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sábado, 21 de outubro de 2017

LOTERIAS DA CAIXA

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MEGA-SENA

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Concurso 1980 - Sábado, 21 de Outubro de 2017

LOTOFÁCIL

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2 GANHADORES

Concurso 1575 - Sexta-feira, 20 de Outubro de 2017

QUINA

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Concurso 4512 - Sábado, 21 de Outubro de 2017

LOTOMANIA

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1 GANHADOR

Concurso 1807 - Sexta-feira, 20 de Outubro de 2017

TIMEMANIA

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Concurso 1097 - Sábado, 21 de Outubro de 2017

DUPLA SENA

1º sorteio
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2º sorteio
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Concurso 1708 - Sábado, 21 de Outubro de 2017

FEDERAL

Prêmios Principais
O BILHETE GANHADOR DO PRIMEIRO PRÊMIO FOI DISTRIBUÍDO PARA CATANDUVA/SP.Sorteio Realizado em ASSIS CHATEAUBRIAND, PR.
DestinoBilheteValor do Prêmio (R$)
007031.000.000,00
8178518.000,00
6355014.000,00
5794512.000,00
6101010.426,00
Concurso 05225 - Sábado, 21 de Outubro de 2017

LOTECA

JogoColuna 1xColuna 2Data
12São Paulo/Sp Atlético/Pr1Sáb 
21Vasco Da Gama/Rj Botafogo/Rj0Sáb 
31Sport/Pe Atlético/Mg1Dom 
42Bahia/Ba Corinthians/Sp0Dom 
50Vila Nova/Go Goiás/Go0Sáb 
61Abc/Rn Boa Esporte/Mg0Sáb 
71Atlético/Go Palmeiras/Sp3Dom 
81Fluminense/Rj Avaí/Sc0Dom 
90Chapecoense/Sc Flamengo/Rj1Dom 
102Náutico/Pe Guarani/Sp0Sáb 
112América/Mg Luverdense/Mt1Sáb 
122Figueirense/Sc Santa Cruz/Pe1Sáb 
130Coritiba/Pr Grêmio/Rs1Dom 
140Oeste/Sp Ceará/Ce1Sáb 

13 GANHADORES

Concurso 771 - Segunda-feira, 16 de Outubro de 2017

LOTOGOL

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Concurso 928 - Quinta-feira, 19 de Outubro de 2017

Indicador de vida extraterrestre é encontrado onde não há vida Redação do Site Inovação Tecnológica

Indicador de vida extraterrestre é encontrado onde não há vida

Indicador de vida extraterrestre é encontrado onde não há vida
Na Terra, o Freon-40 é formado por processos biológicos em organismos que vão dos fungos aos humanos, por isso era considerado um indicador promissor da presença de vida. [Imagem: Edith C. Fayolle et al. - 10.1038/s41550-017-0237-7]
Freon-40
Usando dados do radiotelescópio ALMA, no Chile, e da sonda espacial Rosetta, que recentemente visitou um cometa, uma equipe internacional de astrônomos detectou no espaço traços de um composto químico conhecido como freon-40 (CH3Cl).
O freon-40 foi localizado no cometa visitado pela Rosetta e ao redor de uma estrela que está dando origem a um sistema planetário - a estrela IRAS 16293-2422 está a cerca de 400 anos-luz de distância da Terra.
Mas, ao contrário do que acontece normalmente nesses casos, essa descoberta foi uma decepção. Mais especificamente, um balde de água fria para os astrônomos que buscam sinais de vida fora da Terra.
Berçários planetários
O freon-40 é formado por processos orgânicos na Terra, por isso vinha sendo considerado como um indicador promissor da presença de vida alienígena. Em razão disso, esse organo-halogênio saturado estava incluído na lista de compostos interessantes a serem procurados na atmosfera de exoplanetas, já que poderia indicar a presença de vida extraterrestre.
Como ele agora foi identificado em dois locais sem qualquer condição de existência de vida como a conhecemos, a conclusão é que a substância não é um marcador tão positivo de vida como se esperava.
Por outro lado, se não indicam a presença de vida, os organo-halogênios podem ser um elemento na química pouco compreendida envolvida na origem dos sistemas planetários.
"Encontrar freon-40 perto dessas estrelas jovens, parecidas com o Sol, foi surpreendente," disse Edith Fayolle, do Centro Harvard-Smithsoniano para Astrofísica. "Nós não previmos sua formação e ficamos surpresos de encontrá-lo em concentrações tão significativas. Agora ficou claro que essas moléculas se formam facilmente em berçários estelares, fornecendo informações importantes sobre a evolução química dos sistemas planetários."

