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domingo, 31 de março de 2013

ESSE GOVERNO MEDÍOCRE GASTA FORTUNAS PARA ENGANAR O POVO.


Gastos para produzir discursos de Dilma na TV crescem 37%

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FERNANDA ODILLA
DE BRASÍLIA
O cenário é sempre o mesmo: o Palácio do Alvorada desfocado ao fundo, enquanto a câmera passeia lentamente sobre trilhos e dá movimento à imagem, sem tirar do primeiro plano a mesma personagem, sentada
O formato dos pronunciamentos de Dilma Rousseff na TV pouco mudou, mas os gastos para produzir os anúncios veiculados em rede nacional tiveram uma disparada nos últimos quatro meses.
Desde que foi eleita, Dilma já convocou emissoras de rádio e televisão para a transmissão de 12 pronunciamentos, que custaram aos cofres públicos um total de R$ 855 mil, em valores corrigidos.
O salto no valor pago -já descontando a inflação- foi de 37% entre o primeiro pronunciamento, quando Dilma apresentou o novo slogan do governo, em fevereiro de 2011, e o último, em março, no qual anunciou a desoneração da cesta básica.
Os valores pagos incluem despesas com produção, gravação e edição dos vídeos.
Em 2011, os quatro primeiros anúncios tiveram um custo unitário de produção de até R$ 66 mil. Já do final de 2012 até o começo de 2013, os três pronunciamentos feitos superaram os R$ 90 mil cada.
SEM REAJUSTE
A Presidência da República justifica o aumento dizendo que os preços não eram reajustados havia quatro anos.
"Em dezembro de 2012 houve uma atualização de valores na produção dos pronunciamentos, uma vez que os preços praticados remontavam ao ano de 2008."
Se mantiver o preço atual, o governo pode contabilizar em maio, com o tradicional pronunciamento do Dia do Trabalho, gastos de cerca de R$ 1 milhão com os anúncios de Dilma em rede nacional.
O governo federal não paga para veicular os vídeos em rádio e televisão -somente os custos com a produção.
Um decreto presidencial de 1979 prevê que as emissoras possam ser convocadas para divulgar gratuitamente assuntos de relevância.
AGÊNCIAS
Três agências de publicidade -Leo Burnett, Propeg e Nova S/B- que venceram licitação e têm contratos com a Presidência da República disputam entre si a confecção de cada pronunciamento.
A Propeg fez 10 dos 12 pronunciamentos de Dilma -muitos deles supervisionados por João Santana, o marqueteiro da campanha petista de 2010. Ele também foi responsável pela campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, em 2006.
Apesar de exigir das agências gastos discriminados e cotação de preços no mercado, o governo não informou à reportagem quanto foi pago, por exemplo, a diretores, cinegrafistas, editores, maquiadores e cabeleireiros.
Tudo está embutido no preço total do pronunciamento, uma vez que as agências de publicidade selecionadas para prestar o serviço têm liberdade de subcontratar profissionais de cada área.
"As agências são remuneradas pelos serviços por ela intermediados e supervisionados", afirma a Presidência.
O valor pago pelos pronunciamentos é abatido do contrato total das empresas com o governo federal.
No mercado do marketing político, o custo superior a R$ 90 mil é considerado alto, mesmo utilizando equipamentos de ponta e contratando os melhores profissionais de texto, arte, luz e direção de cena.
Ed. de arte/Folhapress
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sábado, 30 de março de 2013

É SEGUNDA FEIRA PRÓXIMA.

Amigos, o dia primeiro de abril mudou não é mais o dia da mentira e sim o dia do mentiroso. Então será o dia do Lula, considerado o maior mentiroso deste país.
               " FELIZ DIA DO LULA"

TINHA QUE MALHAR AO VIVO, MAS O PIOR É QUE ESSE SAFADO FEZ O POVO ESQUECER O HOMEM DO BOI VOADOR LA DO SENADO (RENAN CALHEIROS), OUTRO TRASTE.


