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quinta-feira, 31 de maio de 2012

ANTROPÓFAGO

O que levou o 'canibal de Miami' a atacar morador de rua?

Atualizado em  31 de maio, 2012 - 08:05 (Brasília) 11:05 GMT
Reuters
Rudy e Ronald, algoz e vítima foram encontrados nus
A polícia de Miami ainda está investigando o chocante caso do homem que comeu o rosto de outro antes de ser morto a tiros pela polícia, no último sábado.
O homem que realizou o ataque, identificado como Rudy Eugene, 31 anos, estava completamente nu quando o evento ocorreu.
De acordo com fontes médicas, Eugene comeu as orelhas, nariz, um globo ocular e parte do rosto da vítima, identificado como Ronald Poppo, um mendigo de 65 anos que vivia perto da rampa da ponte onde o ataque ocorreu.
Poppo, que permanece em estado crítico no Jackson Memorial Hospital, em Miami, depois de perder quase 75% do rosto, aparentemente não conhecia seu agressor.
No passado, ambos tiveram vários problemas com a lei por pequenos crimes.
Agora, com Rudy morto e Ronald Eugene lutando por sua vida, as autoridades podem apenas especular sobre o que levou o primeiro a cometer o crime.
Neste contexto, fontes policiais e médicas consultadas pela mídia local afirmam que, pela natureza brutal de suas ações, o atacante poderia estar sob efeito de alguma droga.

O que aconteceu

Na tarde de sábado, o ciclista Larry Vega ao lado de uma das rampas da Ponte McArthur, que liga Miami a South Beach, quando viu algo estranho.

Eugene não deixou até sua vítima foi baleada depois de receber múltiplos ferimentos de bala.

"O cara arrancava pedaços do outro com a boca. Então eu disse: 'Sai daí.' O cara continuou comendo o outro, rasgando a pele", explicou Vega para um canal de televisão local.

O homem chamou a polícia e quando um policial chegou e tentou interromper a ação, o canibal levantou a cabeça com um pedaço de carne na boca, ignorou-o e continuou a comer o rosto de outro homem, que também estava deitado no chão, nu.

Em seguida, o policial puxou a arma e efetuou diversos disparos. Eugene só deixou a vítima depois de receber múltiplos ferimentos de bala.
Entre as substâncias a serem considerados como os gatilhos de ataques brutais são citadas cocaína, ecstasy e "sais de banho".

'Sais de banho'

Esta última, vendida ilegalmente em pacotes semelhante ao de sais de banho convencionais, é uma mistura das substâncias alucinogênicas sintéticas metilenodioxipirovalerona (MDPV) e mefedrona - que, por sua vez, também é conhecida como miau-miau.
"Nos últimos anos temos visto um grande aumento no consumo dos chamados sais de banho. Dois anos atrás foram relatados 300 casos. Este ano e já são cerca de 6.000", disse à BBC o médico Paul Adams, do Jackson Memorial Hospital, em Miami.
"Seu uso provoca paranoia extrema, agitação, alucinações e força incomum", diz Paul. Segundo o médico, "é muito difícil controlar alguém que tenha tomado estas substâncias."
"Eles ficam tão agitados e paranoicos, e apresentam um comportamento tão psicótico, que é impossível se comunicar com eles", diz ele.
"Por exemplo, podem ser necessárias de seis a sete pessoas para controlar um homem de vinte e poucos anos e 70 quilos que tenha consumido essas substâncias, que faz com que se perca a percepção de dor."
No ano passado, os Agência de Repressão às Drogas (DEA, por sua sigla em inglês) proibiu a venda de vários produtos químicos usados para fazer "sais de banho".
O problema é que a composição do fármaco varia amplamente, dependendo de quem produza.
De acordo com Patricia Junquera, professora assistente de psiquiatria na Universidade de Miami, drogas como a cocaína e os "sais de banho" podem causar surtos de esquizofrenia, especialmente se o usuário tem uma doença mental.
"Eles são capazes de atacar as suas próprias famílias. E também golpear a cabeça contra a parede e fazer automutilação, com cortes nos braços e pernas, porque alteram o limiar da dor", disse Junquera em conversa com à BBC.

