa oceânica Com informações do MCTIC

Plano de ação definirá esforços do Brasil em pesquisa oceânica

Plano de ação definirá esforços do Brasil em pesquisa oceânica
O navio de apoio oceanográfico Ary Rongel em missão na Antártica. [Imagem: Marinha do Brasil/Proantar]
União pelo mar
"A pesquisa oceânica tem potencial para servir de caminho de convergência para o mundo inteiro, já que a água cobre a maioria da superfície do planeta."
Esta observação foi feita por Jailson de Andrade, secretário do Ministério de Ciência e Tecnologia, durante a abertura da 10ª Sessão Ordinária do Comitê de Ciências do Mar (CCM). O colegiado assumiu a missão de elaborar um plano de ação setorial da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti). Daqui a um mês, o grupo deve submeter o documento à comunidade acadêmica.
"Sem ciência, tecnologia e inovação, não atingiremos em 2030 os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável [ODS]", comentou Jailson, em referência à agenda estabelecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). "Nessa busca, os oceanos serão um grande ponto de cooperação e convergência, porque se estendem pelo mundo inteiro."
Eixos
O plano de ação desdobra o tema estratégico Água, um dos 12 eixos da Encti, válida de 2016 a 2022, e faz companhia a Biomas e Bioeconomia, primeiro setor a iniciar a construção de um documento similar, em fevereiro. O conjunto de diretrizes incluirá ainda Aeroespacial e Defesa, Alimentos, Ciências e Tecnologias Sociais, Clima, Economia e Sociedade Digital, Energia, Minerais Estratégicos, Nuclear, Saúde e Tecnologias Convergentes e Habilitadoras.
A Encti (Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação) aponta como objetivo "ampliar a capacidade nacional de pesquisa, desenvolvimento e inovação em assuntos estratégicos relacionados à água, abrangendo a ciência oceânica e antártica, de forma a contribuir no enfrentamento dos grandes desafios nacionais relacionados à segurança alimentar, energética e hídrica, à pesca e aquicultura, à mudança do clima e eventos extremos, ao uso sustentável dos recursos naturais e ao desenvolvimento de tecnologias inovadoras".
O coordenador-geral de Oceanos, Antártica e Geociências do MCTIC, Andrei Polejack, destacou como pontos de atuação a elaboração do plano de ação, a promoção de pesquisa em biotecnologia e geologia marinha, a implementação do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas e Hidroviárias (Inpoh) e a gestão compartilhada dos navios de pesquisa hidroceanográfica e polar do país - Almirante Maximiano, Cruzeiro do Sul e Vital de Oliveira.
Ciência como protagonista
Na visão de Polejack, o ODS 14, batizado como Vida na Água, representa o "mais científico" dos 17 objetivos da Unesco. "Ele explicitamente pede pesquisa. Conseguimos identificar a ciência como protagonista em quase todas as 10 metas, com exceção de uma que prega a implementação do direito internacional e outra que estimula a proibição de certos subsídios à pesca," avaliou.
O ODS 14 propõe a conservação e o uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento. As oito metas restantes sugerem: prevenir e reduzir significativamente a poluição marinha; gerir de forma sustentável e proteger os ecossistemas; minimizar e enfrentar os impactos da acidificação dos oceanos; acabar com a sobrepesca e regular a coleta ilegal; conservar pelo menos 10% das zonas costeiras e marinhas; aumentar os benefícios econômicos para pequenos Estados insulares em desenvolvimento; ampliar o conhecimento científico, desenvolver capacidades de pesquisa e transferir tecnologia marinha; e proporcionar o acesso dos pescadores artesanais de pequena escala aos recursos marinhos e mercados.

Polejack participará na próxima semana da Conferência sobre os Oceanos das Nações Unidas, em Nova York, que ocorrerá de 5 a 9 de junho. "Vamos estar lá para garantir que a ciência oceânica brasileira possa ter protagonismo no cumprimento das metas", comentou.

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