Deputado pastor Marco Feliciano é alvo de malhação do Judas em BrasíliaO traidor de Cristo é associado a figuras públicas, normalmente políticos, na tradição do sábado de aleluia

30/03/2013 11:57
Em espuma, papel e tecido, camisa xadrez e gravata, boneco representa o parlamentar. Foto: Maíra Brito/ CB/ D A Press
Em espuma, papel e tecido, camisa xadrez e gravata, boneco representa o parlamentar. Foto: Maíra Brito/ CB/ D A Press
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Em espuma, papel e tecido, camisa xadrez e gravata, o deputado pastor Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, é inspiração para o Judas, na "malhação" da Vila Planalto, em Brasília, neste sábado (30/3).

"Amaldiçoado é o seu preconceito", diz um dos cartazes posicionado próximo ao boneco. O traidor de Cristo é associado a figuras públicas, normalmente políticos, na tradição do sábado de aleluia. As crianças bateram no boneco.

O pastor tem colecionado polêmicas com as minorias teoricamente representadas na comissão, desde que declarações racistas e homofóbicas foram atribuídas a ele.

POLÍTICA COMPROMISSADA COM O PAÍS SÃO POUCOS, PORQUÊ O PT É COMPROMISSADO COM ELES MESMOS LEVANDO ASSIM O PAÍS PARA O BURACO.


Aécio ataca Dilma em procissão da Sexta-Feira Santa em São João Del Rey

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PAULO PEIXOTO
DE BELO HORIZONTE
Virtual candidato tucano a presidente, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) voltou a atacar a presidente Dilma Rousseff na noite desta sexta-feira (29), ao dizer que o governo promove mais um "trem da alegria" em busca de apoio político e faz reforma ministerial para garantir mais tempo na propaganda eleitoral.
Os ataques de Aécio à presidente ocorreram em São João Del Rey, onde ele participou da Procissão do Enterro, celebração da Sexta-Feira da Paixão, uma tradição na família Neves iniciada pelo seu avô Tancredo.
Para o tucano, o governo Dilma "se entregou à lógica da reeleição" e, nessa linha, a reforma de ministérios "serve para aumentar os custos e garantir alguns segundos a mais de propaganda eleitoral para a atual presidente".
Aécio voltou a repetir que o governo "privilegia a propaganda oficial" e que "optou pelo marketing", ao invés de enfrentar os problemas do país, como na segurança e na educação.
Ele disse que tramita no Congresso "mais um trem da alegria, mais 3.000 cargos", que, conforme disse, serão nomeados para "garantir mais apoios nessa paquidérmica base de sustentação do governo, apenas para garantir apoio para a presidente".
Aécio disse concordar com o ex-governador Alberto Goldman (PSDB-SP) --aliado do também ex-governador paulista José Serra, desafeto do mineiro no partido- que a candidatura presidencial só deve ser definida em 2014.
"Não está na hora de o PSDB ter candidato a presidente", disse Aécio, que alega que o momento é de cuidar das questões internas do partido, ouvir as pessoas e "construir um projeto", afirmou.
Ele acrescentou: "Quem está em campanha e utilizando de forma imprópria e abusiva os instrumentos de governo é a presidente da República".
Sobre o apoio de Serra, Aécio disse ter ainda "muito tempo pela frente" e que respeitas as "posições, a inteligência e o tempo de cada um".
"Eu estou sereno. O importante nesse momento é a unidade do partido", disse ele, que participou durante três horas e meia da Procissão do Enterro, que se estendeu até o começo da madrugada deste Sábado de Aleluia.
Aécio disse que o PSDB "só vai disputar [a Presidência] com reais possibilidades de vitória no momento em que estiver unido". Segundo ele, essa unidade se conquistará com o "espírito público" dos tucanos, entre eles José Serra, que o mineiro citou nominalmente.
"Eu tenho muita confiança, independentemente de quem venha a ser o candidato do partido, que, na hora certa, o PSDB vai estar unido, vai agregar outras forças em torno desse projeto e nós vamos disputar com muitas possibilidades a Presidência-apesar da grande propaganda oficial", disse.
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TECNOLOGIA É ISTO, O RESTO É CAIXA DE CHARUTOS.