Metabolismo acima do normal

Segundo a especialista, nos últimos anos na Flórida também aumentou o consumo de outra substância conhecida como "spice" que, como os "sais de banho", pode causar episódios de psicose grave.
"É um canabinoide sintético, vendido em postos de gasolina como incenso. Se fumado provoca comportamento errático", disse Junqueira.
Outro detalhe que levou especialistas a considerar a possibilidade de que Rudy Eugene teria estado sob a influência de alguma droga no momento do crime é que ele estava completamente nu.
Especialistas dizer isto pode ser devido ao consumo tanto de "sais de banho" como de ecstasy, cocaína ou o chamado Spice, que produz um aumento significativo na temperatura do corpo.
"Quem consome essas drogas tem a sensação de estar queimando por dentro, então se despe, ou tentar se refrescar pulando na água", disse à BBC o médico Paul Adams.
"A taxa metabólica vai a 30% acima do normal e geralmente o usuário apresenta sintomas de desidratação", disse o médico.
Por agora, devemos esperar para saber o que levou a Eugene para estrelar um evento que deixou perplexos os norte-americanos.
Os resultados dos testes de toxicologia pose ser conhecido dentro de semanas.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

AVAAZ CONTRA A MATANÇA DE CRIANÇAS NA SÍRIA

Caros amigos, 


Essa foto mostra os corpos sangrentos de dezenas de crianças inocentes, brutalmente assassinadas pelo regime ditatorial sírio. Enquanto mãe, essas imagens são quase insuportáveis, mas eu sei que não devo ignorá-las -- e que podemos ajudar a acabar com essa carnificina. Nossos governos estão decidindo o que fazer a respeito disso nesse exato momento. Mas eles vão se contentar com a diplomacia incipiente e insegura, a menos que demandemos uma ação firme.Assine a urgente petição para enviar milhares de monitores da ONU para proteger o povo sírio em todas as regiões do país

Sign the petition
As imagens de Al Houla, na Síria, feitas na sexta-feira são brutais demais para se olhar. Eu tenho uma filha de 5 anos e sei que somente a sorte de ter nascido em outro lugar a separa deste horror. Mas o meu choque me levou a escrever isso, pois eu acredito que todos nós podemos fazer algo juntos para acabar com essas atrocidades.

Dezenas de crianças jazem cobertas de sangue, seus rostos mostram o medo que elas tiveram antes de morrer, e seus corpos inocentes sem vida revelam um massacre indescritível. Essas crianças foram abatidas por homens que estavam sob ordens estritas de espalhar o terror. E, mesmo assim, tudo o que os diplomatas conseguiram fazer até agora foi enviar alguns monitores da ONU para 'observar' a violência. Agora, os governos em todo o mundo estão expulsando os embaixadores sírios, mas a menos que demandemos uma forte ação no local, eles irão se satisfazer com essas medidas diplomáticas ineficientes.

A ONU está discutindo o que fazer nesse exato momento. Se houvesse uma ampla presença internacional em toda a Síria, com um mandado para proteger os civis, poderíamos prevenir os piores massacres ao mesmo tempo em que os nossos líderes se engajariam em esforços políticos para resolver o conflito. Não suporto ver mais imagens como aquela sem ter vontade de gritar para toda a cidade ouvir. Mas para impedir a violência, vai ser preciso que todos nós, em uma única voz, exijamos proteção para essas crianças e suas famílias. Clique para exigir a ação imediata da ONU e envie essa mensagem para todos:

http://www.avaaz.org/po/syria_will_the_world_look_away_c/?vl

A morte de uma criança é trágica em qualquer circunstância. A ONU diz que 108 pessoas foram mortas neste ataque violento, 49 eram crianças com menos de 10 anos de idade, e a mais jovem era uma garota de 2 anos. 90% da população de Al Houla fugiu de suas casas. Enquanto eu colocava minha filha para dormir ontem à noite, eu tentei imaginar o que as mães, os pais, e os avós dessas crianças sentiram. A simples dor e desespero são inimagináveis, mas também há uma profunda ira e aversão a aqueles que fizeram isso. Até que todos nós ajudemos a parar esses ataques sendo feitos ao povo da Síria, o ciclo de violência não acabará.

Não vamos esquecer -- esse banho de sangue começou há mais de 1 ano com milhares de pessoas protestando pacificamente nas ruas -- pedindo, como seus irmãos e irmãs em toda a região, por liberdade e democracia. Mas o regime ditatorial respondeu com brutalidade e violência -- assassinato, tortura, sequestros e cercos à cidades inteiras. A comunidade internacional não interveio, deixando suas preocupações geopolíticas obstruírem nossa responsabilidade de proteger. Então, sob desespero para proteger suas famílias e contra-atacar a repressão, alguns empunharam armas. Agora isso tudo se tornou um conflito armado -- ese o mundo continuar a não fazer nada, o caso sírio vai virar uma guerra aberta sectária que pode durar gerações e gerar o tipo de ataques terroristas que ainda temos que imaginar em nossos piores pesadelos.