Bibliografia:

Protostellar and Cometary Detections of Organohalogens
Edith C. Fayolle, Karin I. Öberg, Jes K. Jørgensen, Kathrin Altwegg, Hannah Calcutt, Holger S. P. Müller, Martin Rubin, Matthijs H. D. van der Wiel, Per Bjerkeli, Tyler L. Bourke, Audrey Coutens, Ewine F. van Dishoeck, Maria N. Drozdovskaya, Robin T. Garrod, Niels F. W. Ligterink, Magnus V. Persson, Susanne F. Wampfler, ROSINA Team
Nature Astronomy
Vol.: 1, 703-708
DOI: 10.1038/s41550-017-0237-7

Dois processos naturais de energia replicados com um só catalisador Redação do Site Inovação Tecnológica -

Dois processos naturais de energia replicados com um só catalisador

Dois processos naturais de energia replicados com um único catalisador
O círculo vermelho (H2) representa um anodo de célula a combustível inspirado na hidrogenase, um eletrodo onde os elétrons (e) fluem para um circuito externo. O círculo verde (H2O) mostra um anodo de célula solar que imita o fotossistema II. O círculo azul (O2) retrata um catodo baseado na "respiração" (oxidase do citocromo c), um eletrodo onde os elétrons fluem de um circuito externo.[Imagem: Kyushu University]
Fotossíntese artificial
Químicos japoneses deram um dos passos mais importantes no campo da fotossíntese artificial, que busca formas de imitar o processo de geração de energia das plantas.
Eles desenvolveram um catalisador capaz de atuar simultaneamente como uma célula de combustível, que consome hidrogênio para liberar energia, e um sistema fotossintético, capaz de produzir oxigênio usando energia solar.
"As pessoas tentaram antes reproduzir artificialmente o comportamento da hidrogenase e do fotossistema II, mas o nosso é o primeiro experimento a combinar essas duas funções biológicas muito específicas em um único sistema catalítico que pode fazer as duas coisas," disse o professor Seiji Ogo, da Universidade de Kyushu.
O fotossistema II permite que as plantas usem a luz solar para quebrar as moléculas de água em hidrogênio e oxigênio. A hidrogenase é uma enzima presente em organismos vivos que age como uma célula de combustível natural, consumindo hidrogênio para produzir energia. Ambos os processos envolvem oxidação, com o hidrogênio ou as moléculas de água liberando alguns de seus elétrons.
Os pesquisadores sintetizaram um catalisador à base do metal irídio que é capaz de aceitar e liberar uma série de elétrons. O catalisador opera como célula de combustível produzindo energia elétrica ao aceitar elétrons das moléculas de hidrogênio. Alterando os materiais de suporte no catalisador, ele gera energia da luz solar por meio de um ciclo que envolve a oxidação da água.
Energia continuamente renovável
Nenhum outro aparato de fotossíntese artificial ou de hidrogênio solar havia conseguido juntar as duas coisas no mesmo dispositivo.
Mas ainda há trabalho a ser feito antes que essas rotas químicas naturais possam ajudar a satisfazer nossas demandas por energia limpa.
"A potência do nosso sistema ainda é bastante baixa para quaisquer aplicações práticas, mas este trabalho representa uma demonstração única de dois tipos diferentes de processos geradores de energia a partir de um único catalisador. Esperamos que essas descobertas mostrem que os químicos ainda têm muito a aprender com os processos naturais," disse o professor Ogo.
De fato, a natureza é muito boa em fazer certos tipos de química que nos interessam também no aspecto tecnológico. Neste caso, a água é transformada continuamente em seus constituintes - oxigênio, prótons (núcleos de hidrogênio) e elétrons -, e de volta para água, como forma de armazenar e de usar a energia nas plantas e nos animais - ou seja, energia continuamente renovável.