Apple registra patente de celular com tela curva

DE SÃO PAULO
A Apple pediu o registro de patente para um iPhone com display flexível, que envolve o aparelho. O modelo permite expandir a área da tela, que pode ser curva, e eliminar os botões físicos.
Reprodução/Escritório de Patentes dos EUA
Apple registra patente de celular com tela curva
Apple registra patente de celular com tela curva
O pedido da patente, feito em setembro de 2011, se tornou público na última quinta-feira (28) (leia aqui o pedido, em inglês ). A solicitação pode ser um indicativo de como será um novo modelo de smartphone da companhia.
No entanto, a empresa não comenta sobre lançamentos até que o produto esteja pronto para entrar no mercado. Também há casos em que as empresas registram a patente de novos modelos, mas acabam não lançando nada relacionado.
Apesar disso, o pedido de patente mostra que a Apple tem trabalhado em um produto que seja desenvolvido com a nova geração de telas, que podem ser curvas. Hoje, as de cristal líquido são rígidas e planas.
A descrição do pedido da patente mostra um aparelho similar a um tubo de vidro achatado com um visor envolvendo todo o celular. O documento informa que o novo aparelho não terá nenhuma moldura no entorno da tela.
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sexta-feira, 29 de março de 2013

CELULARES PIRATAS, ADEUS.


Anatel dá aval para teles bloquearem celulares piratas

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JULIO WIZIACK
DE SÃO PAULO
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) baixou uma norma na semana passada que abre caminho para as operadoras de celular bloquearem chamadas feitas por telefones piratas.
A medida deverá valer no início de 2014. A partir de agora, as teles, por meio do Sinditelebrasil, a associação que representa o setor, terão de implementar o sistema tecnológico de bloqueio.
A iniciativa também é uma resposta a ação civil movida em fevereiro de 2011 pelo Ministério Público (MPF) de São Paulo, em Guarulhos.
Como a Folha revelou na ocasião, a procuradoria queria pôr fim à disseminação de aparelhos clandestinos.
Levantamento feito pelas operadoras e pela Anatel, a pedido do MPF, identificou que, do total de linhas habilitadas, ao menos 20% faziam chamadas via piratas.
Naquele momento, ainda não havia uma solução tecnológica que permitisse o bloqueio. Dois anos depois, a Anatel já tem o cronograma de implantação do sistema, financiado pelas operadoras.
O objetivo é não só garantir a segurança dos clientes, expostos a riscos de radiação excessiva e de explosão das baterias dos aparelhos, mas também melhorar os índices de qualidade das teles.
Ainda segundo apurou a reportagem, o impacto dos celulares piratas ganhou importância para as operadoras após a suspensão de venda de chips pela Anatel no ano passado. A medida foi tomada após aumento do número de reclamações nos Procons e na Anatel, principalmente por queda de chamadas.
Depois de uma análise dos técnicos, descobriu-se que, em média, 10% das chamadas caem porque são realizadas por aparelhos piratas -prejudicando, assim, os índices de qualidade das teles.
COMO SERÁ O BLOQUEIO
Todo aparelho, incluindo os tablets, sai da fábrica com um número de registro chamado IMEI. É o RG ou o chassi do equipamento. O chip, que é habilitado pela operadora, também tem um código, batizado de IMSI.
Assim, sempre que um aparelho é ligado, ele transmite às centrais das operadoras os dois números que permitem identificar quem está falando e em que aparelho.
Hoje, essas informações possibilitam, por exemplo, identificar um cliente em roaming internacional. Agora, haverá um cadastro nacional de IMEIs no país que será cruzado com o dos chips (IMSI). Assim, toda vez que um cliente estiver fazendo uma chamada, a operadora saberá se o aparelho é ou não legítimo.
Isso será possível porque também existe um catálogo mundial com todos os IMEIs válidos produzidos pelos diversos fabricantes.
As operadoras sabem que um celular é pirata porque na sua rede eles aparecem como "aviões fantasmas". Seus sinais são captados pelas antenas, mas sua identidade (RG) não aparece no "radar" das teles. Quando aparece, ela é duplicada (igual à de outro telefone) ou apresenta um número inexistente no catálogo mundial de celulares.
O novo sistema das operadoras cruzará a lista de registros nacionais e estrangeiros para saber qual é autêntico. Caso seja pirata, o sistema decidirá, automaticamente, pelo bloqueio dos sinais.
Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress
Celular
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GREENPEACE