Quando dezenas de crianças são assassinadas a sangue frio pelo exército e suas milícias, é chegada a hora para uma ação séria. Assad, seus capangas e seu exército assassino devem ser responsabilizados e o povo da Síria protegido. Nada que a comunidade internacional fez até agora conseguiu remover Assad do controle sobre o poder. Os poucos monitores da ONU que foram ao local não tinham poder para impedir as mortes de Al Houla -- eles somente serviram para contar os pequenos corpos. Mas se enviarmos centenas de monitores para cada uma das 14 regiões da Síria, os assassinos de Assad vão pensar duas vezes.

O mundo virou as costas para Srebrenica e Ruanda. Se todos nós respondermos a isso hoje, podemos garantir que a morte trágica dessas crianças seja o limite para que todos nós digamos "BASTA!". Mas se virarmos nossas costas, o mesmo farão nossos líderes. Vamos juntar vozes de todos os cantos do planeta e fazer com que seja impossível que nossos líderes ignorem nosso pedido. Em respeito a essas queridas crianças e suas famílias, clique para se juntar ao chamado global para exigir uma presença maciça da ONU na Síria agora!

http://www.avaaz.org/po/syria_will_the_world_look_away_c/?vl

A comunidade da Avaaz já apoia o povo sírio há 15 meses, denunciando o regime ditatorial sírio, pedindo sanções, apoiando comunidades espalhadas pelo país com ajuda humanitária, e dando equipamentos para jornalistas cidadãos poderem trazer para o restante do mundo informações sobre a violência. Hoje, vamos fazer do massacre de Al Houla o momento para mudança e insistir que nossos governos parem de concordar balançando suas cabeças e virando suas costas.

Com grande tristeza e determinação, 

Alice e toda a equipe da Avaaz 


MAIS INFORMAÇÕES 

Países ocidentais expulsam diplomatas sírios em resposta a massacre (Reuters)
http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE84S01P20120529 

Annan condena massacre de Houla; há 49 crianças e 34 mulheres entre mortos (Último Segundo)
http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/2012-05-28/annan-condena-massacre-de-houla-ha-49-criancas-e-34-mulheres-ent.html 

Repressão matou mais de 70 enquanto Annan visitava Síria, diz oposição (Terra Brasil)
http://noticias.terra.com.br/noticias/0,,OI5802715-EI188,00-Enquanto+Annan+visitava+a+Siria+repressao+matou+mais+de+pessoas.html 

ONU aponta que execuções predominaram em massacre de Houla (Folha de São Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1097148-onu-aponta-que-execucoes-predominaram-em-massacre-de-houla.shtml 

Sobreviventes relatam horrores de massacre na Síria (BBC Brasil)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120528_siria_vitimas_ac.shtml 

Queda de Assad é o único meio de salvar trégua, diz oposição na Síria (G1)
http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2012/05/queda-de-assad-e-o-unico-meio-de-salvar-tregua-diz-oposicao-na-siria.html 


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terça-feira, 29 de maio de 2012

ESSE TAL DE LULA NUNCA ME ENGANOU.