Bibliografia:

A Fusion of Biomimetic Fuel and Solar Cells Based on Hydrogenase, Photosystem II, and Cytochrome c Oxidase
Mitsuhiro Kikkawa, Takeshi Yatabe, Takahiro Matsumoto, Ki-Seok Yoon, Kazuharu Suzuki, Takao Enomoto, Kenji Kaneko, Seiji Ogo
ChemCatChem Catalysis
DOI: 10.1002/cctc.201700995

É maluquice querer ir a Marte antes de colonizar a Lua? Baseado em artigo de Paul Marks - New Scientist -

É maluquice querer ir a Marte antes de colonizar a Lua?

É maluquice querer ir a Marte antes de colonizar a Lua
A construção de uma base lunar está ganhando força entre as agências espaciais.[Imagem: ESA]
Bases lunares
Em um bem-vindo surto de realismo, as agências espaciais e as empresas privadas de foguetes parecem ter decidido apoiar planos para a construção de bases lunares.
A boa notícia é que isto aparentemente joga para mais longe a ideia entusiasmante, mas frágil e um tanto absurda, de tentar colonizar Marte antes da Lua.
Tem havido sérias dúvidas sobre o objetivo declarado pela NASA de levar humanos ao Planeta Vermelho primeiro, na década de 2030 - dúvidas tanto técnicas quanto orçamentárias. E um projeto para retornar à Lua seria muito mais barato e viável sob todos os aspectos.
A ideia de priorizar a ida de astronautas a Marte tem sido favorecida há uma década, quando alguns especialistas espaciais começaram a defender a noção pouco convincente de explorar Marte antes da Lua.
Mas a noção é, no mínimo, estranha: Por que deveríamos deixar de aprender a viver em outro mundo na nossa vizinha Lua, onde podemos resolver os enormes desafios técnicos, sociais e psicológicos da vida confinada, a apenas três dias de distância, e ir direto para Marte, em uma viagem de seis meses repleta de radiação, onde as tripulações estariam além de qualquer possibilidade de resgate?
Vila lunar
Uma massa crítica agora parece estar-se formando para apoiar a ideia de uma Lua colonizada no século 21, antes de voos mais arriscados a Marte.
Durante o Congresso Internacional de Astronáutica, em Adelaide, na Austrália, as conversas sobre Marte deram lugar a uma série de planos para a exploração da Lua. A principal delas foi, sem dúvida, a declaração da Agência Espacial Europeia (ESA) de que construir uma vila lunar antes de uma colônia marciana faz mais sentido.
E a ESA é parceira da NASA na nova nave espacial Órion, projetada para transportar tripulações além da órbita terrestre - seja para a Lua, para asteroides ou, e nisso há mais dúvidas, para Marte.
Da mesma forma, a agência russa Roscosmos e a NASA revelaram que estão em negociações para desenvolver conjuntamente o Portal do Espaço Profundo (Deep Space Gateway), uma nova estação espacial que deverá ser posicionada perto da Lua, servindo de porto para viagens para "destinos distantes".
Finalmente, durante uma reunião do Conselho Nacional do Espaço dos EUA, o vice-presidente do país, Mike Pence, declarou que os EUA estão comprometidos com "o retorno dos humanos à Lua para uma exploração de longo prazo" - e desta vez, enfatizou Pence, não apenas para deixar "pegadas e bandeiras".
É maluquice querer ir a Marte antes de colonizar a Lua
O Portal do Espaço Profundo (Deep Space Gateway) servirá de porto de ancoragem para a saída para viagens a destinos mais distantes. [Imagem: NASA/Lockheed]
Exploração espacial realista
A defesa de uma ida a Marte primeiro, desta forma, parece ter deixado isolado o presidente da SpaceX, Elon Musk, que já declarou que "quer morrer em Marte, mas não no impacto". Conhecido por anunciar cronogramas impossíveis de cumprir, ele já havia prometido uma viagem a Marte em 2018 - agora ele fala em 2024.
Contudo, também presente no congresso na Austrália, ele não deu sinais de que pretenda bater em ferro frio: "É 2017. Quero dizer, devemos ter uma base lunar já," disse Musk.
Para mostrar-se comprometido com a ideia, ele até mostrou o projeto inicial da Base Lunar Alfa, batizada em homenagem à série de TV Espaço 1999.