Ativistas suspensos no cartão postal israelense mandam mensagem para o presidente dos Estados Unidos
 
Olá cid marcos
Quando o presidente norte-americano, Barack Obama, foi reeleito em 2012 para mais quatro anos de mandato, ele prometeu que o melhor estaria por vir. Será? Bom, quem pode garantir que o futuro mundial será, de fato, melhor é o próprio Obama. E uma das principais atitudes que ele pode tomar é a de proibir qualquer exploração predatória e comercial no frágil ecossistema Ártico.
Divulgue a campanha
Esse foi o recado que ativistas do Greenpeace levaram, ou melhor, penduraram na Ponte Calatrava, em Jerusalém, em Israel. Um banner de aproximadamente 150m² com a mensagem “Obama, você pode impedir a perfuração no Ártico” foi desenrolada do alto da ponte.
Se o presidente norte-americano quer ser um líder mundial precisa começar a agir como um. Essa é a chance que ele tem de dar o primeiro passo para que o derretimento das geleiras do Ártico não seja uma oportunidade de lucros cada vez maiores com a exploração de petróleo.
A proteção de um dos mais importantes ecossistemas do mundo depende da nossa ajuda e é por isso, que sua contribuição é muito importante. Junte-se a nós e faça com com que a Shell e outras empresas petrolíferas fiquem bem longe do Polo Norte.
 
Fabiana Alves Um grande abraço,
Fabiana Alves
,
da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil
Ajude o Greenpeace a proteger o planeta
Recebeu este e-mail de alguém?
 Junte-se a nós

JÁ VAI TARDE.


QUEM SABE ELE NÃO TERÁ O MESMO FIM QUE O SR. HUGO CHAVES..............AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA...........TUDO NA CALADA DA NOITE.

SEXTA-FEIRA, 22 DE MARÇO DE 2013Lula faz deslocamentos de madrugada ao Hospital Sírio-Libanês para tratar de um câncer no pulmão
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Leia também o site Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Jorge Serrão
 – serrao@alertatotal.net

Exclusivo - O ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva volta a ter graves problemas de saúde. Semana passada, na quinta e no sábado, sempre no meio de madrugada e dentro de uma ambulância bem equipada, Lula fez duas idas de emergência ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O problema dele agora é um nódulo no pulmão.
O novo câncer pode ser uma metástase ocorrida a partir do enorme tumor na laringe – que a equipe do médico Roberto Kalil garantiu ter curado completamente com químio e radioterapia, sem necessidade de cirurgia, no ano passado. A despeito da enfermidade gravíssima, Lula segue com seu ritmo frenético de viagens, em jatinhos de empreiteiras, para articulações de negócios.

O ambiente gelado dos voos, e as alterações de pressão no sobe e desce, podem agravar seu quadro - que requer cuidados extremos, principalmente para quem fumou, muito, a vida inteira. Além disso, Lula tem se desgastado com a situação grave da política econômica, principalmente com a instabilidade de seu afilhado Guido Mantega, programado para deixar o Ministério da Fazenda assim que a conjuntura permitir. Problemas políticos na Petrobrás também mexem com o emocional de Lula, com reflexos diretos em sua saúde.
A recente perda do grande amigo Hugo Chávez ( que guardava nos bancos venezuelanos uma parte da fortuna amealhada por Lula e zé dirça ) – que ainda sequer foi sepultado, só confirmando a farsa do boneco de cera de um corpo que sequer foi embalsamado – pode ter mexido com o emocional de Lula, provocando uma queda de sua imunidade. No pós-tratamento ao câncer de laringe, Lula ainda é obrigado a tomar medicamentos a base de corticóide, para evitar qualque evolução de células cancerígenas. O problema é que tais remédios causam inchaços no corpo, por reterem líquido, e ainda têm como efeito colateral o cansaço.
A área de inteligência do Exército já sabe do novo problema de Lula - que é guardado como segredo a sete chaves. A informação vazou de médicos e funcionários do hospital. Um dirigente de uma grande transnacional da área de saúde, que tem relações muito próximas com a área militar de inteligência, confirmou a triste informação classificada de 1-A-1.
Uma advertência
No Brasil, tem-se a cultura esquisita de tratar de graves casos médicos como “tema tabu” – que a imprensa sempre abafa conforme as conveniências.
Pode ser que o novo problema de Lula, a partir do vazamento de agora, gere uma pronta resposta de seus médicos – que foram forçados pelas circunstâncias a agir com a máxima transparência no tratamento do problema na laringe.
Mesmo discordando politicamente de Lula, o Alerta Total lamenta dar tal notícia sobre a saúde dele – que não pode ser sonegada da opinião pública.
Por isso, já fazemos uma dupla advertência aos fanáticos fãs e aos radicais inimigos de Luiz Inácio: por uma mínima questão ética, de respeito ao ser humano, não publicaremos, em nossa área de comentários, opiniões anônimas ofensivas a Lula acerca deste assunto, nem veicularemos os tradicionais ataques dos fundamentalistas petralhas contra o site.