Gilmar Mendes diz ser alvo de 'intrigas' por parte de Lula

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FELIPE SELIGMAN
DE BRASÍLIA
Atualizado às 19h19.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes afirmou nesta terça-feira que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria a "central de divulgação" de intrigas contra ele e que a tentativa de envolver seu nome no esquema do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, tem como objetivo "constranger o tribunal" para "melar o julgamento do mensalão".
"O objetivo [de ligar seu nome ao de Cachoeira] era melar o julgamento do mensalão. Dizer que o Judiciário está envolvido em uma rede de corrupção. Era isso. Tentaram fazer isso com o Gurgel e estão tentando fazer isso agora", afirmou o ministro, fazendo referência às críticas recebidas pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por ter segurado investigação, em 2009, sobre a relação entre Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).
Mendes diz que, durante um encontro com Lula no escritório do advogado Nelson Jobim, o ex-presidente teria insistido em argumentar que o mensalão não deveria acontecer neste ano. Após ouvir do ministro do Supremo que o julgamento deve, de fato, ser realizado em breve, Lula teria então começado a fazer ilações sobre a possibilidade de Mendes ser investigado na CPI do Cachoeira.
A assessoria de Lula afirma que ele não vai comentar as declarações de Mendes feitas hoje. Ontem, o ex-presidente divulgou nota dizendo estar "indignado" com a versão, que foi relatada pela revista "Veja" e não é corroborada por Jobim.
Nesta terça-feira, Gilmar Mendes diz que desde sempre defendeu a realização do julgamento do mensalão ainda este semestre. "Não era para efeito de condenação. Todos vocês conhecem as minhas posições em matéria penal. Eu tenho combatido aqui o populismo judicial e o populismo penal".
Daniel Marenco/Marcelo Camargo/Folhapress
O ministro Gilmar Mendes (dir.), do Supremo, acusa Lula de comandar 'central de divulgação' de intrigas
O ministro Gilmar Mendes (dir.), do Supremo, acusa Lula de comandar 'central de divulgação' de intrigas
"Mas por que eu defendo o julgamento? Porque nós vamos ficar desmoralizados se não o fizermos. Vão sair dois experientes juízes, que participaram do julgamento anterior, virão dois novos, que virão contaminados por uma onda de suspicácia. Por isso, o tribunal tem que julgar neste semestre e por isso essa pressão para que o tribunal não julgue", completou.
Visivelmente irritado e com o tom de voz alterado, Mendes diz que foi alvo de "gângsteres", "chantagistas" e "bandidos", que estavam "vazando" informações sobre um encontro que teve com Demóstenes, em Berlim, e que a viagem teria acontecido após Cachoeira disponibilizar um avião ao senador.
"Não viajei em jatinho coisa nenhuma. Vamos parar com fofoca. A gente está lidando com gângsters. Vamos deixar claro: estamos lidando com bandidos que ficam plantando essas informações", disse o ministro, que apresentou notas e cópias de suas passagens aéreas emitidas na TAM pelo Supremo Tribunal Federal.
Questionado se o ex-presidente Lula estaria entre os tais bandidos e gângsters, Mendes apenas respondeu que ele está "sobreonerado" com a tarefa de adiar o julgamento do mensalão. "Estão exigindo dele uma tarefa de Sísifo [trabalho que se renova incessantemente]", disse. Ele não disse quem seriam "eles" a exigir a tarefa.
Mendes afirmou ter dito a Lula que vai a Berlim como o ex-presidente vai a São Bernardo, que frequenta a cidade europeia desde 1979 e que possui atualmente uma filha que vive lá.
Segundo o ministro, ele não precisa de "fundo sindical, nem dinheiro de empresa" para viajar. Mendes citou que apenas um livro seu, o "Curso de Direito Constitucional", vendeu mais de 80 mil cópias desde 2007 e que com o dinheiro poderia dar "algumas voltas ao mundo".
"Vamos parar de futrica. Não preciso ficar extorquindo van para obter dinheiro. O que é isso. Um pouco mais de respeito", afirmou.
O ministro, então, relatou que entre 2010 e 2011 viajou duas vezes para Goiânia em aviões cedidos por Demóstenes Torres, mas que tais fatos são públicos. Segundo Gilmar Mendes, mesmo se, na ocasião de Berlim, o senador goiano tivesse oferecido uma carona, isso não seria um problema.
"Eu poderia aceitar tranquilamente. Estava me relacionando com o senador que tinha o mais alto conceito na República. Até pouco tempo nós discutíamos com ele todos os projetos".