Assim, com um maior senso de realismo, a expectativa é que tenhamos de volta os projetos espaciais de verdade que, ainda não sejam feitos "até o final da década", como se disse uma vez, pelo menos virem realidade no tempo de vida dos seus idealizadores.

Roupas elétricas esquentam de verdade Redação do Site Inovação Tecnológica -

Roupas elétricas esquentam de verdade

Roupas elétricas esquentam de verdade
A luva mantém a mão quente por igual usando uma bateria tipo botão. [Imagem: UMass Amherst]
Roupa com aquecimento
Logo, logo, a expressão "Essa roupa esquenta" deixará de ser uma mera figura de linguagem.
Lushuai Zhang, da Universidade de Massachusetts, nos EUA, desenvolveu uma técnica para incorporar finas resistências elétricas nas fibras dos tecidos, que são usadas para aquecer levemente as vestimentas.
O protótipo é uma luva que mantém as pontas dos dedos - as extremidades sofrem mais com o frio - com uma temperatura ligeiramente acima da temperatura da palma das mãos.
Uma bateria do tipo botão, pesando 1,8 grama, manteve as mãos aquecidas por oito horas - usando uma bateria de 6 volts, a temperatura da luva chegou a 45º C, o que pode ser quente demais.
O material de aquecimento é um polímero condutor conhecido como PEDOT(poli[3,4-etilenodioxitiofeno])).
Ele foi depositado sobre as fibras de tecido usando a técnica de deposição de vapor químico, que aos poucos vem passando dos laboratórios para a indústria. Essa técnica é muito precisa e garante que as fibras permaneçam flexíveis e possam ser costuradas, mas até há pouco tempo era cara demais.
Biocompatibilidade e segurança
A equipe encomendou um teste de biocompatibilidade em um laboratório independente, onde células do tecido conjuntivo de camundongos foram expostas a amostras do tecido elétrico. Os resultados sugerem que o material revestido com PEDOT é seguro para o contato com a pele sem causar reações adversas aos produtos químicos utilizados.
A equipe também avaliou as questões de calor, umidade e estabilidade de contato com a pele para evitar que o usuário experimente qualquer choque elétrico de um elemento condutor úmido. "Quimicamente, o que usamos para envolver o tecido condutor parece poliestireno, o material usado para fazer embalagens. Ele envolve completamente o material condutor para que o condutor elétrico nunca seja exposto," garantiu a professora Trisha Andrew.
"Esperamos que isto chegue aos consumidores como um produto real nos próximos anos. Talvez sejam dois anos para um protótipo e cinco anos até o consumidor. Eu acho que este é o dispositivo mais preparado para o consumidor que temos. Está pronto para ir para a próxima fase," completou Andrew.
Além do conforto para o inverno, roupas com aquecimento terão certamente aplicações médicas. E, com a onda de mobilidade, incorporar os aparelhos eletrônicos nas próprias roupas parece ser o próximo passo natural para quem não consegue - ou não pode - mais viver sem seus equipamentos. A inserção de fiações elétricas seguras é um passo importante para isso.

Bibliografia:

Transforming Commercial Textiles and Threads into Sewable and Weavable Electric Heaters
Lushuai Zhang, Morgan Baima, Trisha L. Andrew
ACS Applied Materials & Interfaces
Vol.: 9 (37), pp 32299-32307
DOI: 10.1021/acsami.7b10514