quinta-feira, 28 de março de 2013

NÃO ADIANTA ROMÁRIO, A MALANDRAGEM VEM DE CIMA (PT).


Romário acusa: ‘A eleição da CBF em 2014 também vai ser comprada’

Deputado federal também chamou o vice-presidente Marco Polo del Nero de chefe do 'cartel'

28 de março de 2013 | 7h 00
Sílvio Barsetti - O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - Numa tarde agitada na Câmara, o deputado federal Romário de Souza Faria (PSB-RJ) recebeu na terça-feira a reportagem do Estado em meio a três reuniões, telefonemas de outros parlamentares, recados de seus assessores e muita correria, literalmente. Toda vez que cruzava alguma área pública do Congresso, Romário acelerava o passo e deixava todos para trás. É uma estratégia para fugir das fotos com fãs, o que ele não evita se for abordado. Numa conversa que se estendeu pelos Anexos II e IV do Congresso, pelos corredores de acesso ao plenário e ainda em seu gabinete, Romário fez duras críticas à cúpula da CBF e chamou o vice-presidente da entidade, Marco Polo del Nero, de chefe do “cartel” da entidade. Também acusou os dirigentes da confederação de superfaturamento na compra de terreno para a nova sede da CBF. Ele parecia seguro e tranquilo, apesar do assédio de todos os lados, e demonstrou intimidade com seu papel político. Em relação às críticas de Romário aos dirigentes, a assessoria de imprensa da CBF disse que só se manifestaria mais efetivamente ao tomar conhecimento de todo o teor da entrevista.
Romário acha que a seleção está em boas mãos - Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão
Romário acha que a seleção está em boas mãos
O senhor protocolou no final do ano passado na Câmara o pedido de uma CPI da CBF. Acredita que não há interesse da base do governo em investigar a CBF às vésperas do Mundial no País?
ROMÁRIO - Estou aqui há pouco mais de dois anos e já pude reparar que não existe interesse do governo em abrir CPI nenhuma. Não me pergunte por quê. Com uma CPI do futebol, iniciada agora, o Brasil teria condições de chegar ao ano do Mundial limpo, de cara nova. Reina muita bagunça no nosso futebol. O estatuto da CBF, até onde eu sei, incentiva os investimentos nas bases, na formação de atletas femininas, tantas outras coisas. E não se vê isso.
O senhor tem um exemplar do estatuto da CBF?
ROMÁRIO - A versão atual não é encontrada em lugar nenhum. Desde o início de 2012, quando sofreu alterações, ninguém mais viu o estatuto. Ou quase ninguém. É tudo muito nebuloso na CBF. A gente não sabe quantas pessoas participaram daquela assembleia, não sabe onde está a ata, quais as mudanças feitas.
A Bancada da Bola no Congresso continua ativa, forte? Por quem é formada?
ROMÁRIO - Sempre ouvi falar na bancada da bola. Presenciei isso ao longo das discussões sobre a votação da Lei Geral da Copa. Mas, sinceramente, esse grupo não tem mais a força de antes, quando Ricardo Teixeira era presidente da CBF. Até porque a população está mais atenta e sabe quando se trata de algo negativo, principalmente em relação ao esporte, ao futebol brasileiro. E isso esvaziou essa bancada.
A CBF usa, pressiona as federações estaduais para que intercedam nas bancadas de seus respectivos Estados a favor dos interesses da própria CBF?
ROMÁRIO - Pressiona muito e isso ocorre na atual gestão da CBF com mais intensidade. A CBF interfere nas federações, que fazem o mesmo com os parlamentares locais. Mas quando o assunto chega aqui no Congresso tem um freio.
As eleições na CBF são marcadas por denúncias de compra de votos há décadas. Numa estrutura viciada, que marca a relação da CBF com federações e clubes, qual a possibilidade de uma mudança efetiva de rumo do comando do futebol brasileiro?
ROMÁRIO - A próxima eleição (2014) vai ser comprada também. Torço e acredito que apareça algum candidato avulso, contrário aos métodos atuais e que possa incomodar os atuais dirigentes.
Apostaria em algum nome?
ROMÁRIO - Hoje, sim. Tem um que já esteve lá do outro lado, que tem seus defeitos, tem seus problemas, como todos nós, mas que já deu provas de que é um ótimo administrador e botou o Corinthians no topo. Se ele hoje, o Andrés Sanchez, se candidatasse à presidência da CBF, muito provavelmente teria meu apoio. Outro nome que também seria excelente é o Raí, um cara íntegro, inteligente, muito respeitado. O ideal seria uma chapa unindo eles dois.