FOLHA.COM

TV DO FUTURO

Telas interativas em forma de 'papel de parede' são o futuro da TV

PAUL MARKS
DA "NEW SCIENTIST"
Você acha que seu televisor de tela plana é grande? Pois ainda não viu nada.
A maneira pela qual assistimos TV deve mudar significativamente no futuro. Um "papel de parede" modular, com funções de TV, dominará a sala de estar com telas que circundam o espectador e utilizam sua visão periférica para criar uma experiência de verdadeira imersão. Além disso, será possível usar parte da tela para programas, filmes, páginas da web ou mensagens no Twitter.
Como o telespectador poderá organizar tudo isso em sua gigantesca tela de imersão?
É o tipo de pergunta que a NDS (New Digital Systems), criadora de tecnologia de transmissão para TV paga, diz que as redes de mídia eletrônica precisarão se perguntar na próxima década --quando os televisores do tamanho da parede se tornarem realidade prática, que vá além das imagens de baixa resolução oferecidas pelos projetores ou das grandes telas planas de alto consumo de eletricidade.
"É espantosa a precisão com que a ficção científica previu o avanço da tecnologia televisiva", diz Simon Parnall, vice-presidente de tecnologia da NDS, em Staines, Reino Unido.
OLED VS. LCD
A mais recente ideia da companhia, Surfaces, toma por base o fato que a próxima geração de televisores de telas planas, baseados em OLED (diodos orgânicos emissores de luz), vai baixar de preço consideravelmente nos próximos cinco a dez anos.
As telas OLED tem uma grande vantagem: diferentemente das telas LCD, não precisam de iluminação lateral, e por isso a área de imagem pode se estender até a borda da tela. Isso significa que podem ser montadas lado a lado para criar uma superfície de exibição contínua.
"A tecnologia de telas OLED poderá ser modular, e os módulos poderão ser montados em qualquer formato desejado, não apenas em formações retangulares", disse Parnall, durante o Future World Symposium, realizado em abril em Londres.
DE R$ 25 MIL A R$ 3 MIL
Os primeiros televisores OLED, com tela de 1,4 metro, chegarão ao mercado ainda este ano pelas sulcoreanas LG Electronics e Samsung. É provável que seu preço inicial seja de oito mil libras (cerca de R$ 25 mil), diz John Kempner, comprador de TV e vídeo da cadeia de varejo britânica John Lewis Partnership.
Ele também acredita que a tendência seja de "deflação bastante rápida de preços", e antecipa que o custo deve cair abaixo das três mil libras (menos de R$ 10 mil) em dois anos. Modelos custando mil libras ou menos (aproximadamente R$ 3 mil) devem estar disponíveis dentro de cinco a dez anos.
PAPEL DE PAREDE
Usando seis painéis OLED, a NDS construiu um protótipo de tela de 3,6 metros por 1,4 metro, que quando não está em uso exibe a imagem da parede por trás dela. "É ambiente", diz Parnall.
Um servidor de vídeo encaminha conteúdo à tela sob o controle de um navegador comum no celular inteligente ou computador do usuário, e também permite que este selecione em que porção da tela deseja ver seus vídeos, a web, páginas de mídia social ou Skype. Alguns televisores atuais já podem ser controlados por meio de um aplicativo, e não só de um controle remoto, segundo Kempner.
O protótipo está exibindo o programa de talentos "X Factor" no centro da tela, com conteúdo de internet sobre os participantes na direita, um widget para votação abaixo e páginas de Twitter mostrando a reação dos espectadores à esquerda.
GRAU DE IMERSÃO
Um aspecto central da experiência está em determinar o grau de imersão que os usuários desejam. Uma família que esteja assistindo a um filme pode optar por imersão profunda, e fazer com que o filme cubra a maior parte da tela --talvez apenas com uma faixa para comentários de mídia social, abaixo.
Para menor imersão, notícias podem ser exibidas no centro, em companhia de notificações no Skype ou nas redes sociais, com conteúdo da web na periferia. Canais de som separados podem ser transmitidos ao celular ou fone de ouvido de cada usuário.
INFINITO LATERAL
Não é só a NDS que está trabalhando para mudar a maneira pela qual assistimos TV. Daniel Novy e Michael Bove, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), estão desenvolvendo um sistema de imersão chamado Infinity-by-Nine --uma referência ao formato de tela 16:9 que se tornou padrão nos televisores modernos.
"Tiramos vantagem de alguns truques de percepção", disse Bove. "A visão periférica não é sensível a detalhes, mas o é a movimentos, e o cérebro realmente deseja criar uma explicação coerente sobre aquilo que sua visão periférica e sua visão central, ou foveal, veem".
Eles empregam software de visão mecânica para analisar um filme, por exemplo, e depois gerar em tempo real um padrão móvel, de baixa resolução, que se assemelha à imagem da tela. O padrão é projetado nas paredes adjacentes e no teto.
"O espectador não contempla diretamente as imagens adicionais, mas sua presença aprofunda o senso de imersão naquilo que a tela oferece", diz Bove.
O método funciona porque, embora a percepção de cores e detalhes seja menor em nossa visão periférica, a sensibilidade a movimentos nessas fímbrias visuais continua forte.
Assim, o Infinity-by-Nine precisa apenas mover o padrão de baixa resolução com a mesma velocidade da imagem principal, a fim de reforçar a sensação de imersão espacial dos espectadores.
"Embora o efeito possa ser mais forte para aqueles que ocupam uma posição central ao assistir, também é poderoso para os ocupantes de outras posições. Temos diversos sofás na sala de teste e, quando deixamos um filme passando muitos vezes, voltamos e encontramos todos eles ocupados --e pessoas sentadas até no chão", diz Bove.
DISPERSÃO E CONTROLE
Mas o excesso de informação pode distrair --e até incomodar-- alguns espectadores. É por isso que Valentin Heun, também do MIT, está experimentando um sistema chamado FocalSpace, que usa as câmeras de profundidade do Microsoft Kinect.
O sistema usa o aparelho da Microsoft para perceber em que direção o espectador está olhando e reforçar dinamicamente o contraste e a cor das imagens nesse ponto, tornando aquela porção da tela mais clara e facilitando a concentração.
O Kinect e outros sistemas parecidos também poderiam controlar o sistema NDS, talvez oferecendo grau de controle superior ao de um aplicativo. A Samsung já permite controle de gestos e voz no seu modelo inteligente ES8000, recém-lançado.
"Os gestos são uma forma mais natural de fazer esse tipo de coisa", diz Chris Wild, vice-presidente de tecnologia na produtora de software interativo Altran Praxis, de Bath, Reino Unido. "Movimentos de mão e olhos oferecem escopo mais amplo e uma gramática mais completa para o controle fino de telas grandes, se comparados aos controles de tela de um celular inteligente."
Tradução de PAULO MIGLIACCI
FOLHA.COM