Planeta anão Haumea tem anel Com informações da Agência Brasil -

Planeta anão Haumea tem anel

Astrônomos brasileiros descobrem anel em planeta anão Haumea
Concepção artística de Haumea e seu anel, com proporções corretas para o corpo principal e o anel. O anel está localizado a uma distância de 2.287 km em relação ao centro do corpo principal elipsoidal e é mais escuro do que a superfície de Haumea.[Imagem: IAA-CSIC/UHU]
Haumea
Trabalhando em conjunto com uma equipe internacional, um grupo de astrônomos brasileiros descobriu a existência de um anel, similar aos anéis de Saturno, em um planeta anão vizinho de Plutão.
O anel circunda Haumea, um dos planetas anões próximos a Plutão. A 43,3 unidades astronômicas do Sol - mais de 43 vezes a distância da Terra ao Sol - o planeta anão está localizado no que os astrônomos chamam de Cinturão de Kuiper.
Situado após a órbita de Netuno, o cinturão é composto por objetos pequenos e frios, entre os quais se destacam quatro planetas anões: PlutãoHaumeaMakemake e Eris. Esses objetos são difíceis de estudar porque são pequenos, brilham pouco e, devido às enormes distâncias, são difíceis de visualizar mesmo com telescópios potentes.
Descoberto em dezembro de 2004, só em 2008 é que se confirmou tratar-se de um planeta anão, quando então Haumea recebeu seu nome, em homenagem à deusa havaiana do nascimento e da fertilidade.
O anel se encontra no plano equatorial do planeta anão, da mesma forma que seu maior satélite Hi'iaka, e está em ressonância de 3 por 1 em relação à rotação de Haumea - o que significa que as partículas geladas que compõem o anel completam uma volta em torno do planeta enquanto este gira três vezes em torno do seu eixo.
A descoberta resultou de um trabalho conjunto liderado pelo astrônomo espanhol Jose Luis Ortiz, do Instituto de Astrofísica de Andaluzia (IAA-CSIC), com a participação de astrônomos e alunos brasileiros do Observatório Nacional, do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTF-PR), filiados ao Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (Linea).
Planeta anão com anel
A descoberta do anel foi uma surpresa para os astrônomos.
"É a primeira vez que um anel é descoberto em torno de um objeto transnetuniano, o que mostra que a presença de anéis pode ser mais comum do que se pensava anteriormente, tanto em nosso Sistema Solar como em outros sistemas planetários. Existem várias explicações possíveis para a formação do anel. Ele pode ter-se originado de uma colisão com outro objeto, ou pela liberação de parte do material superficial devido à rápida rotação de Haumea," disse Ortiz.
"Há apenas alguns anos, só conhecíamos a existência de anéis em torno dos planetas gigantes e, há muito pouco tempo, o mesmo grupo descobriu também que dois pequenos corpos, Chariklo e Chiron, situados entre Júpiter e Netuno, pertencentes a família de objetos denominados Centauro, têm anéis densos, o que foi uma grande surpresa. Agora descobrimos que corpos mais distantes que os Centauros, maiores e com características muito diferentes, também podem ter aneis," completou o astrofísico espanhol Pablo Santos-Sanz, coautor do estudo.
Astrônomos brasileiros descobrem anel em planeta anão Haumea
Como o próprio nome indica, os objetos transnetunianos estão em órbita do Sol além da órbita de Netuno, a uma distância de bilhões de quilômetros. O telescópio espacial Herschel observou 132 deles, incluindo Haumea, o objeto grande em forma de ovo à esquerda. Nesta ilustração, a cor branca indica um albedo elevado. [Imagem: ESA/Herschel/PACS/SPIRE]
Eclipse estelar
O método de observação usado pelos astrônomos consiste em estudar as ocultações estelares, que é quando esses objetos passam à frente de uma estrela, como um pequeno eclipse. Com o método foi possível determinar as principais características de Haumea, como tamanho, forma e densidade, além do anel.
Os dados coletados mostraram ainda que Haumea mede 2.320 quilômetros no seu maior lado, quase igual ao diâmetro de Plutão, mas que, ao contrário do que ocorre com o planeta vizinho, não possui uma atmosfera global.
"Graças a estas observações foi possível reconstruir com grande precisão a forma e o tamanho do planeta anão Haumea e descobrir, para nossa surpresa, que ele é consideravelmente maior e reflete menos luz em comparação com o que acreditávamos anteriormente. Ele é também muito menos denso do que pensávamos, o que respondeu a questões que estavam pendentes sobre esse objeto," disse Jose Ortiz.
"Os próximos passos são continuar observando esse objeto, fazer modelos e simulações sobre esse anel, ver como esse anel pode ou não evoluir, tentar entender do que ele é formado e qual a influência da rotação do Haumea, que é muito elevada, para a formação desse anel," disse Felipe Braga Ribas, da UTF-PR.

Bibliografia:

The size, shape, density and ring of the dwarf planet Haumea from a stellar occultation
J. L. Ortiz et al.
Nature
Vol.: 550, 219-223
DOI: 10.1038/nature24051