O senhor está convicto mesmo de que a próxima eleição da CBF (segundo semestre de 2014) já esteja comprometida?
ROMÁRIO - Não tenho dúvidas. Vai rolar muito dinheiro. O candidato avulso deve brigar contra isso. Não pode se equiparar ao grupo dominante e sim passar para as federações e clubes a ideia de que é preciso iniciar um processo de profissionalização e moralização do futebol.
Ricardo Teixeira deixou a CBF em meio a escândalos de corrupção. Mas costurou a passagem de poder para Jose Maria Marin e Marco Polo del Nero. Mudou alguma coisa?
ROMÁRIO - Eu até tenho saudades do Ricardo Teixeira. É impressionante a quantidade de coisas erradas na CBF a cada dia. O Teixeira, nos últimos dez anos, foi muito prejudicial à CBF, envolvido em muitos escândalos de corrupção. Mas, por outro lado, olhou muito para o futebol da seleção. Hoje, nós somos o 18.º no ranking da Fifa. É por isso que falo de saudades dele, mas só por isso.
Marin e Del Nero ainda dependem muito de Teixeira?
ROMÁRIO - Já estou sabendo que ele rompeu com eles, que não cumpriram acordos estabelecidos antes da renúncia do Ricardo.
Na eventualidade da saída de Marin, quem assumiria seria Del Nero, seguidor de Teixeira e Marin. Mudaria algo?
ROMÁRIO - Ele é o pior dos três. É o cabeça do atual cartel que virou a CBF. É quem faz os negócios, as negociatas da entidade. É ele quem manipula os presidentes de federações, de clubes. Se chegar à presidência da CBF, vamos viver um inédito período de ditadura no nosso futebol.
Muito se fala na entidade-mãe, a CBF. Mas o senhor defende também uma investigação séria nas federações beneficiadas com repasses da CBF?
ROMÁRIO - Existem alguns Projetos de Lei no Congresso que criminalizam dirigentes de federações, confederações olímpicas, clubes, demais entidades esportivas. Quem fez tem de pagar pelos seus atos.
Qual seria o formato ideal do Colégio Eleitoral da CBF, onde só tem direito a voto hoje as 27 federações e os 20 clubes da Série A do Brasileiro?
ROMÁRIO - Defendo o voto das federações e de todos os cubes filiados à CBF, são mais de 200.
O senhor pediu a Fifa o afastamento de José Maria Marin da CBF e do COL? Por quê?
ROMÁRIO - Pedi, não obtive nenhum retorno nem vou obter. Quem dá as cartas do futebol não se interessa pelas minhas denúncias. Mas a população reconhece e cobra lisura e honestidade cada vez mais. O Marin tem que sair e deixar o Ronaldo tocar o Comitê Organizador da Copa. Todo dia a gente sabe de uma novidade lá da CBF. Soube, por exemplo, que a CBF comprou um terreno na Barra da Tijuca para fazer a nova sede. Quem pagasse R$ 9,5 mil por metro quadrado na área escolhida pela CBF já estaria pagando bem alto, segundo corretores. Pois bem, a CBF pagou R$ 14,5 mil por metro quadrado. Superfaturamento de R$ 25 milhões na obra. Alguém questiona? Investiga? Não pode, é empresa privada. Mas não é bem assim. A CBF usa nosso hino, bandeira, símbolos, nossos atletas. Tem que responder por isso.
Como está a negociação com a Comissão Nacional da Verdade para que Marin seja convidado a esclarecer episódios relacionados à prisão e morte do jornalista Vladimir Herzog em 1975?
ROMÁRIO - A comissão que eu presido (de Desportos e Turismo) fez um requerimento em conjunto com a Comissão da Verdade, convidando-o a comparecer ao Congresso. Se vier, vai prestar serviço de interesse público.
Já existe a Lei de Acesso à Informação, em vigor desde maio de 2012, mas essa lei não alcança os esportes porque a maioria dos agentes não são públicos e sim privados. Quais seriam os ganhos de uma Lei de Acesso à Informação do Esporte?
ROMÁRIO - Ganho total. As entidades passariam a ser transparentes, você poderia saber que motivos levou o clube A para uma situação desastrosa ou ainda que dirigentes se destacam pela competência.