POPULAÇÃO CARCERÁRIA

Brasil tem 4ª maior população carcerária do mundo e deficit de 200 mil vagas

Atualizado em  29 de maio, 2012 - 06:03 (Brasília) 09:03 GMT
Presídio superlotado em Rondônia (Foto: Luiz Alves)
Para ONU, prisões superlotadas são um dos principais problemas de direitos humanos no Brasil
Com cerca de 500 mil presos, o Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo e um sistema prisional superlotado. O deficit de vagas (quase 200 mil) é um dos principais focos das críticas da ONU sobre desrespeito a direitos humanos no país.
Ao ser submetido na semana passada pela Revisão Periódica Universal - instrumento de fiscalização do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU -, o Brasil recebeu como recomendação "melhorar as condições das prisões e enfrentar o problema da superlotação".
Segundo a organização não-governamental Centro Internacional para Estudos Prisionais (ICPS, na sigla em inglês), o Brasil só fica atrás em número de presos para os Estados Unidos (2,2 milhões), China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil).
De acordo com os dados mais recentes do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), de 2010, o Brasil tem um número de presos 66% superior à sua capacidade de abrigá-los (deficit de 198 mil).
"Pela lei brasileira, cada preso tem que ter no mínimo seis metros quadrados de espaço (na unidade prisional). Encontramos situações em que cada um tinha só 70 cm quadrados", disse o deputado federal Domingos Dutra (PT-MA), que foi relator da CPI do Sistema Carcerário, em 2008.

Falta de condições

Segundo ele, a superlotação é inconstitucional e causa torturas físicas e psicológicas.
"No verão, faz um calor insuportável e no inverno, muito frio. Além disso, imagine ter que fazer suas necessidades com os outros 49 pesos da cela observando ou ter que dormir sobre o vaso sanitário".
De acordo com Dutra, durante a CPI, foram encontradas situações onde os presos dormiam junto com porcos, no Mato Grosso do Sul, e em meio a esgoto e ratos, no Rio Grande do Sul.
Segundo o defensor público Patrick Cacicedo, do Núcleo de Sistema Carcerário da Defensoria de São Paulo, algumas unidades prisionais estão hoje funcionando com o triplo de sua capacidade.
Em algumas delas, os presos têm de se revezar para dormir, pois não há espaço na cela para que todos se deitem ao mesmo tempo.
"A superlotação provoca um quadro geral de escassez. Em São Paulo, por exemplo, o que mais faz falta é atendimento médico, mas também há (denúncias de) racionamento de produtos de higiene, roupas e remédios", disse à BBC Brasil.