Há poucos dias o então presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, Aristeu Tavares, deixou o cargo, coincidentemente depois de uma entrevista a um jornal de Goiânia, na qual dizia que havia denúncias de manipulação de resultados de jogos no Brasil e que ele teria falado sobre isso pessoalmente ao presidente Marin. O senhor tomou conhecimento do afastamento de Aristeu Tavares? Neste caso qual deveria ter sido a posição da CBF?
ROMÁRIO - A partir do momento em que o presidente da CBF decidiu pelo afastamento do chefe da arbitragem, ele, Marin, deveria ter vindo à público para anunciar a mudança e dar explicações. Até porque trata-se de um tema muito sério, sobre manipulação de resultados de jogos. Mas uma coisa que a gente não consegue entender na CBF.
Também recentemente o presidente do Sport, Luciano Bivar, disse que houve pagamento de propina para a convocação do jogador Leomar para a seleção em 2001. Isso ocorre realmente em convocações da seleção?
ROMÁRIO - Tem, ou pelo menos já teve, a gente sabe disso, sempre soube, mas é coisa bem feita, não tem como provar. O pior de tudo está nas categorias de base da seleção e de alguns clubes. Ali é a caixa preta.
A seleção com Luiz Felipe Scolari está em boas mãos?
ROMÁRIO - Sempre fui a favor da volta dele à seleção, ainda mais com outro campeão do mundo, o Parreira. Os dois impõem respeito, segurança, passam confiança aos atletas. Mas eles têm de entender que o futebol hoje é diferente do jogado em 1994 (quando Parreira foi campeão) e em 2002 (ano do título conquistado por Scolari). É preciso modernizar, criar situações novas.
O que achou dos três primeiros amistosos da seleção com Luiz Felipe Scolari?
ROMÁRIO - Jogos muito difíceis, escolheram bem os adversários, que vendem caro uma derrota. Tem que ser assim mesmo. A seleção está nas mãos de quem sabe.
Há tempo de se formar um time que faça frente a Argentina, Espanha e Alemanha?
ROMÁRIO - Com um time bem treinado, com uma boa fase de preparação, acredito sim que dê para fazer frente à Argentina. Quanto a segurar a Espanha e a Alemanha não sei.
Ainda sobre o Mundial de 2014, podemos ter estádios apelidados de elefantes brancos?
ROMÁRIO - A Copa vai consolidar quatro elefantes brancos: os estádios de Brasília, Manaus, Mato Grosso e Natal. Se não forem entregues para a iniciativa privada, infelizmente vai se caracterizar desperdício de dinheiro. E, mesmo com a iniciativa privada, é preciso fazer contratos que possam compensar o valor gasto.
Como analisa a nova reforma do Maracanã, a terceira em 13 anos?
ROMÁRIO - O Maracanã tinha de mudar de nome, acabou. Perdeu o glamour, perdeu o charme. Está todo desfigurado. Nem dá vontade de entrar lá. Fora o gasto absurdo e desnecessário para a tal reforma.
O senhor pretende convidar Carlos Arthur Nuzman para esclarecer dúvidas sobre a organização das olimpíadas?
ROMÁRIO - Já enviamos requerimento convidando ele para vir à Comissão de Desportos e Turismo. Estou esperando. Quem não deve não teme.
O que falta para o Brasil se tornar uma potência olímpica?
ROMÁRIO - O Brasil nunca vai se tornar potência olímpica. Aqui os investimentos vão só para esportes populares ou tradicionais.
Como viu a interdição do Engenhão, no Rio?
ROMÁRIO - Só comprova que o legado do Pan-2007 foi o pior legado da história dos Pans. Brincam o com dinheiro público.
Como analisa uma candidatura própria do seu partido, o PSB, que integra a base aliada do governo?
ROMÁRIO - É natural isso. O governador Eduardo Campos (PE) é jovem, grande administrador, tem boas ideias. Infelizmente a minha relação com ele é estranha. Mas isso não é por minha causa. Fiquei seis meses para dar uma resposta a um pedido dele e nem assim consegui encontrá-lo.
Se o senhor tivesse de escolher hoje, para um novo mandato presidencial, entre Aécio, Dilma, Marina e Eduardo Campos, que é do seu partido, o PSB, qual seria a sua opção?
ROMÁRIO - Pergunta difícil. A Dilma pegou muitos problemas do governo anterior, botou a casa em ordem em um ano e meio, embora hoje já deixe um pouco a desejar. Se tivesse de optar hoje ainda não teria uma definição.
O senhor tentou por vários meses ser recebido pela presidente. Conseguiu a audiência? Por quê?
ROMÁRIO - Por mais de seis meses e nada. Talvez porque ela seja muito ocupada (risos).

O senhor já recebeu alguma proposta que considerou indecorosa, não condizente com seu papel de parlamentar?
ROMÁRIO - Não e nem vou receber. As pessoas me conhecem, sou incorruptível. Nem chegam perto. Se chegarem, mando prender. Os corruptos têm medo de mim. Se um dia tentarem isso, dou voz de prisão no ato.
Em pouco mais de dois anos de mandato, em que conseguiu avançar nas políticas publicas em defesa de portadores de doenças como a síndrome de down?
ROMÁRIO - Apresentei Projetos de Lei que defendem pessoas especiais, notadamente crianças e adolescentes, protegendo-as de preconceitos e de outros atos de violência. Mas quero fazer muito mais nesse setor.
Como lida com o dia a dia, os protocolos, as conversas de pé de ouvido? Como se sente num ambiente que sempre lhe foi atípico?
ROMÁRIO - Já me acostumei e estou até gostando. No início era difícil, tanto protocolo. Mas agora é tranquilo.
O que pensa para depois de 2014? Novo mandato? Voltar ao futebol, como dirigente, gestor? Reviver experiência de 2009 no America, em que geriu o futebol do clube e o levou a conquistar a Série B do Campeonato Carioca?
ROMÁRIO - Hoje, estou dividido entre voltar a me candidatar a deputado federal, mas deve ser essa tendência. Quero também ser presidente do America, para fazer um trabalho sério lá, de 5, 6 anos. Não sei se daria para compatibilizar com a vida parlamentar.
Se der continuidade à vida política, imagina cargo no executivo?
ROMÁRIO - Na última eleição para prefeito do Rio (2012), uma pesquisa espontânea apontou o meu nome em terceiro lugar. Hoje eu diria não a essa possibilidade. Mas, há um ano, eu dizia que só permaneceria no Congresso por um mandato. Muita coisa muda.
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