Vigilância

Porém, abusos de direitos humanos não ocorrem somente devido ao déficit de vagas.
Em todo país, há denúncias de agressões físicas e até tortura contra detentos praticadas tanto por outros presos quanto por agentes penitenciários.
"No dia a dia, recebemos muitas denúncias de agressões físicas, mas é muito difícil provar, pelo próprio ambiente (de isolamento). Quando a denúncia chega e você vai apurar, as marcas (da agressão na vítima) já sumiram e não há testemunhas", afirmou Cacicedo.
O número de mortes de detentos nos sistemas prisionais não é divulgado pelos Estados, segundo o assessor jurídico da Pastoral Carcerária, José de Jesus Filho.
"O sistema penitenciário é opaco, uma organização (não-governamental) já tentou fazer esse levantamento, mas não conseguiu."
Segundo o deputado Dutra, o ambiente geral desfavorável aos direitos humanos no sistema prisional do país foi o que possibilitou o surgimento de facções criminosas.
Entre elas estão o Comando Vermelho e o Terceiro Comando, no Rio de Janeiro, e o Primeiro Comando da Capital, em São Paulo, que hoje operam as ações do crime organizado dentro e fora dos presídios.

Defensores

"Quando a denúncia chega e você vai apurar, as marcas (da agressão na vítima) já sumiram e não há testemunhas."
Patrick Cacicedo, do Núcleo de Sistema Carcerário da Defensoria de São Paulo
Outra recomendação explícita feita pelo grupo de 78 países-membros durante a sabatina na ONU foi a disponibilização permanente de defensores públicos em todas as unidades prisionais do país.
Uma das funções deles seria acelerar a apuração de abusos de direitos humanos contra presos.
Outros papeis seriam oferecer assistência jurídica para que os detentos não fiquem encarcerados após acabar de cumprir suas penas ou tenham acesso mais rápido ao sistema de progressão penitenciária (regime semiaberto ou liberdade assistida) - o que ajudaria a reduzir a superlotação.
Mas o país ainda está longe dessa realidade. Só em São Paulo, um dos três Estados com maior número de defensores, o atendimento a presos nas unidades prisionais é feito por meio de visitas esporádicas.
De acordo com Cacicedo, apenas 29 das 300 comarcas do Estado têm defensoria. Além disso, só 50 dos 500 defensores se dedicam ao atendimento dos presos.
O Estado, no entanto, possui 151 unidades prisionais da Secretaria de Administração Penitenciária (sem contar as cadeias públicas subordinadas à Secretaria de Segurança Pública.)

Soluções

Segundo Jesus Filho, os problemas não são resolvidos em parte devido ao perfil da maioria dos detentos.
Um levantamento da Pastoral Carcerária mostra que a maior parte tem baixa escolaridade, é formada por negros ou pardos, não possuía emprego formal e é usuária de drogas.
Domingos Dutra diz que uma possível solução para reduzir a população carcerária seria o emprego de detentos em obras públicas e estímulo para que eles estudem durante a permanência na prisão.
A legislação já permite que a cada três dias de trabalho um dia seja reduzido da pena total. Mas, segundo Dutra, nem todos os governos estaduais exploram essa possibilidade.
Esta é a primeira de uma série de reportagens da BBC Brasil sobre as deficiências do país na área de direitos humanos que serão publicadas ao lo
ngo desta semana.

PETROBRAS NAS MÃOS DO PT.........................


Os desafios da Petrobras para se manter na liderança regional

Atualizado em  29 de maio, 2012 - 16:36 (Brasília) 19:36 GMT
Plataforma de petróleo | Foto: Reuters
Petrobras precisará enfrentar problemas domésticos se quiser retomar crescimento, dizem analistas.
Considerada um modelo de sucesso a ser copiado por governantes latino-americanos e uma das principais empresas da região, a Petrobras terá de enfrentar desafios internos se quiser continuar a crescer nos próximos anos. A opinião é de especialistas ouvidos pela BBC.
Na lista dos problemas domésticos citados pelos analistas, estão desde as perdas registradas recentemente pela petrolífera até o aumento da interferência política por parte do governo.
Maior empresa brasileira, a Petrobras tem sofrido com a queda no valor de suas ações a tal ponto de ter perdido neste mês o posto de maior empresa latino-americana em valor de mercado para a petrolífera colombiana Ecopetrol, segundo informou a consultoria Economática.
Para analistas, a variação negativa no preço dos papéis da companhia refletem um pessimismo do mercado sobre a atual condução do modelo de negócios da estatal brasileira.
Segundo eles, os custos operacionais aumentaram quando a empresa decidiu não repassar ao consumidor a alta no preço dos combustíveis, resultado da apreciação do dólar no exterior, seguindo uma política do governo de controle da inflação.
Além disso, na opinião dos especialistas, a companhia teria sofrido outro baque com a recente desvalorização do câmbio, uma vez que suas dívidas na moeda americana acabaram aumentando.
Como resultado, nos três primeiros meses deste ano, o lucro da Petrobras caiu 16% em relação a igual período do ano anterior, segundo o balanço divulgado pela companhia.

Pré-sal

Especialistas dizem que o maior desafio da estatal será cumprir as metas estabelecidas, entre as quais dobrar a capacidade de produção até 2020, para 6 milhões de barris por dia.
Para isso, dizem, a empresa conta com o início da exploração comercial na camada pré-sal, localizada a mais de 6 mil metros de profundidade e a 300 quilômetros da costa brasileira.
Segundo o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), foi a partir do descobrimento das reservas que, paradoxalmente, os grandes problemas e desafios da Petrobras surgiram.
"A partir de 2007, com o anúncio do pré-sal, o modelo não foi mais exportável", disse. "A Petrobras passou a ser uma empresa que se voltou novamente para o mercado interno e o próprio Estado brasileiro se tornou mais intervencionista", acrescentou.
Anunciadas com pompa pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as grandes reservas do pré-sal são estimadas em, pelo menos, 50 bilhões de barris de petróleo, o que poderia elevar o Brasil à condição de um dos cinco maiores produtores de petróleo do mundo na próxima década.
Por outro lado, há um longo caminho até explorá-lo comercialmente, afirmam os especialistas ouvidos pela BBC.
Além da barreira geológica, composta por grossas camadas de rocha e sal, serão necessários vultosos investimentos para retirar o petróleo do fundo do mar.
Josefina Vázquez | Foto: Reuters
Para candidata à Presidência do México, Petrobras é "modelo inspirador" para o continente.
Para atingir tal objetivo, a Petrobras realizou em 2010 uma venda de ações de US$ 67 bilhões (R$ 134 bilhões), considerada na ocasião a maior ampliação de capital da história.

Liderança

Embora ainda tenha imensos desafios pela frente, a Petrobras continua bem avaliada por alguns analistas e governantes latino-americanos, ora por sua importância ora por sua trajetória de sucesso quando comparada a outras empresas estatais da região.
Além disso, com a descoberta do pré-sal, as perspectivas sobre o desempenho da petrolífera tendem a ser mais otimistas.
O êxito da estatal brasileira foi um dos recursos utilizados pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner, para nacionalizar, no mês passado, a petrolífera YPF, então sob o controle da espanhola Repsol.
Mais recentemente, a candidata à Presidência do México Josefina Vázquez, do governista Partido de Ação Nacional (PAN), lembrou que a Petrobras é um "modelo muito inspirador" para a petrolífera mexicana Pemex.
"(A Petrobras) tem sido um exemplo muito importante de como uma empresa deficitária (...), vulnerável e debilitada se tornou uma instituição sólida", disse dias atrás.
Segundo Tony Volpon, analista do banco de investimento Nomura Securities, "como qualquer empresa petrolífera estatal, a Petrobras alinha suas metas com as necessidades do desenvolvimento do país", disse à BBC.
"Mas isso não é necessariamente destrutivo do ponto de vista do valor acionário", acrescentou. "Em geral, acredito que a Petrobras continua sendo uma companhia bem administrada e líder em seu segmento, além de permanecer na dianteira ao construir uma cadeia de produção e distribuição em torno das reservas do pré-sal", afirmou.

Histórico

Lula e a Petrobras. Reuters
Com a descoberta das reservas do pré-sal, empresa se expandiu e ampliou desafios
Criada em 1953 como um monopólio estatal durante o governo de Getúlio Vargas, a Petrobras atravessou ao longo de sua história períodos de altos e baixos, assim como importantes transformações.
Um das principais mudanças ocorreu com a lei de 1997, promulgada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, que acabou com o monopólio da estatal afim de atrair investimentos privados para o mercado de hidrocarbonetos no Brasil.
O fim do monopólio representou uma virada histórica para a companhia, que conseguiu se internacionalizar e ser alçada ao topo da lista das empresas latino-americanas.
"Essa lei transformou a Petrobras num caso de sucesso", disse Adriano Pires.
Ainda que sempre tenha se mantido sob controle estatal, a Petrobras abriu seu capital ao mercado e se expandiu. Atualmente, suas ações são negociadas nas Bolsas de São Paulo e Nova York e a empresa está presente em 24 países de cinco continentes.
BBC BRASIL